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Corinthians defende torcedores em pé e bandeirões em carta à Conmebol

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Torcedores do Corinthians fazem festa em Itaquera
Bruno Teixeira Rolo/Corinthians

Torcedores do Corinthians fazem festa em Itaquera

O Corinthians divulgou nesta sexta-feira (11) uma carta em repúdio às mudanças no Regulamento de Segurança da Conmebol, que proíbe, entre outras coisas, bandeirões com mais de 1,5m de comprimento e 1m de largura nos estádios.

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“O Time do Povo não pode aceitar o ônus imposto pelas medidas aos reais donos do espetáculo, os torcedores, que frequentemente pagam caro para ir a estádios desconfortáveis, com serviços de péssima qualidade, por imposição de burocratas do futebol latino-americano, que agem como se o fã fosse um estorvo e não a razão de ser do espetáculo”, diz um trecho do texto publicado pelo Corinthians.

O regulamento do ano passado já previa algumas restrições aos torcedores, porém menos do que as publicadas nesse ano. Em 2018 foram 18 proibições, e agora serão 21.

Outro ponto polêmico do Regulamento de Segurança da Conmebol é a venda de ingressos online. A entidade quer que os torcedores adquiram suas entradas apenas por meio digital e com lugares marcados.

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Confira a carta na íntegra

O Sport Club Corinthians Paulista manifesta seu descontentamento com as recentes resoluções publicadas pela Conmebol para a Copa Sul-Americana e a Libertadores.

O Regulamento de Segurança para Competições de Clubes 2019, publicado oficialmente pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), no Art. 25, proíbe, dentre inúmeros outros itens, a entrada de bandeiras e bandeirões com mais de 1,5m de comprimento e 1m de largura.

Com o novo regulamento, o número de itens proibidos nos locais dos jogos aumentou de 18 para 21 em 2019. A nova regra também prevê, no Art. 21, que, a partir de 2021, todos os ingressos sejam vendidos na internet e os lugares sejam marcados e com assentos.

O Time do Povo não pode aceitar o ônus imposto pelas medidas aos reais donos do espetáculo, os torcedores, que frequentemente pagam caro para ir a estádios desconfortáveis, com serviços de péssima qualidade, por imposição de burocratas do futebol latino-americano, que agem como se o fã fosse um estorvo e não a razão de ser do espetáculo.

Em vez de penalizar a torcida com o fim das bandeiras e dos bandeirões e dos lugares populares onde costumeiramente os torcedores, em pé, entoam seus cânticos empurrando sua equipe, que fosse feito um estudo pela Entidade sobre as melhores práticas no desenvolvimento dos espetáculos esportivos.

Bom exemplo acontecerá em breve na final do Super Bowl, em Atlanta, quando a gestora da arena hospedeira, nossa parceira IBM, estará mostrando como é colocar à serviço do torcedor todo o aparato de um estádio moderno.

Aviltam a experiência do espectador no estádio, mas nada fazem para melhorar a capacitação da arbitragem ou enriquecer a emoção do fã fiel. Sempre com a complacência da CBF na Conmebol, cujo silêncio perante os desacertos faz dela cúmplice por omissão.

Fiéis à nossa origem, vestidos com o manto alvinegro, seguimos em frente, fazendo nosso trabalho, melhorando as condições do nosso espetáculo, desenvolvendo o negócio do esporte, implementando a boa governança em nosso Clube.

A Conmebol deve despertar para estes os novos tempos: o negócio do futebol vem mudando a uma velocidade alucinante, imposta pela força dos participantes nas redes sociais, que estarão se revelando cada vez mais implacáveis com aqueles que desprezam seus anseios.

Vivemos numa sociedade violenta, é inegável, mas repudiamos as soluções de prateleira, adotadas no Continente, que optam pelo caminho mais fácil de sacrificar os quem têm menos para beneficiar os quem têm mais.

Não vamos aceitar extinguir os locais populares de nossa Arena, nela queremos não só bandeiras e bandeirões, mas também instrumentos musicais e fogos festivos. Acreditamos que o diálogo deve trazer de volta os clássicos com duas torcidas, pois sabemos que, se tratarmos o torcedor como animal, geraremos um selvagem; respeitando-o como cidadão, teremos um torcedor apaixonado.

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Andrés Navarro Sanchez

Presidente do Sport Club Corinthians Paulista

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Governo do Rio de Janeiro anuncia encerramento da concessão do Maracanã

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Maracanã (Brasil)
Divulgação

Maracanã (Brasil)

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, anunciou nesta segunda-feira (18) o rompimento do contrato de concessão do Maracanã com a Odebrecht, devolvendo a administração do estádio para as mãos do governo estadual.

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“Estamos retomando o Maracanã , sem qualquer prejuízo das partidas de futebol ou aos clubes. Vamos nos próximos 30 dias ter uma intervenção no Maracanã, por meio da secretaria e da suderj, com uma comissão que estou constituindo, para fazer uma retomada. Estaremos modulando uma permissão de uso até que façamos então uma nova concessão por meio de parceria público privada”, anunciou Witzel .

O governador ressaltou ainda que, acordos entre a empresa e os clubes não serão considerados pela administração do estádio.

“Se a concessionária mantinha contrato com os clubes, esses contratos não tem efeito em relação ao estádio. Vou conversar com os clubes para que não aconteça o que houve no Fluminense x Vasco. Ficamos esperando a Justiça decidir com 30 mil querendo entrar, e a polícia no meio dessa história”, explicou o governador.

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Witzel citou também as condenações da empreiteira na operação Lava-Jato como uma das razões para o encerramento da concessão.

“Manter uma empresa que foi condenada pela Justiça em primeira instância, ainda mais com descumprimento de contrato, não dá para manter, ainda mais com dívida”, disse.

O governador garantiu também que o estádio segue como uma das sedes da Copa América, que será realizada em junho no Brasil.

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“Na Copa América, os jogos vão acontecer com o Maracanã . Sem o maior problema. Já conversei com o presidente da Conmebol, mantenho contato, nada disso vai sofrer prejuízo. Estamos recuperando o estado do Rio. Estamos pagando salários em dia”, garantiu Witzel.

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Fonte: IG Esportes
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