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Coordenadora distrital da saúde indígena acusa prefeito de Barra do Garças em vídeo; olhe vídeo

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Um vídeo que circula na redes sociais, chama atenção pela gravidade da denúncia feita pela Coordenadora do Distrito Sanitário Especial indígena Xavante, Luciene Cândida Gomes, na região leste de Mato Grosso.

A Coordenadora acusa o prefeito Roberto Farias (PSD), de Barra do Garças, a 500 km de Cuiabá, de não dar apoio à proposta de criação emergencial de uma ala especial e suporte na área de saúde ao povo Xavante. No vídeo Luciene diz ainda que o Prefeito demostra total desconhecimento a saúde dos índios xavantes  no Araguaia e ao trabalho dos mais de 300 profissionais de saúde. Barra do Garças é considerada a cidade polo da região do Araguaia com uma melhor estrutura na área da saúde.

A denúncia da Coordenadora chega como uma bomba na região, pois neste mesmo momento o próprio MPF em Mato Grosso está com os olhos atentos para a saúde indígena.   Olhe a denúncia.

 

O Ministério Público Federal (MPF) garantiu, mediante liminar concedida pela Justiça Federal em Barra do Garças, que a União e Fundação Nacional do Índio (Funai) concretizem medidas relacionadas à saúde e segurança na Terra Indígena (TI) Marãiwatsédé. Medidas são necessárias para contenção da propagação do novo coronavírus, e para garantir a ordem pública e a segurança das pessoas e do patrimônio nos municípios de Alto Boa Vista, Bom Jesus do Araguaia, além da TI Marãiwatsédé.

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A liminar é resultado da Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo MPF no intuito de que os requeridos, por meio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Xavante, promovam ações efetivas no sentido de dar concretude ao Plano de Contingência Nacional para Infecção Humana pelo novo coronavírus (covid-19) em povos indígenas e ao Plano de Contingência sobre Infecção Humana pelo novo Coronavírus (covid-19) em povos indígenas do Dsei Xavante. Em especial, promovendo ações condizentes ao nível de resposta da Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (Espin), no âmbito da TI Marãiwatsédé, abarcada pela Coordenação Regional da Funai de Ribeirão Cascalheira.

De acordo com o procedimento preparatório 1.20.004.000267/2020-71, que antecedeu a ACP, a prefeitura do município de Alto Boa Vista noticiou ao MPF preocupação referente ao grande fluxo de indígenas Xavante na TI Maraiwatséde no município. A preocupação apontada pelo ente municipal decorre do atual cenário de pandemia pelo coronavírus aliado a intenso fluxo de indígenas em diversos locais, segmentos e setores do município, sem utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), mesmo após orientações repassadas sobre a necessidade de seguir as orientações sanitárias.

O referido fato desencadeou o descontentamento dos moradores do município em relação à atitude dos indígenas, em razão da inobservância das regras sanitárias, o que conduziria à invalidação de todo o esforço adotado para prevenção e contenção da disseminação do vírus.

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O município de Bom Jesus do Araguaia revelou preocupação semelhante. “A situação é alarmante ante a revolta e ameaças de eclosão de conflito por parte dos munícipes de Alto Boa Vista e Bom Jesus do Araguaia somadas à estrutura deficitária da saúde nos dois municípios”, alerta o MPF na ACP.

Na decisão, a Justiça Federal afirma que “a medida ora pleiteada perante a população indígena tem o objetivo de conter a disseminação da enfermidade, cujo resultado, caso medidas não sejam tomadas neste momento, pode ser catastrófico, como também para evitar um conflito entre indígenas e munícipes de Alto Boa Vista e Bom Jesus do Araguaia”.

Além disso, “a situação relatada na inicial é grave, há a calamidade reconhecida mundialmente pela OMS, pelo governo federal e estadual. As comunidades envolvidas estão em situação de vulnerabilidade, e, como é notório, o avanço da doença acarretará ao sistema de saúde da região a impossibilidade de oferecer tratamento, caso o número de infectados seja alto, de modo que a medida se impõe como maneira de precaução de disseminação do vírus”, diz a decisão.

Nossa reportagem não conseguiu contato com a assessoria de imprensa do prefeito de Barra do Garças Beto Farias.

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