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Educação

Consultor pedagógico comenta tema de redação do Enem

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O tema da redação do Enem 2018 é “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”. De acordo com Vinícius Beltrão, consultor pedagógico do SAS, a proposta não surpreende, pois está dentro da realidade vivida nos últimos anos, devido à extrema exposição de parte da população nas redes sociais e recentes situações de grandes empresas que se apropriaram de dados dos usuários para tráfico de informações.

O professor avalia a escolha do Inep como coerente, pois é um tema acessível aos alunos, que também são usuários da internet. Apesar disso, Beltrão ressalta que se trata de um tema com a capacidade de testar o conhecimento dos alunos em relação às temáticas de atualidades. “Os estudantes devem analisar questões globais e não somente de sua vivência pessoal”, orienta o professor.

Sobre as possíveis intervenções sociais, Beltrão acredita que os alunos poderiam propor estratégias de proteção dos dados dos usuários na rede, inclusive relacionando à Lei Geral de Proteção de Dados, aprovada recentemente no Brasil. “O estudante pode, ainda, propor iniciativas educacionais, como um programa de educação cibernética na qual professores trabalhem limites e possibilidades da internet, tecnologia e redes sociais dentro da sala de aula”, acrescenta.

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Beltrão explica que é possível, ainda, relacionar o assunto com o impacto psicológico que a manipulação e o controle de dados pessoais pode trazer às pessoas, além da temática do acesso intensivo à internet e o impacto desse comportamento nas relações sociais. A fuga total do tema proposto é um dos quesitos que zera a nota dos alunos na redação. “O tema deste ano pode levar os alunos a focarem exclusivamente na temática das fake news,uma vez que traz a questão da manipulação. Este seria um erro gravíssimo”, explica o professor.

Para acessar o gabarito da prova em tempo real, acesse: https://enem.saseducacao.com.br

Sobre o SAS Plataforma de Educação

O SAS é uma Plataforma de Educação que desenvolve conteúdo, tecnologia e serviços para mais de 700 escolas e 230 mil alunos em todo o Brasil. SAS é uma solução da Arco Educação, uma companhia focada em soluções educacionais para o ensino básico que alia educação de excelência e gestão eficiente.

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Educação

Juiz obriga Unic a matricular e não cobrar estudante de Medicina coberta pelo FIES

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O juiz Yale Sabo Mendes, da 7ª Vara Cível de Cuiabá, determinou que a Iuni Educacional S/A, dona da Universidade de Cuiabá (Unic), matricule e deixe de cobrar uma estudante de Medicina que tem cobertura do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A universidade tentava reajustar o valor da mensalidade, acima do limite do fundo, o que seria custeado pela aluna, que levou a questão à Justiça.

Pela decisão, a Unic não pode cobrar nada acima da mensalidade coberta pelo Fies, prevista no contrato. O magistrado também proibiu a instituição de incluir o nome de Gabrielly Menusi nos órgãos de proteção de crédito como SPC, Serasa, Pefin, Refin e similares. Caso já exista restrição de crédito, o nome da aluna deverá ser retirado em 24 horas sob pena de multa de R$ 500 por hora de descumprimento.

Gabrielly também tem 24 horas para realizar a matrícula do primeiro semestre de 2019. A universidade deve permitir que ela participe de todas as atividades acadêmicas, incluindo acesso aos ambientes físico e virtual de ensino, com recuperação integral de eventual falta ou nota pela falta de matrícula até o momento. En caso de descumprimento, outros R$ 500 de multa deverão ser aplicados por hora.

O juiz ponderou que existia risco ao resultado útil do processo pois, se não fosse concedida a liminar, a estudante teria o curso interrompido e “consequentemente a tão esperada habilitação profissional”.

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O valor total financiado é de R$ 585 mil pelos 12 semestres do curso, sendo R$ 39 mil pelo segundo semestre de 2014, quando o contrato foi fechado, R$ 429 mil para custear os demais semestres e ainda R$ 117 mil reservados para eventuais reajustes no valor na mensalidade. A cada semestre o aluno deve fazer o aditamento do contrato anotando o valor financiado e mais a diferença a ser paga.

“Nesse passo,  verifica-se do documento juntado com a inicial denominado Aditamento não simplificado de contrato de financiamento, referente ao 2º Semestre/2018, a indicação do valor da mensalidade financiada pelo FIES e R$00,00 como valor a ser quitado com recursos próprios da parte autora, conferindo assim, verossimilhança à alegação declinada na exordial, no sentido que os valores cobrados não teriam suporte legal para cobrança, não havendo sequer neste momento de cognição sumária, como traçar qualquer parâmetro para as diferenças apontadas”, escreveu o magistrado.

Yale lembrou que é a Unic, por meio da Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA), quem deve “verificar e validar as informações prestadas pelo estudante” para dar início ao aditamento do contrato.

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O magistrado ainda determinou a realização de audiência de conciliação entre as partes para que se chegue a um acordo. Por meio da assessoria, a Unic informa que não foi notificada sobre a decisão.

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