conecte-se conosco


Polícia

Condenados suspeitos de dispararem contra policiais durante cerco policial

Publicado

Assessoria | PJC-MT

Dois criminosos, acusados de trocarem tiros com policiais civis e militares durante um cerco policial, foram condenados pelo tribunal do júri, nesta quinta-feira (29.11), em Cuiabá. Autuados em flagrante, em novembro de 2017, em ação da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DERRFVA), os suspeitos foram condenados por tentativa de homicídio, receptação e porte ilegal de arma de fogo.

Na época do crime, Rosival da Silva Almeida e Caio Andreonni Lima Locatelli foram surpreendidos em posse de um veículo roubado, dando início a um trabalho de monitoramento. Durante acompanhamento do veículo, um dos suspeitos desceu do carro e efetuou disparos contra um investigador da DERRFVA, que conseguiu escapar e solicitar apoio das equipes da Polícia Civil e Militar.

Durante perseguição, os suspeitos abandonaram o veículo e tentaram fugir a pé efetuando novos disparos contra as equipes policiais.

Julgados pelo Tribunal do Júri, na quinta-feira (29), o acusado Rosival Silva Almeida foi condenado a 11 anos e 6 meses de reclusão no regime inicialmente fechado, e à pena pecuniária de 60 (sessenta) dias-multa. Caio Andreonni Lima Locatelli 8 anos e 8 meses de reclusão, no regime inicialmente semiaberto (detração antecipada), e à pena pecuniária de 20 dias-multa.

Leia mais:  Polícia Civil cumpre mandados de prisões contra suspeitos de tentativa de homicídio

O caso

Os suspeitos foram presos no dia 23 de novembro de 2017, quando foram flagrados, nas proximidades do bairro Praeirinho, em Cuiabá, com um veículo Ford EcoSport roubado no dia anterior.

Na ocasião, três suspeitos trafegavam na Ecosport prata, quando foram avistados por um investigador da DERRFVA, em uma motocicleta. O policial estranhou a situação e notou que o veículo aparentava estar com sinais de adulteração.

O policial fez o acompanhamento do automóvel pelos bairros Pedregal, Jardim Leblon, Poção, Jardim Petrópolis, Califórnia, Shangri-lá. Em seguida, solicitou apoio de policiais civis e militares para realização da abordagem.

No entanto, ao perceber o monitoramento do motoqueiro o condutor parou o veículo, desceu e efetuou tiros de arma de fogo em direção ao policial. Ele conseguiu fazer o retorno para não ser atingido pelos disparos. Mesmo perdendo o veículo de vista, logo depois, o policial novamente visualizou a Ecosport, tentou atropelar a motocicleta.

As equipes chegaram para dar apoio e procederam com o cerco. Porém, ao perceber o bloqueio policial o condutor da Ecosport fez a manobra conhecida como “cavalo de pau”,  e os ocupantes desceram correndo e disparando contra os policiais civis e militares.

Leia mais:  Polícia Civil cumpre buscas em pontos de tráfico doméstico no bairro Ribeirão do Lipa

Durante a perseguição a pé, dois suspeitos foram presos e o terceiro conseguiu fugir. 

 

Comentários Facebook
publicidade

Polícia

Enfermeira é presa em flagrante por roubar kits para teste de covid da Santa Casa

Publicado

Com a profissional foram encontrados equipamentos de propriedade do hospital e testes da covid-19

Uma enfermeira de 44 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil na madrugada deste domingo (11.04) pelo crime de peculato cometido contra uma unidade hospitalar pública, na Capital. Com a profissional foram encontrados diversos kits utilizados para testagem da covid e também materiais de acesso venoso e nasal de uso estritamente médico-hospitalar.

A equipe plantonista da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) recebeu uma denúncia e seguiu na noite de sábado até o Hospital Estadual Santa Casa para checar as informações sobre uma servidora da unidade que estaria furtando testes de covid.

Na presença de uma recepcionista e de outras pessoas que estavam no local, os investigadores revistaram a bolsa da profissional e encontraram dentro de uma sacola plástica preta, diversos instrumentos e medicamentos utilizados para o teste de covid, sendo: 25 cotonetes em um envelope plástico lacrado; um frasco de reagente; 25 frascos para pipetagem; dois equipos macro gotas; dois equipos dupla via; quatro cateteres nasais tipo óculos de oxigênio e vários cateteres intravenosos de marcas diversas.

Os investigadores foram informados de que nenhum servidor do hospital tem autorização para retirar medicamentos ou instrumentos hospitalares da unidade.

A profissional foi encaminhada para a DHPP e alegou desconhecimento sobre a maioria dos objetos encontrados em sua bolsa, somente reconhecendo os cateteres nasais, que disse ter o costume de “manter em sua bolsa” para atender emergência de estabilização. Porém, em depoimento, ela respondeu que eram seus e que os utilizava em plantões particulares.

Leia mais:  Polícia Civil cumpre prisão de condenado por homicídio de pai de deputado

Um profissional de enfermagem ouvido na delegacia confirmou que todos os materiais encontrados com a enfermeira são de propriedade do hospital e que os códigos que constam são de controle interno da farmácia da unidade, como forma de saber como está sendo utilizado. Ele informou ainda que a profissional detida tinha a função da triagem dos pacientes, o que não abrangia a realização de testes covid, que é realizada por enfermeiros próprios da unidade hospitalar. Ele destacou que servidor do hospital não tem autorização para sair com medicamentos ou instrumentos de trabalho.

A diretora do hospital compareceu à DHPP e também atestou a propriedade do material encontrado como sendo da unidade e frisou que os equipamentos de acesso venoso e nasal são de aquisição e uso estritamente médico hospitalar.

Outras informações coletadas pelos investigadores foram obtidas em conversa de aplicativo de mensagem do celular da enfermeira, que foi acessado pelos policiais com o consentimento formal dela e de seu advogado. Em um trecho de conversa entre ela e um médico para acertar o valor de uma visita, a enfermeira pergunta se será necessário levar os materiais ou o paciente já tem, pois caso tenha que levar, o valor cobrado será maior. “..vai ter que cobrar R$ 300,00 pois o material é muito caro e não consegue achar”, diz trecho do diálogo, conforme consta no auto da prisão em flagrante.

Leia mais:  Cerca de 70 pedras de crack são apreendidas em boca de fumo

Na mesma conversa, a enfermeira avisa ao médico que se ele precisar de qualquer material, “é só ele avisar que ela consegue também, pois quem não tem conhecimento hospitalar, pra comprar é complicado.”

Flagrante por peculato 

O delegado Caio Fernando Albuquerque, que atendeu o flagrante, explica que, mesmo sendo contratada da Santa Casa, por exercer suas funções em unidade pública hospitalar, ela é equiparada a servidora pública, conforme previsto no Artigo 327 do Código Penal.

“Deparamos com a situação de uma servidora pública, por equiparação, que, mesmo vendo, diariamente, toda a terrível situação a que passamos, agindo na contramão, objetivando interesses próprios, e valendo-se das facilidades que seu emprego proporciona, apropriou-se de testes para constatação da covid, e mais, apropriou-se de equipamentos de uso exclusivo médico hospitalar, estes já deveras escassos por conta do incontrolável aumento da pandemia”, pontuou Caio Albuquerque.

Com os elementos coletados, o delegado autuou a enfermeira em flagrante pelo crime de peculato (artigo 312 do CP) e encaminhou representação ao Poder Judiciário pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

O auto de flagrante será remetido à 2ª Delegacia de Polícia de Cuiabá, que dará sequência à investigação.

A enfermeira foi encaminhada para audiência de custódia da Justiça.

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

Mato Grosso

Entretenimento

Esportes

Mais Lidas da Semana