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Coluna – Olimpíada não tem jogo fácil

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Em Olimpíada não existe jogo fácil. A frase é batida, mas daqui até os Jogos de Tóquio ela será repetida à exaustão por jogadores, técnicos, dirigentes e comentaristas de vôlei. Em alguns casos essa sentença serve para dar um ar de humildade a determinado time. Ou alguém acha que na primeira fase dos Jogos do Rio, em 2016, a seleção feminina teve dificuldades para bater Camarões e Argentina? Em outras situações a frase lá do início do parágrafo é verdadeira e serve para justificar situações dramáticas. Foi o que aconteceu com a seleção masculina também em 2016. Naquele ano a equipe, então comandada por Bernardinho, correu o risco real de ser eliminada logo na primeira fase do torneio, o que seria um vexame histórico em pleno Maracanãzinho. O Brasil venceu a França no sufoco, avançou à segunda fase em quarto lugar no grupo e o resto é história.

A explicação é necessária para se analisar os grupos dos Jogos de Tóquio, que ficaram desenhados após o fim dos pré-olímpicos continentais. Começando pela seleção masculina, o Brasil caiu na chave B, o chamado grupo da morte. Isso porque, estando ao lado de Argentina, Estados Unidos, Rússia, França e Tunísia, se pode afirmar que os africanos têm pouquíssimas chances de avançar à segunda fase. Além disso, um medalhão do vôlei mundial cairá logo na fase de grupos. As vantagens de uma chave tão difícil aparecem mais adiante na competição. Isso porque, em teoria, os cruzamentos nas quartas de final tendem a ser favoráveis. E uma primeira fase que exija alto desempenho da seleção pode fazer o time jogar em alto nível durante todo o torneio.

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O outro lado da moeda é a desvantagem de estar em um grupo mais tranquilo. E aí voltamos a lembrar da seleção feminina na Rio 2016. Naquela oportunidade o Brasil passeou em quadra e venceu todos os cinco jogos da fase de grupos por 3 sets a 0. Nas quartas de final enfrentou a China, vice-campeã mundial à época, e foi eliminada. As chinesas vinham de uma primeira fase complicada no grupo B. Mas após derrotarem o Brasil de forma dramática, embalaram e faturaram a medalha de ouro.

Em Tóquio a seleção estará na chave A, ao lado de Japão, Sérvia, Coreia do Sul, República Dominicana e Quênia. No papel, o Brasil está em um grupo mais tranquilo, até porque a distribuição das chaves jogou para o grupo B as potências China, Estados Unidos, Itália, Rússia, além de Turquia e Argentina. Só que ao realizar uma análise dos últimos resultados da seleção feminina contra os adversários do mesmo grupo, um sinal amarelo acende. Tudo bem que o time de José Roberto Guimarães jogou desfalcado em todas as últimas competições. Mas no ano passado o Brasil perdeu para Coreia do Sul e República Dominicana, resultados que eram difíceis de acontecer em outros tempos. Com o time completo, a campeã mundial Sérvia têm dificultado a vida brasileira neste ciclo. O Japão é sempre um time perigoso e, apesar de freguês, terá o apoio maciço da fanática torcida local.

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Os Jogos de Tóquio prometem ser os mais equilibrados dos últimos tempos, e os caminhos das seleções masculina e feminina do Brasil serão quase opostos. A feminina terá um início um pouco menos tortuoso e vai enfrentar chumbo grosso nas quartas de final. Já a seleção masculina vai precisar suar a camisa para avançar à fase de mata-mata. O que eles têm em comum é a certeza de que, mais do que nunca, tanto homens como mulheres não terão vida fácil na Olimpíada.

Edição: Fábio Lisboa

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Fórmula 1 cancela GP Brasil este ano em Interlagos

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A Fórmula 1 cancelou hoje (24) o Grande Prêmio (GP) do Brasil que ocorreria em 15 de novembro. Será a primeira vez, desde 1973, que a corrida não será realizada no país. O anúncio feito nesta sexta-feira (24) por meio de nota oficial da  Fórmula One Management, organizadora do evento. 

Além do GP do Brasil no autódromo de Interlagos, também foram cortadas da temporada deste ano outras três provas: Canadá, Estados Unidos e México. As corridas estavam previstas para acontecer entre outubro e novembro, com exceção do GP do Canadá, que seriam em em junho.

O prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas, comentou a decisão durante coletiva de imprensa sobre a situação da pandemia do novo coronavírus (covid-19), em São Paulo. Covas disse que a prefeitura vai respeitar a decisão dos organizadores da Fórmula 1. No entanto, ressaltou que a capital paulista, em novembro, estará em situação melhor do que nas cidades onde já ocorreram corridas este ano. Covas afirmou ainda que as tratativas pra renovação do contrato da Fórmula 1 em Interlagos no ano que vem continuam. O contrato termina este ano.

No início deste mês, o chefe da Mercedes, o austríaco Toto Wolff, já havia se pronunciado sobre a inviabilidade de realização do GP no país. Na ocasião, ele revelou o teor da conversa que teve com o diretor executivo da F1, o norte-americano Ross Brown, sobre o risco de realizar o GP no Brasil diante do descontrole da pandemia do novo coronavírus (covid-19) no país.

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Por meio de mensagem publicada o Twitter, os organizadores comentaram a decisão.

“Com a pandemia da COVID-19 em curso, significa que, infelizmente, não será possível competir no Brasil, EUA, México e Canadá este ano. Esperamos voltar na próxima temporada para as Américas para fazer um show para nossos fãs apaixonados da região.” e ainda completou em nota publicada no site – “Também queremos prestar homenagem aos nossos incríveis parceiros nas Américas e esperamos voltar com eles na próxima temporada, quando mais uma vez conseguirem emocionar milhões de fãs ao redor do mundo.”

Por meio de nota oficial, a  assessoria de comunicação da empresa Interpub, responsável pelo GP Brasil, disse: “Sobre as notícias divulgadas hoje, 24/07/2020, dando conta do cancelamento do GP Brasil de Fórmula 1 e das demais corridas das Américas, comunicamos que não recebemos até o presente momento nenhuma comunicação oficial da Federação Internacional de Automobilismo e, dessa forma, não poderemos nos manifestar”.

A Fórmula 1 deveria iniciar em março, mas teve de ser adiada por causa da explosão de casos de covid-19 pelo mundo. Ao todo, 15 provas já foram afetadas pela insegurança sanitária, sendo que sete delas (Austrália, Mônaco, França, Holanda, Azerbaijão, Cingapura, Japão, Brasil, Canadá, Estados Unidos e México) foram canceladas. Já outras quatro provas acabaram adiadas (Bahrein, Vietnã, China e Espanha).

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Por outro lado, mais três circuitos foram confirmados para a temporada 2020. Em Nürburgring (GP da Alemanha), acontecerá em 11 de outubro. Já o de Portimão (GP de Portugal) aparece como novidade. Ele foi agendado para 25 de outubro, e será a primeira vez que o Circuito Internacional de Algarve sediará uma corrida de F1. O país não recebia um evento de Campeonato Mundial da categoria desde 1996. Por fim, o de Ímola (GP da Emilia Romagna) está marcado para 1º de novembro, na Itália.

Com o calendário revisado devido à pandemia, os organizadores da Fórmula 1 reiteraram o objetivo de completar o Campeonato Mundial com a disputa de 15 a 18 provas. Inicialmente era previsto 22 circuitos. O encerramento da competição deverá acontecer em dezembro, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Por Rafael Monteiro – Repórter da Rádio Nacional – Rio de Janeiro

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