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Esportes

Coluna – Aceitação, uma conquista

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Compreender melhor a si mesmo. Uma missão que nunca é simples, mas que todos buscamos. E o paradesporto, pode ser uma ferramenta importante nesta busca, no caso de pessoas com deficiência.

Na semana passada, a paratleta Raissa Machado foi convidada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro a falar um pouco sobre a trajetória pessoal dela em um podcast, produzido pelo próprio CPB. Entre os vários pontos interessantes, ela cita uma virada na compreensão pessoal, ocorrida após a mudança para treinar em São Paulo. “Até em termos de aceitação, também como pessoa. Porque a gente que é deficiente físico, as pessoas veem a nossa deficiência, a gente tem um certo momento da vida da gente que a gente não se aceita. E pra se aceitar é complicado. Eu vim e evolui não só como atleta, mas como uma mulher. Me aceitei como eu sou de verdade. Cabelo cacheado, negra, sou umbandista, então isso tem peso”.

Aceitação é um termo com o qual a maioria das pessoas ainda não está acostumada. É comum que seja confundida com conformismo. Mas são sentimentos opostos. Aceitar é uma construção. É trajetória. Um caminho que se faz ao caminhar, olhando para o lado e entendendo o espaço que se ocupa socialmente. A aceitação é um passo adiante, e ajuda na luta pelo reconhecimento de direitos e de igualdade.

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Passar por este processo é um passo importante na construção de identidade. E construção não se ergue isoladamente. Tal qual um prédio em uma metrópole, ou uma casinha numa rua de pedras do interior, nossa construção carrega marcas do tempo e do espaço em que vivemos, além de ter algo daqueles que nos cercam.

Ao lado dos melhores paratletas do país, Raissa passou a se aceitar de outra maneira. Reconstruiu a própria imagem. Os resultados nas grandes competições melhoraram. Mas as conquistas foram muito além do esporte.

#Ouça

A edição do podcast com Raissa Machado está disponível no site do CPB. O programa é apresentado pelo presidente do Comitê Mizael Conrado e pode ser ouvido aqui.

Edição: Verônica Dalcanal

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Esportes

Martine Grael e Kahena Kunze estarão em Tóquio 2020

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As campeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze garantiram, no último final de semana, a participação na próxima edição dos Jogos Olímpicos. A vaga, em Tóquio, na disputa da classe 49er FX de vela, foi garantida no mundial realizado em Geelong (Austrália).

As brasileiras, que ficaram com o ouro nos Jogos do Rio (2016), carimbaram o passaporte para Tóquio ao terminarem o mundial na 12ª posição.

Além de Martine e Kahena, o final de semana também foi de classificação olímpica para Marco Grael e Gabriel Portilho. Eles defenderão o Brasil na classe 49er ao encerrarem o Mundial de Geelong na 13ª posição.

Edição: Fábio Lisboa

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