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Cidades

Cinco pessoas são presas por crimes eleitorais em Cuiabá

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Cinco pessoas foram presas até às 13 horas deste domingo (29) por crimes eleitorais durante o 2º turno em Cuiabá. Além desses casos, o vereador Marcrean dos Santos (PP) esteve envolvido em uma das ocorrências, mas fugiu do flagrante, segundo informou o juiz auxiliar do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Lídio Modesto.

 

De acordo com o segundo boletim do TRE a primeira ocorrência foi na Escola Municipal Orlando Nigro, no bairro Pedregal, quando o vereador foi flagrado transportando um idoso para a zona eleitoral. Houve tumulto, o idoso foi preso e Marcrean fugiu do local. No entanto, foi registrado boletim de ocorrência contra o parlamentar, que irá responder pelo crime.

Outro caso de boca de urna foi registrado na Joaquina Cerqueira Caldas, no bairro Poção. Uma pessoa foi flagrada com 116 santinho dentro de um carro em frente à unidade escolar.

 

A terceira situação foi no bairro 8 de Abril, onde uma mulher foi presa por supostamente estar pedindo votos para eleitores que passavam. Ela negou o crime e disse que estava apenas conversando com o genro.

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Também foi preso um homem na Escola Municipal Quintino Pereiro de Freitas, no bairro Canjica, por estar abordando pessoas para falar sobre votos. Após ser alertado da irregularidade do ato, ele causou tumulto na sessão eleitoral e acabou detido.

 

O último caso divulgado no boletim eleitoral foi do transporte ilegal de eleitores na Escola Municipal Maria Tomichi Ribeiro da Silva, no Ribeirão do Lipa, com um homem preso.

 

Todos os detidos foram encaminhados para o “Cadeião” na sede do TRE. Os caso serão julgados pelo juiz eleitoral Otávio Vinícius Peixoto. Além do magistrado, estão de plantão no Cadeião um delegado da Polícia Federal. Um membro do Ministério Público Eleitoral e um defensor público eleitoral.

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AL e polícia civil já investigam denúncias de maus tratos e negligência em hospital de Cuiabá

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Além da Polícia Civil que já abriu investigação contra o Hospital São Judas Tadeu para averiguar denúncias de negligência e maus-tratos contra pacientes, a Câmara Municipal de Cuiabá também vai apurar a situação diante da gravidade dos relatos feitos pela técnica de enfermagem, Amanda Delmondes Benício. Até o momento, os casos de quatro pacientes já são de conhecimento público.

Na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Elizeu Nascimento (PSL) apresentou requerimento, na sessão do dia 5 de abril, para que a técnica de enfermagem compareça ao Legislativo Estadual para esclarecer as graves denúncias feitas por ela num boletim de ocorrência na Polícia Civil e também em entrevistas para a imprensa. Depois que a profissional de saúde, que trabalhou durante 50 dias no hospital particular, denunciou o caso na Polícia Civil e na imprensa, familiares de alguns pacientes também estão registrando ocorrências policiais e buscando veículos de comunicação para relatar situações semelhantes.

A delegada Luciani Barros Pereira de Lima conduz a investigação preliminar instaurada pela Delegacia da Capital, situada no bairro Planalto. Ela ouviu a técnica de enfermagem no dia 7 de abril e garante que todas as denúncias feitas pela profissional serão apuradas.

Segundo informações, a Polícia Civil já teria conhecimento de pelo menos sete boletins de ocorrência registrados por familiares de pacientes vítimas de maus-tratos no Hospital São Judas Tadeu. Dentre os pacientes que passaram pelo hospital no período em que Amanda Delmontes ainda trabalhava no local, e que segundo ela, sofreram maus-tratos e foram negligenciados, estão o major da Polícia Militar, Thiago Martins de Souza, de 34 anos, que morreu em decorrência de complicações da Covid-19, na madrugada do dia 3 e o professor Toshio Doi, de 68 anos, que faleceu na madrugada do dia 10.

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A técnica de enfermagem Amanda Delmondes afirmou que o professor Toshio Doi foi outra vítima de maus-tratos até ela intervir na situação. “No caso do senhor Toshio, tem a câmera, eu deixei a porta aberta e falei: vocês não vão deixar ele morrer não. Ele caiu da cama, eu fiz uma conchinha nele com lençol, a moça que recolhe sangue falou que vocês não podem fazer isso, ele não tem uma gase, mas eu vou tirar a gaze dele. Ela foi na sala do médico que só mandou levar. Pegou uma maca sem colchão, sem nada, eu ainda coloquei um travesseiro para que a cabeça dele não batesse. Ele estava roxo desfalecendo. O fisio falou que ele estava com a nova bactéria e nada poderia ser feito. Eu falei: pode sim”, contou ela.

Em nota, o presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Juca do Guaraná Filho (MDB), confirmou que a Casa vai apurar as denúncias. Ele solicitou ao presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social, o vereador Dr. Luiz Fernando (Republicanos), para apurar denúncia de suposto maus-tratos que o servidor Toshio Doi e outros pacientes teriam sofrido bem como as demais denúncias feitas contra o hospital.

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DIÁRIAS DE ATÉ R$ 10 MIL 

Em entrevista à TV Cidade Verde, uma mulher que tinha familiar internado do no Hospital São Judas Tadeu, relatou que além de pagar R$ 10 mil na diária, ainda era preciso pagar medicamentos à parte se houvesse necessidade de inclusão no tratamento. Além, disso segundo ela, era cobrado mais R$ 150 por dia somente para alimentação do paciente.

Além da PC, Assembleia e Câmara de Cuiabá, o Conselho Regional de Medicina e também de Enfermagem apuram as denúncias. O hospital segue funcionando normalmente.

por: Folha Max

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