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Centro de Atendimento Anjos acolhe alunos e famílias com atendimento psicossocial

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“O Anjos da Escola me ajudou muito. Lá fui muito bem acolhida, até mais do que na minha própria casa. Com a ajuda deles descobri e aprendi a enfrentar a depressão”. Esse é o depoimento de Fernanda de Oliveira, 16 anos, aluna da EE Presidente Médici, em Cuiabá. A garota está entre os 1.139 alunos que receberam algum tipo de atendimento, em 2018, da equipe multidisciplinar do Centro de Atendimento Anjos, que integra o projeto Anjos da Escola.

Desde 2015, Fernanda sofre de depressão, mas foi em 2018, durante atendimento com a equipe Anjos, que a doença foi detectada. “Há muito tempo sentia uma angústia e um vazio, mas não conseguia entender o que era. Quando soube do projeto, procurei ajuda e foi lá que detectaram que todo o meu sofrimento era por causa dessa doença”, conta a garota.

A adolescente, que por causa da depressão tentou suicídio quatro vezes, conta que depois do atendimento melhorou emocionalmente e se sente mais feliz. “Hoje me sinto mais forte e queria passar a minha coragem para quem sofre dessa doença e, assim como eu, já pensou em suicídio. Sei que não é fácil procurar ajuda, mas é importante acreditar que outras pessoas podem nos ajudar”.

Segundo a mãe da garota, Euzicleia Oliveira, o apoio que recebeu no centro de atendimento foi muito importante e mudou a vida não só da filha, mas de toda a família. “Foi lá que descobrimos que a minha filha precisava de ajuda e que estava passando por um problema muito sério.  Sou muito agradecida pelo tratamento que ela está recebendo”.

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A adolescente ainda está em fase de tratamento, mas já consegue planejar seu futuro. “Tenho muitos sonhos, como trabalhar com fotografia ou psicologia. Espero realizar um dia”.

A psicóloga Natália Sertori, uma das profissionais que atendem no centro, explica que casos como o de Fernanda são classificados como “demanda espontânea”, quando o próprio aluno ou membro da família procura ajuda da equipe. No entanto, segundo a psicóloga, o centro atende, principalmente, casos de indisciplina, infrequência e até mesmo de alunos que cometeram algum tipo de infração.

É o caso da adolescente Vanessa Pires, 15 anos, também aluna da escola Presidente Médici. Depois de faltas frequentes nas aulas, a equipe do Anjos, juntamente com a direção da escola e o Conselho Tutelar, descobriu que a garota não ia mais para a escola por medo do ex-namorado. “Depois de sucessivas ameaças de morte, a aluna parou de frequentar a escola. Nós chamamos a família, fizemos a averiguação e descobrimos o motivo da infrequência dela”, explica Natália Sertori.

A garota teve um relacionamento conturbado com um jovem de 24 anos, durante um ano e meio, e, após o término do namoro, passou a sofrer ameaças de morte. “Ele era muito violento e me batia muito, inclusive em lugares públicos. Sentia medo de sair de casa. Mas graças a equipe do Anjos aprendi a ser forte e enfrentar tudo isso. Aqui eles me escutam e me dão conselhos. Considero todos como se fossem a minha própria família”, relata Vanessa, que voltou a frequentar as aulas normalmente.

Conforme explica a secretária de Estado de Educação, Esporte e Lazer, Marioneide Kliemaschewsk, em pouco mais de um ano de sua execução, o projeto tem dados resultados positivos. “Esses resultados não são apenas no comportamento dos alunos, mas também na melhoria do ensino e na participação efetiva dos alunos nas aulas. Além disso, o projeto ajuda a envolver a família no processo educacional dos alunos”.

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Anjos da Escola

Lançado em 2017, o projeto Anjos da Escola foi idealizado dentro do programa Pró-Escolas e trabalha com três pilares centrais de atuação, que é o Saúde na Escola, Paz na Escola e Mediação Escolar. O projeto visa reduzir a indisciplina, a violência e a evasão escolar e, consequentemente, melhorar os índices de aprendizagem dos alunos das escolas da rede estadual.

Atualmente, 24 escolas estaduais de Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis participam do projeto que são a João Brienne de Camargo, Barão de Melgaço, Santos Dumont, Francisco A. Ferreira Mendes, Leovegildo de Melo, Rodolfo Augusto T. Curvo, Profº João Crisóstomo de Figueiredo, Dr. Hélio Palma de Arruda, Profª Eliane Digigov Santana, Dr. Estevão Alves Correa, Prof. Heliodoro Capistrano da Silva, Dom José do Despraiado, Presidente Médici, Marcelina de Campos, Juarez Rodrigues dos Anjos, Dr. Mário de Castro, Pascoal Ramos, Vanil Stabillito, Dunga Rodrigues, Jaime Veríssimo de Campos Junior, Prof. Elisabeth Maria Bastos Mineiro, Sebastiana R. de Souza, Prof.ª Amélia de Oliveira Silva e Francisca Barros de Carvalho.

O Centro de Atendimento Anjos está instalado na Escola Estadual Presidente Médici e possui uma equipe multidisciplinar formada por psicólogos, assistentes sociais e pedagogos.

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Sema apreende 108 kg de peixes e apetrechos proibidos em Porto Alegre do Norte e Confresa

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A equipe de fiscalização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) apreendeu 108 quilos de pescado e diversos apetrechos de pesca predatória nos municípios de Porto Alegre do Norte e Confresa. A Operação foi realizada na quinta-feira (17.10) pela equipe de Fiscalização de Fauna da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e pela Diretoria de Unidade Descentralizada de Confresa, em parceria com a Policia Militar.

As espécies apreendidas são pirarucu, tucunaré, matrinxã, piranha, corvina, piau e tabatinga. Além dos peixes foram recolhidas três redes de captura de pirarucu, oito redes de pesca de diversos tamanhos e diversas malhas, uma tarrafa, cinco espinheis, 60 boias e 02 freezers.

Os fiscais aplicaram multas no valor total de R$ 6,1 mil. Os peixes foram doados a instituições filantrópicas de Porto Alegre do Norte e de Confresa.

Piracema

O período de defeso da piracema no Estado de Mato Grosso iniciou no dia 1º de outubro e segue até dia 31 de janeiro de 2020. A proibição à pesca, tanto amadora como profissional, abrange os rios das Bacias Hidrográficas do Paraguai, Amazonas e Araguaia-Tocantins.

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Neste período é permitida apena a pesca de subsistência, desembarcada, que é aquela praticada artesanalmente por populações ribeirinhas ou tradicionais para garantir a alimentação familiar, sem fins comerciais.

Para os ribeirinhos é permitida a cota diária de três quilos e um exemplar de qualquer peso por pescador, respeitando os tamanhos mínimos de captura, estabelecidos pela legislação para cada espécie. O transporte e comercialização proveniente da pesca de subsistência também fica proibido.

Denúncias

O cidadão pode denunciar a pesca depredatória e outros crimes ambientais à Ouvidoria Setorial da Sema: 0800-65-3838 ou via WhatsApp no (65) 99281-4144. Outros telefones para informações e denúncias: (65) 3613-7394 (Setor Pesca), nas unidades regionais da Sema ou aplicativo MT Cidadão.

Fonte: GOV MT
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