conecte-se conosco


Polícia

Casal que matou motorista de Uber a facadas foi ao velório.

Publicado

O casal Vanderson Daniel Martins dos Santos, 21 anos, e Nathaly Alanes Barbosa dos Santos Silva, 19 anos, presos por envolvimento na morte do estudante de Direito Pedro Victor de Almeida Peroso, 18 anos, revelaram que estiveram no velório da vítima no último dia 19 de outubro.

A informação consta nos depoimentos colhidos pela delegada Jannira Laranjeira, da Delegacia de homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

“Os dois foram no velório, mas não entraram. Segundo ela (Nathaly), ficaram lá na frente do local onde Pedro era velado. Eles eram ‘amigos de verdade’, se chamavam de irmãos [Pedro e Vanderson]. E isso nos chama atenção pela frieza com que o crime foi cometido”.

A execução

No depoimento, o casal contou a delegada Jannira Laranjeira que o crime foi motivado por dívidas, mas a polícia ainda busca outros elementos para confirmar a suspeita.

Nathaly Alanes revelou que na noite do dia 18 de outubro foi para casa do namorado, com o filho de 11 meses, local onde também funciona um lava jato do acusado.

Leia mais:  Caminhão com 100 mil maços de cigarros contrabandeados é apreendido na BR 364

Por volta da meia noite, segundo a jovem, o telefone do namorado começou a tocar, mas ele não atendeu. No entanto, em seguida, Vanderson saiu de casa por volta da 1h30, em uma moto, mas não falou aonde iria.

Porém, as investigações apontaram que a vítima utilizou seu cartão bancário em dois estabelecimentos comerciais, em Várzea Grande, respectivamente, por voltas das 3h03 e 3h34. Imagens de um dos estabelecimentos mostram que Pedro estava acompanhado de seu assassino.

O autor do crime, conforme o depoimento, voltou para casa antes das 4h da madrugada com as roupas todas ensanguentadas e com uma faca suja de sangue. Ele admitiu para a namorada que tinha matado Pedro Victor, no bairro Princesa do Sol, em Várzea Grande.

Por: Raul Bradock / repórterMT

Comentários Facebook
publicidade

Polícia

Enfermeira é presa em flagrante por roubar kits para teste de covid da Santa Casa

Publicado

Com a profissional foram encontrados equipamentos de propriedade do hospital e testes da covid-19

Uma enfermeira de 44 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil na madrugada deste domingo (11.04) pelo crime de peculato cometido contra uma unidade hospitalar pública, na Capital. Com a profissional foram encontrados diversos kits utilizados para testagem da covid e também materiais de acesso venoso e nasal de uso estritamente médico-hospitalar.

A equipe plantonista da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) recebeu uma denúncia e seguiu na noite de sábado até o Hospital Estadual Santa Casa para checar as informações sobre uma servidora da unidade que estaria furtando testes de covid.

Na presença de uma recepcionista e de outras pessoas que estavam no local, os investigadores revistaram a bolsa da profissional e encontraram dentro de uma sacola plástica preta, diversos instrumentos e medicamentos utilizados para o teste de covid, sendo: 25 cotonetes em um envelope plástico lacrado; um frasco de reagente; 25 frascos para pipetagem; dois equipos macro gotas; dois equipos dupla via; quatro cateteres nasais tipo óculos de oxigênio e vários cateteres intravenosos de marcas diversas.

Os investigadores foram informados de que nenhum servidor do hospital tem autorização para retirar medicamentos ou instrumentos hospitalares da unidade.

A profissional foi encaminhada para a DHPP e alegou desconhecimento sobre a maioria dos objetos encontrados em sua bolsa, somente reconhecendo os cateteres nasais, que disse ter o costume de “manter em sua bolsa” para atender emergência de estabilização. Porém, em depoimento, ela respondeu que eram seus e que os utilizava em plantões particulares.

Leia mais:  Polícia Civil prende autor de assaltos em dois postos de combustíveis de Nova Xavantina

Um profissional de enfermagem ouvido na delegacia confirmou que todos os materiais encontrados com a enfermeira são de propriedade do hospital e que os códigos que constam são de controle interno da farmácia da unidade, como forma de saber como está sendo utilizado. Ele informou ainda que a profissional detida tinha a função da triagem dos pacientes, o que não abrangia a realização de testes covid, que é realizada por enfermeiros próprios da unidade hospitalar. Ele destacou que servidor do hospital não tem autorização para sair com medicamentos ou instrumentos de trabalho.

A diretora do hospital compareceu à DHPP e também atestou a propriedade do material encontrado como sendo da unidade e frisou que os equipamentos de acesso venoso e nasal são de aquisição e uso estritamente médico hospitalar.

Outras informações coletadas pelos investigadores foram obtidas em conversa de aplicativo de mensagem do celular da enfermeira, que foi acessado pelos policiais com o consentimento formal dela e de seu advogado. Em um trecho de conversa entre ela e um médico para acertar o valor de uma visita, a enfermeira pergunta se será necessário levar os materiais ou o paciente já tem, pois caso tenha que levar, o valor cobrado será maior. “..vai ter que cobrar R$ 300,00 pois o material é muito caro e não consegue achar”, diz trecho do diálogo, conforme consta no auto da prisão em flagrante.

Leia mais:  Polícia Civil de MT prende suspeito com mais de 70 arquivos pornográficos em operação nacional

Na mesma conversa, a enfermeira avisa ao médico que se ele precisar de qualquer material, “é só ele avisar que ela consegue também, pois quem não tem conhecimento hospitalar, pra comprar é complicado.”

Flagrante por peculato 

O delegado Caio Fernando Albuquerque, que atendeu o flagrante, explica que, mesmo sendo contratada da Santa Casa, por exercer suas funções em unidade pública hospitalar, ela é equiparada a servidora pública, conforme previsto no Artigo 327 do Código Penal.

“Deparamos com a situação de uma servidora pública, por equiparação, que, mesmo vendo, diariamente, toda a terrível situação a que passamos, agindo na contramão, objetivando interesses próprios, e valendo-se das facilidades que seu emprego proporciona, apropriou-se de testes para constatação da covid, e mais, apropriou-se de equipamentos de uso exclusivo médico hospitalar, estes já deveras escassos por conta do incontrolável aumento da pandemia”, pontuou Caio Albuquerque.

Com os elementos coletados, o delegado autuou a enfermeira em flagrante pelo crime de peculato (artigo 312 do CP) e encaminhou representação ao Poder Judiciário pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

O auto de flagrante será remetido à 2ª Delegacia de Polícia de Cuiabá, que dará sequência à investigação.

A enfermeira foi encaminhada para audiência de custódia da Justiça.

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

Mato Grosso

Entretenimento

Esportes

Mais Lidas da Semana