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Agricultura

CAFÉ/PERSPEC 2020: Possível menor oferta em 2020 pode manter preços firmes

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Cepea, 13/01/2020 – A próxima temporada brasileira 2020/21 poderá ser volumosa, segundo a opinião de agentes de mercado consultados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, devendo somar pouco mais de 60 milhões de sacas. Ainda assim, a produção poderá ser inferior à safra 2018/19, que foi recorde (quase 62 milhões de sacas). Esse cenário atrelado ao maior volume de grão comercializado no encerramento de 2019 podem sustentar os valores do café nos primeiros meses de 2020.

 

PRODUÇÃO – A possível diminuição na produção se deve ao clima desfavorável até meados de outubro de 2019, quando altas temperaturas e baixos índices pluviométricos resultaram em perdas de flores e, posteriormente, de alguns chumbinhos, tanto nas lavouras de arábica quanto nas de robusta. Além disso, pesquisadores do Cepea comentam que os preços muito baixos em boa parte de 2019 fizeram com que muitos produtores restringissem os tratos nas lavouras em 2019/20 e na florada da safra 2020/21, o que pode limitar a produtividade.

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Por outro lado, o retorno de chuvas em novembro e a forte recuperação das cotações nos últimos meses do ano animaram cafeicultores, que retomaram os investimentos na maior parte dos cafezais no final de 2019, contexto que pode auxiliar em um potencial produtivo ainda bom para 2020/21. A colheita de robusta está prevista para se iniciar em abril e a do arábica, em maio.

 

PREÇOS – As expectativas de menor produção para a próxima temporada e os baixos estoques de passagem da safra 2019/20, por sua vez, devem permitir preços mais remuneradores aos produtores, pelo menos no início de 2020.  Pesquisadores do Cepea lembram, no entanto, que os preços mais elevados no final de 2019 estimularam as negociações envolvendo o arábica das safras 2019/2020, 2020/2021 e 2021/2022. Diante disso, parte dos agentes se preocupa quanto à oferta disponível do grão para a comercialização nos próximos meses.

 

No caso do robusta, a produção recorde em 2019/20 e expectativas de safra 2020/21 ainda volumosa podem dificultar fortes movimentos de alta nos preços da variedade nos próximos meses. Ressalta-se, ainda, que o Vietnã deve colher safra recorde em 2019/20, estimada em 32,2 milhões de sacas pelo USDA (relatório de dezembro/19), o que também pode limitar possíveis valorizações no Brasil. A demanda pelo robusta, contudo, deve seguir aquecida, tanto por parte de indústrias de torrefação quanto para a exportação. Assim, produtores ainda podem conseguir valores remuneradores em 2020.

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Pesquisadores do Cepea alertam que a formação de preços para ambas as variedades também irá depender do clima, principalmente no primeiro trimestre de 2020, quando as lavouras do arábica e robusta estarão em plena fase de enchimento dos grãos. Caso o clima siga favorável, as cotações podem continuar em patamares levemente inferiores aos observados no final de 2019, quando registraram forte recuperação. Entretanto, caso as chuvas se tornem irregulares nos próximos meses, as cotações de ambas as variedades podem seguir impulsionadas.

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações podem ser obtidas por meio da Comunicação do Cepea: (19) 3429 8836 / 8837 e [email protected]

Fonte: CEPEA
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Brasil vai exportar gergelim para Índia

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O Brasil vai exportar gergelim para a Índia e passará a importar sementes de milho daquele país. O intercâmbio entre os dois países foi anunciado, nesta segunda-feira (27), pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, no Seminário Business Day Brasil-Índia, organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), em Nova Delhi. 

“Levo para o Brasil um ganho, que é abertura das exportações de gergelim do Brasil para a Índia  – grande produtor desta commodity. O Brasil vai poder contribuir suprindo a demanda de gergelim, o que é importante para uma nova cultura que o Brasil vem desenvolvendo”, afirmou a ministra.

Em compensação, o Brasil importará sementes de milho da Índia. “Estamos abrindo para a Índia as exportações de semente de milho, levando tecnologia indiana para o Brasil. Isso será muito importante para o começo da cooperação entre os nossos governos”, argumentou.

No último dia da missão à Índia, a ministra participou de encontro empresarial em Nova Delhi, integrando a delegação do presidente Jair Bolsonaro. A ministra destacou as perspectivas de crescimento das relações comerciais entre os dois países, especialmente do setor agropecuário.

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“Destaco que o potencial de comércio e investimentos entre Brasil e Índia é enorme e precisa ser melhor aproveitado. Tenho plena convicção de que a ampliação dessas trocas resultará, rapidamente, em crescimento socioeconômico para nossos países”, afirmou a ministra, no seminário.

Segundo Tereza Cristina, o Brasil tem condições de atender o grande mercado doméstico, além do mercado externo, contribuindo para garantir a segurança alimentar e nutricional global. A ministra ressaltou que o país é uma potência agropecuária e que ainda tem espaço para crescer mais e atender à demanda mundial por alimentos de forma sustentável.

“Continuarei a divulgar a imagem internacional da agricultura brasileira para apresentá-la exatamente como ela é: inovadora, dinâmica, responsável, lucrativa e sustentável”, disse a ministra. Para ela, o crescimento da atividade agropecuária e a sustentabilidade ambiental não são ideias conflitantes.

A ministra afirmou que a agricultura é um dos setores mais afetados pelos efeitos das mudanças climáticas e o Ministério tem incentivado práticas de produção de baixa emissão de carbono. “Buscamos crescer preservando os recursos ambientais. Queremos concretizar nossa vocação e nos tornarmos, efetivamente, uma potência agroambiental global”, destacou.

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O Brasil é o terceiro maior exportador mundial de produtos agrícolas e o principal produtor e exportador de açúcar, café, soja e suco de laranja, com uma participação de 7% no comércio mundial agrícola. A meta é ampliar a presença da agricultura brasileira no mundo e, para isso, o governo tem atuado para criar no país um ambiente favorável aos negócios. “O governo brasileiro vê com bons olhos todo investimento voltado à diversificação da produção nacional e à ampliação de mercados”, disse.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: MAPA GOV
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