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Política

Bussiki cobra o remanejamento de recursos para Obras e Serviços Urbanos

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O vereador Marcelo Bussiki (PSB) cobrou que a Prefeitura de Cuiabá encaminhe um substitutivo da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2019 para que sejam reajustados e readequados os recursos destinados às secretarias de Obras Públicas e Serviços Urbanos. Os recursos atualmente fixados são inferiores ao necessário para o próximo ano.
A exigência ocorreu durante a audiência pública na Câmara de Cuiabá, nesta quarta-feira (5), que discutiu o orçamento do Município de Cuiabá, que prevê R$ 2,4 bilhões em receitas e despesas a serem realizadas no próximo ano.
De acordo com Bussiki, é necessário que sejam remanejados recursos na Secretaria de Obras, principalmente para a construção e reforma de pontes de madeira, uma vez que o orçamento previu apenas R$ 120 mil para aplicação em Cuiabá e outros R$ 2,9 milhões de recursos estaduais do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).
Ao todo, a LOA destinou um total de R$ 130 milhões à Secretaria de Obras. “A prefeitura afirmou que os R$ 120 mil serão usados em caráter emergencial dentro do Município e que o orçamento oriundo do Fethab é para atender as estradas vicinais e pontes. Ocorre que tenho percorrido a zonal rural de Cuiabá, no meu projeto Estradeiro, e verificado que será necessário mais recurso, porque há inúmeras pontes em condições intransitáveis e que vão piorar até o final do período de chuvas”, disse.
No projeto Estradeiro, Bussiki percorreu as comunidades Aguaçú, Machado, Carioca, Barra Grande, Terra Vermelha, Bandeira, localizados no Distrito do Aguaçu, além das comunidades Coxipó do Ouro, São Jerônimo, Aricá-Açu e Comunidade dos Médicos, que fazem parte do Distrito do Coxipó do Ouro.
Nos locais foram encontradas diversas pontes de madeiras sem condições estruturais, além de obras de pontes de concretos paralisadas ou abandonadas. “Ouvi inúmeros pedidos e reclamações para que sejam feitas as devidas obras na zona rural. Não se pode dar as costas para essa população justo no ano dos 300 anos de Cuiabá”, disse.
Além disso, Bussiki cobrou o reajuste de recursos na secretaria de Serviços Urbanos. Isto porque o orçamento estabeleceu R$ 138 milhões à pasta, sendo que apenas R$ 57 milhões&nbsp foram destinados para a realização de coleta seletiva de lixo e serviços relacionados. No entanto, somente a licitação já realizada pelo Executivo neste ano prevê um gasto de R$ 39,24 milhões com a empresa Locar Saneamento Ambiental Ltda para a realização do mesmo serviço.
“Isso deixa claro que o recurso destinado não será o suficiente e, já que estamos na oportunidade de fazer as correções necessárias, que elas sejam feitas, para que o orçamento do ano que vem não tenha essas deficiências. Precisamos que seja feito um planejamento do orçamento e não apenas a suplementação no futuro, como tem sido comum nesta gestão”, afirmou Bussiki.
Em razão disso, o vereador cobrou que a prefeitura faça os ajustes necessários. Caso contrário, os remanejamentos deverão ser feitos através de emendas dos próprios vereadores. “Nós estamos em um momento de discussão e os vereadores têm a prerrogativa de fazer as emendas necessárias para os ajustes no orçamento. Sendo assim, caso a prefeitura não faça as mudanças, nós mesmos podemos propor e assim o farei”, encerrou.

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Secretário vê risco em reabrir escolas e afirma que neta estudante foi infectada

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Andhressa Barboza/ rdnews

O retorno das aulas presenciais em Mato Grosso não deve ocorrer em breve. Com risco alto de contaminação pela Covid-19, as escolas são locais críticos para espalhar o vírus e preocupa autoridades como o secretário chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho. Ele relata ter visto toda sua família ser infectada após sua neta de apenas 4 anos, que estava frequentando a escola, ficar doente e acabar contaminado parentes próximos.

Na minha família, até dias atrás, estavam todos contaminados e quem trouxe o vírus para casa foi minha neta de 4 anos que estuda em uma escola privada

Chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho

Ele contou o caso, que é recente, após ser questionado sobre um Projeto de Lei que tramita na Assembleia que prevê a inclusão das instituições de ensino públicas e privadas na lista de serviços essenciais.

“Eu tenho muita dúvida com relação a isso. Na minha família, até dias atrás, estavam todos contaminados e quem trouxe o vírus para casa foi minha neta de 4 anos que estuda em uma escola privada. Então, tenho muita dúvida com relação ao retorno das aulas”, alertou.

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Na última semana, o governador Mauro Mendes (DEM) sinalizou que não deve sancionar o projeto que já passou em primeira votação pela AL. Ele também alertou, sem citar o caso de Carvalho, que crianças podem ser infectadas e contaminar parentes.

“Você pega uma escola estadual como a presidente Médici, tem 2 ou 3 mil alunos uma escola dessa. Como vamos fazer? Temos que avaliar cientificamente e eu não gostaria de dar a minha opinião, até pelo que aconteceu com a minha família, mas é uma situação que vamos avaliar com muito carinho”, ponderou Mauro Carvalho.

Em relação ao PL, o secretário preferiu não ser direto em defender uma postura contrária. Mas quis deixar evidente o risco de abrir escolas em um momento crítico para a saúde pública que está em colapso há mais de um mês. Já são mais de 8,4 mil mortos pela doença no Estado e, diariamente, a fila de espera de pessoas graves que aguardam vaga em UTI passa de 100 pessoas.

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“Eu não conversei com o governador sobre essa situação (do PL), mas isso merece um estudo bem aprofundado para que a gente não cometa nenhum ato que vá prejudicar as pessoas. Os critérios precisam ser pensados com muito equilíbrio”, concluiu.

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