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Agricultura

Brasil antecipa meta de reduzir emissão de CO2 com a agropecuária sustentável

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Compromissos de diminuir a emissão de gases de efeito estufa foram firmados para cumprimento até 2020.

O Brasil mitigou entre 100,21 e 154,38 milhões de Mg CO2 equivalente (equivalência de dióxido de carbono) , no período de 2010 a 2018, alcançado de 68% a 105% da meta de mitigação estabelecida nacionalmente no plano setorial da Agricultura (Plano ABC) junto à Convenção-Quadro da Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês). Estes dados estão sendo apresentados na 24ª Conferência das Partes (COP 24), que está ocorrendo em Katowice, na Polônia, até o próximo dia 14.

“O Brasil possui uma das melhores legislações ambientais do mundo. Os números que estamos apresentando comprovam que já alcançamos praticamente todos os compromissos assumidos pelo país na 15ª Conferência das Partes (COP15), ocorrida em Copenhague, e que devem ser cumpridos até 2020. Os dados demonstram que a agricultura brasileira é sustentável e o mundo precisa reconhecer isso”, afirmou o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi.

O diretor de Departamento das Cadeias Produtivas e da Produção Sustentável (DEPROS) do Mapa, Pedro Neto, explica que as estimativas de adoção das tecnologias do Plano ABC não se restringem apenas às áreas financiadas por esse plano, mas também a outras fontes como no caso da Recuperação de Pastagens (RDP).

Também são mensurados dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do MapBiomas, por meio do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG). Isto explica a variação das estimativas de mitigação.

O diretor lembra que foi fundamental para avaliar os resultados de mitigação a criação da Plataforma ABC, instalada na Embrapa Meio Ambiente. O objetivo da plataforma é articular as ações multiinstittucionais de monitoramento da redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) dos setores da agropecuária brasileira, sobretudo as executadas pelo Plano ABC.

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“Pegando a RDP como exemplo, os dados do Banco Central sobre adoção de crédito para uso dessa tecnologia, no período de 2013 a 2018, somados a dados projetados pela Coordenação de Agropecuária Conservacionista, Floresta Plantada e Mudança Climática (CAFMC) do Mapa, indicam expansão de 4,46 milhões de hectares (ha) de RPD no País. Já os dados do SEEG, que usam taxa de lotação de animais para determinar a condição da pastagem, apontam para uma área de expansão bem maior, na ordem de 10,44 milhões de ha no período”, demonstrou o coordenador da CAFMC, Elvison Ramos.

Sobre o ABC, o coordenador observa que, além de ser sustentável, o plano gera mais renda e produtividade. Isso justifica investimentos feitos, muitas vezes, com recursos próprios dos produtores rurais. Em financiamentos, desde janeiro de 2013 até o mês passado, foram realizados mais de 34 mil contratos, ultrapassando R$ 17 bilhões e agregando mais de 9,1 milhões de hectares com as práticas conservacionistas. Essa área equivale a quase 13 milhões campos de futebol.

O Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura, Plano ABC promove a adoção de tecnologias sustentáveis e conservadoras dos recursos naturais como a RDP, a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), Sistema Plantio Direto (SPD), Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN), Florestas Plantadas (FP) e Tratamento de Dejetos Animais (TDA). Atualmente estas tecnologias são adotadas por 52% dos municípios brasileiros, num total 2.885.

A ILPF alcançou uma expansão de área, no período de 2010 e 2016, de 5,83 milhões de ha, o que representa 146% da meta firmada no Plano ABC para essa tecnologia, prevista em quatro milhões de ha. Esta expansão de área permitiu mitigar 36,40 milhões Mg CO2 equivalente, representando 182% da meta de mitigação, firmada em 22 milhões Mg CO2 equivalente. No Sistema Plantio Direto, a meta de ampliar a área em 8 milhões de ha foi superada em 1,97 milhão de ha, alcançando o total de 9,97 milhões de ha, também entre os anos de 2010 a 2016. Esse número corresponde ao atingimento de 18,25 milhões de Mg CO2 equivalente, representando 101 % da meta.

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A Fixação Biológica de Nitrogênio passou a ser utilizada por mais 9,97 milhões de ha, atingindo 181% da meta estimada, no período de 2010 a 2016. Com esse incremento de área foi possível mitigar 18,25 milhões de Mg CO2 equivalente, representando 182% da meta. No período de 2013 a 2018 foram tratados 4,51 milhões de m3 de dejetos animais, que representam 103% da meta de TDA. Com isso, foi possível mitigar 7,08 milhões de Mg CO2 equivalente.

Já a incorporação de mais 1,10 milhão de ha de Florestas Plantadas entre 2010 e 2018, 37% da meta em área, permitiu mitigar 15,57 milhões Mg CO2 equivalente, sendo considerada nesse cálculo a biomassa produzidas por essa cultura, o que correspondeu a 173% do objetivo proposto.

O diretor-executivo de Inovação e Tecnologia da Embrapa, Cleber Soares, que integra a comitiva do Mapa na 24ª COP, diz que nas últimas cinco décadas, o setor agropecuário brasileiro aumentou sua produtividade em 380%, permitindo a transição de um país vulnerável e importador de alimentos para um dos maiores fornecedores de alimentos do mundo. “Os resultados deste investimento, em conjunto com políticas públicas e assistência técnica, permitiram aumentar a produtividade, otimizando o uso de áreas já abertas e a recuperação de áreas de pastagem. Com isso foi possível fortalecer a sustentabilidade da produção agrícola brasileira em todo território nacional”, conclui o diretor.

 

 

Por: Agricultura.gov

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Agricultura

Safra pode repetir recorde com 238,4 milhões de toneladas

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Dados da Conab apontam para colheita de grãos próxima à obtida em 2016/2017.

O 3º Levantamento da safra de grãos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que o país deverá colher 238,4 milhões de toneladas, o que representa aumento de 10,6 milhões de t ou de 4,6% em relação à safra passada. Os principais produtos responsáveis pelo resultado são soja, milho, arroz e algodão, as maiores culturas do país, que juntas correspondem a 95% da produção total.

Caso a estimativa se confirme, praticamente, se repetirá o resultado recorde da safra 2016/2017, de 238,8 milhões de toneladas. O estudo foi divulgado nesta terça-feira (11) e identificou que as condições climáticas apresentadas até agora, em todas as regiões produtoras de grãos, estão influenciando positivamente a produtividade. Quanto à área plantada, deverá alcançar 62,5 milhões de hectares, com aumento de 1,2% em relação à temporada anterior, correspondendo a mais 756,3 mil hectares. O que explica este acréscimo é o aumento de área para as culturas do algodão e da soja.

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O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Wilson Vaz deAraujo, observou que o desempenho já poderia ser esperado, tendo em vista o aumento na contratação de crédito neste ano, assim como, da venda de fertilizantes. “Se você pegar uma série um pouco mais longa, verá que nunca se vendeu tanto fertilizante quanto nesses cinco primeiros meses (do Plano Agrícola e Pecuário, desde julho) comparando aos mesmos meses de anos anteriores”.

As expectativas para a Safra 2018/19 indicam que a produção de soja deve chegar a 120,1 milhões de t. Com relação à área plantada dessa cultura, a tendência é de crescimento de 1,8%. No caso do milho, deve atingir 91,1 milhões de t. O milho plantado na primeira safra apresenta produção pontual para atendimento a demandas internas. O foco do produtor neste momento deo plantio é a soja. A área plantada de milho nesta safra atingiu 5,1 milhões de hectares, representando incremento de 0,8%.

Com relação ao algodão, o produto deve atingir 2,4 milhões de t de pluma, com acréscimo de 17,8% sobre a safra anterior. O desempenho das cotações da pluma, tanto no mercado interno quanto externo, estimulou os produtores nacionais a investirem fortemente na lavoura. Além desses produtos, o boletim destaca ainda a produção do amendoim, o girassol e a mamona.

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Por:Agricultura.gov

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