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Política

Bosaipo é condenado a 28 anos por lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos

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O juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, julgou procedente o pedido do Ministério Público com o fim de condenar o ex-deputado Humberto Bosaipo a 28 anos e 10 meses de prisão em regime fechado, pelos crimes de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos enquanto atuou na Assembleia Legislativa nos cargos de presidente e primeiro-secretário. A defesa de Bosaipo tentava suspender os processos contra ele, que foram julgados pela então juíza Selma Arruda. Ela teria sido acusada de ser imparcial.Bosaipo havia ingressado com pedido de exceção de suspeição, afim de suspender os processos contra ele julgados por Selma, após acusações de que a juíza teria agido de forma imparcial, pois supostamente teria dado prioridade a casos midiáticos, como o de Bosaipo.

Em março deste ano a Justiça suspendeu quatro ações contra Bosaipo, para que as denúncias fossem apuradas.

O juiz Jorge Luiz Tadeu explicou que a exceção de suspeição é dirigida ao magistrado que tem sua imparcialidade questionada, mas que Selma não jurisdiciona no caso, já que está aposentada, portanto se exaure o objeto do pedido.

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“De mais a mais, ratifico todos os atos praticados pela magistrada anterior, posto que, ao analisar os autos em cognição exauriente, em nenhum momento detectei qualquer irregularidade na sua atuação”.

O magistrado então, em uma decisão deste segunda-feira (22), julgou procedente o pedido do Ministério Público com o fim de condenar Humberto Bosaipo a 28 anos e dez meses de prisão em regime fechado, e pagamento de 200 dias-multa, fixado o valor do dia-multa em um salário mínimo. Os crimes cometidos pelo ex-deputado foram investigados na “Operação Arca de Noé”.

A operação foi deflagrada em 2002 pela Polícia Federal em conjunto com outros órgãos de investigação para desmantelar o crime organizado em Mato Grosso chefiado na ocasião pelo bicheiro e agiota João Arcanjo Ribeiro.

Um dos réus, o ex-deputado José Geraldo Riva, que foi presidente e 1º secretário da Assembleia Legislativa à época dos fatos, teria autorizado a emissão de cheques para empresas fantasmas, os quais foram descontados nas factorings de João Arcanjo e assim quitar dívidas de campanha eleitoral e desviar dinheiro público.

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Ao todo, 80 ações penais foram instauradas pelo MP, tendo Humberto Bosaipo como um dos investigados. Ele ainda pode aguardar em liberdade o julgamento em segundo grau, de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF).

Por:  Vinicius Mendes/Olhardireto

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Em MT, 76 mil alunos desistiram dos estudos na pandemia

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O governador Mauro Mendes (DEM) cobrou nessa terça-feira (26) uma atuação mais firme da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), com respostas objetivas às denúncias que chegam à unidade.

A Deccor foi criada em outubro de 2019 e inaugurada em dezembro daquele ano. Desde então, atua sob responsabilidade do delegado Eduardo Botelho.

O “puxão de orelha” ocorreu após Mendes ser questionado se estava satisfeito com a atuação da delegacia, após ter reclamado do andamento das investigações contra o seu desafeto político, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), quando das eleições municipais de 2020.

Já cobrei isso publicamente. Eles precisam dar mais respostas objetivas, com segurança, sem pirotecnia, com responsabilidade
À imprensa, Mendes afirmou que não cobra que a Deccor dê resposta apenas aos casos envolvendo o emedebista.

“A Delegacia não tem a função de investigar as mazelas do prefeito de Cuiabá. Ela tem a função de investigar toda e qualquer mazela, seja ela da Prefeitura de Cuiabá, qualquer prefeitura, do Governo, daqueles ligados ao ente estadual sobre a qual ela tem jurisdição”, afirmou.

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O governador salientou já ter feito cobranças por resultados não apenas da delegacia, mas do próprio diretor-geral da Polícia Civil, Mário Resende.

“Já cobrei isso publicamente. Eles precisam dar mais respostas objetivas, com segurança, sem pirotecnia, com responsabilidade”, disse.

“Devem investigar toda e qualquer denúncia apresentada e dar efetividade, dar resolutividade. Não dá para engavetar, como nós sabemos que tem algumas denúncias que estão há anos nos bastidores da burocracia e não vão para a frente”, cobrou.

 

G1

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