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Política

Bolsonaro faz caminhada de 900 metros no hospital

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O presidente da República, Jair Bolsonaro, não teve seu quadro clínico alterado na tarde de hoje (11). Como informado no boletim médico divulgado pela manhã, em razão de uma “lentificação dos movimentos intestinais e distensão abdominal”, ele passou a ser alimentado de forma endovenosa (pela veia), e está utilizando uma sonda nasogástrica (ligada do nariz ao estômago), para diminuir a pressão no sistema digestivo.  

De acordo com a assessoria do Palácio do Planalto, Bolsonaro continua a fazer caminhadas e exercício de fisioterapia. Durante a tarde de hoje, ele caminhou cerca de 900 metros nos corredores do Hospital Vila Nova Star, na capital paulista, onde foi operado no domingo (8) e está se recuperando.  

Bolsonaro deverá reassumir oficialmente a presidência da República na sexta-feira (13), ainda no hospital. A previsão dele voltar à Brasília permanece sendo de sete a dez dias após a operação. 

Edição: Fábio Massalli

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Política

Governo Federal sanciona MP que criou programa de manutenção do emprego

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Medida prevê suspensão de contratos e redução de jornada e salários

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta segunda-feira (6) a Medida Provisória (MP) 936, que instituiu o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda. Editada pelo próprio presidente no início de abril, a MP tramitou no Congresso Nacional e foi aprovada pelos parlamentares no mês passado, com algumas alterações.

O dispositivo permite, durante o estado calamidade pública devido à pandemia do novo coronavírus, a suspensão do contrato de trabalho por até 60 dias e a redução de salários e da jornada de trabalho pelo período de até 90 dias. No caso de redução, o governo paga um benefício emergencial ao trabalhador, para repor parte da redução salarial e, ao mesmo tempo, reduzir as despesas das empresas em um período em que elas estão com atividades suspensas ou reduzidas.

Esse benefício pago pelo governo é calculado aplicando-se o percentual de redução do salário ao qual o trabalhador teria direito se requeresse o seguro-desemprego, ou seja, o trabalhador que tiver jornada e salário reduzidos em 50%, seu benefício será de 50% do valor do seguro desemprego ao qual teria direito, se tivesse sido dispensado. No total, o benefício pago pode chegar até a R$ 1.813,03 por mês.

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Mudança

Em sua versão original, a MP 936 previa que o contrato de trabalho poderia ser suspenso por até 60 dias. Já a redução salarial não poderia ser superior a 90 dias. Na Câmara dos Deputados, foi aprovada a permissão para que esses prazos sejam prorrogados por um decreto presidencial enquanto durar o estado de calamidade pública, alteração mantida pelos senadores.

A MP, agora sancionada, prevê ainda que suspensão ou redução salarial poderá ser aplicada por meio de acordo individual com empregados que têm curso superior e recebem até três salários mínimos (R$ 3.135) ou mais de dois tetos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ou seja, salários acima de R$ 12.202,12. Trabalhadores que recebam salários entre R$ 3.135 e R$ 12.202,12 só poderão ter os salários reduzidos mediante acordo coletivos.

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil – Brasília

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