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Bola para frente, palmeirense. Ainda tem o Campeonato Brasileiro pela frente

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Bola para frente, palmeirense. 2018 não termina com o veteraníssimo Felipe Melo desistindo. Com Benedetto acertando o canto e calando o Allianz. A vida não acaba com o pênalti não marcado no final do primeiro tempo. Nem com Deyverson quase nada contribuindo. E com o grupo nele sempre insistindo. Com Diogo Barbosa perdendo e não voltando. A vida continua. O ano continua.

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Bola para frente, palmeirense
. O ano não acaba com Ábila aparecendo do nada na frente da zaga. Com Luan vendo tudo acontecer. Assistindo o argentino
aparecer na cara de Weverton. E jogar o primeiro balde de água fria na cabeça quente e pilhada do time na etapa inicial. Não acaba tudo com o voleio de Lucas Lima no corpo de Rossi. Em um dos muitos escanteios não concluídos. Dos muitos chuveiros pra área. Buscando quem não se encontrou até agora no futebol brasileiro. Deyverson só viu a bola passar. O tempo passar.

Bola para frente, palmeirense. O mundo não acaba com todos os erros do centroavante. Com Borja entrando de ponta. Com William sentindo o posterior da coxa. Com Scarpa tentando dar passo e cadência mesmo estando completamente sem ritmo de jogo. Não termina com Moisés dando a vida, mas não dando velocidade. Nem com Diogo Barbosa lançando na arquibancada. Com as unhas fora dos dedos. Com o sonho
do título roído pela euforia.

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Bola para frente, palmeirense. Você é mais time do que todos os times do Brasil. Você é mais elenco entre os que disputam o Campeonato Brasileiro. Você é líder dele. Líder com folga. E tem clássico para se afastar ainda mais de quem queria estar em seu lugar. Quem queria ter ido tão longe na maior competição do continente. Perder também faz parte do futebol.

Bola para frente, palmeirense. Você prometia menos com Roger. Você reagia menos com Roger. Você era menos Palmeiras quando Roger era o comandante da nave. Você é mais você com Felipão. Tem sangue, suor, força. Nem sempre tem passe, técnica e chute. Mas tem coração. E, se parou de bater na Libertadores
, ainda tem o Brasileirão. Você tem tudo para terminar 2018 com faixa, Palmeiras. Com taça nas mãos que ontem martelaram, machucaram, ficaram lesionadas. Mas não nocautearam o razoável Boca
. Você é mais forte do que ele.

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Bola para frente, palmeirense. Nem sempre o mais forte vence a guerra. Nem sempre a guerra ganha da técnica. Você apostou na luta no primeiro tempo. Exagerou nisso. Na ligação direta, no chutão, no esforço. E tentou – mas na parte final do confronto – colocar a bola no chão. E já era tarde. Já tinha cheiro de Bombonera. Que não é ruim como um ou outro idiota diz por aí. Boca também é feita para ficar quieta. Nem sempre para jogar futebol. Ou falar besteira. Viu, filho do presidente?

Bola para frente, palmeirense.

No sábado a torcida vai continuar cantando e vibrando. Xingando e incentivando. Torcendo e pulando. No mesmo gramado em que a luta o aguardou na quarta. E já espera no final de semana. Na sua casa.

Bola para frente, palmeirense
. A vida segue. Os outros te seguem. E ninguém está tão vivo quanto você.

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Apresentado, Rogério Ceni cita Zico e promete Flamengo ofensivo

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Apresentado à torcida e à imprensa como técnico do Flamengo, Rogério Ceni prometeu um time agressivo, “com o máximo de atacantes possível”. Na entrevista coletiva que concedeu nesta terça-feira (10) à tarde, pouco antes de comandar a primeira atividade no Ninho do Urubu, o treinador enalteceu o elenco que terá à disposição para trabalhar.

“O que importa é que os atletas se sintam à vontade. A longo prazo, temos que seguir o estilo do Flamengo, que é de um time ofensivo, que marca à frente e gosta da posse de bola. Se tenho bons jogadores em uma mesma posição, tenho de encontrar um jeito de colocá-los para jogar. O problema é que aqui tem muitos bons em várias posições, então alguém acaba ficando fora. Você pode usar o [Giorgian De] Arrascaeta e o Everton [Ribeiro] pelos lados. Pode usar Bruno [Henrique], Gabriel [Barbosa, o Gabigol] na frente. Ainda tem Vitinho, Pedro, Pedro Rocha, Michael. Essa [ataque] é a área que mais gosto de mexer, pois libera a criatividade. Além de um meio-campo que tem Gerson, [Thiago] Maia, [William] Arão e outros tantos jovens da base”, descreveu Ceni.

O técnico Rogério Ceni visita as instalações do Ninho do Urubu, Centro de Treinamento do Flamengo.

Se no ataque sobram opções, a defesa tem sido uma dor de cabeça no Flamengo. O time carioca sofreu 29 gols em 20 partidas pela Série A do Campeonato Brasileiro – oito apenas nas duas últimas partidas do torneio, nas derrotas por 4 a 1 para o São Paulo e 4 a 0 para o Atlético-MG. Somente o Goiás, que é o último colocado, foi mais vazado que o Rubro-Negro, que ocupa o terceiro lugar.

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“Só amanhã [quarta-feira, dia 11] é que vamos poder responder, mas acho que erro defensivo é fruto de [erros de] sistema de jogo. A crítica existe a um determinado jogador ou outro, principalmente zagueiros, goleiros, enfim. Quando se tem um número elevado de gols sofridos, temos que tentar ajustar, com a colaboração de todos. Aqui a gente vem para gerar ideias e colocar situações para os atletas. São eles que vão resolver dentro de campo”, avaliou o técnico, já projetando a possível estreia no comando do Rubro-Negro, diante do São Paulo, às 21h30 (horário de Brasília), no Maracanã, pelas quartas de final da Copa do Brasil.

Ceni é o substituto do catalão Domènec Torrent, demitido após a goleada sofrida para o Atlético-MG no último domingo (8). O ex-goleiro deixou o comando do Fortaleza após cerca de três temporadas no clube – com uma rápida passagem pelo Cruzeiro no período. Pelo Leão do Pici, foi bicampeão cearense e conquistou os títulos da Copa do Nordeste e da Série B do Brasileirão, com 60% de aproveitamento em 153 jogos.

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“Primeiro, sou muito agradecido ao Fortaleza. Eu sei que o torcedor fica triste e eu, logicamente, deixo parte do meu coração em Fortaleza. Mas acho que ele compreende o tamanho do desafio. Um convite do Flamengo, no momento que o Flamengo vive, é difícil de recusar”, disse o treinador, que revelou ter contatado o ex-jogador Zico, maior ídolo rubro-negro, antes de assumir o cargo.

“Esse é meu 30º ano trabalhando com futebol. Já enfrentei muitas vezes o Flamengo. Vi Maracanã com casa cheia, vi Zico, Júnior, e tantos craques da história do Flamengo. Até mandei uma mensagem ao Zico antes de chegar aqui, se ele me permitia a entrada. É um cara por quem tenho um fanatismo grande, talvez pela relação com as faltas. É um ícone do futebol brasileiro, um cara único. Ele me respondeu do Japão. Então, eu me sinto com permissão de sentar nessa cadeira”, declarou Ceni, que assinou contrato até dezembro do ano que vem.

Confira a classificação da Série A do Campeonato Brasileiro aqui.

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