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Biblioteca de Juína é caso de sucesso no III Fórum Estadual de Bibliotecas

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A Prefeitura Municipal de Juína é convidada especial do Governo do Estado para apresentar os resultados do seu Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, durante o III Fórum Estadual de Bibliotecas, que acontece em Cuiabá nesta quarta-feira, 12 de junho. Durante o evento estão sendo apresentados exemplos de boas práticas em bibliotecas do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso.

A Biblioteca Municipal de Juína “Professora Maria Santana” é inovadora, funciona sem paredes, sem teto e costuma circular em todos os eventos da cidade, na zona rural e nas aldeias indígenas. No ano passado conquistou o segundo lugar no concurso nacional “Conecta Biblioteca”, que premia as 10 bibliotecas públicas brasileiras que mais contribuem com o avanço dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU e com a transformação social de suas comunidades.

Ligada ao Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso (SEBPMT) – a biblioteca de Juína existe há mais de 30 anos e se destacou por oportunizar uma maior presença da biblioteca no dia a dia da população. Crianças e adolescentes se reaproximaram da biblioteca. A identificação das demandas do município e o protagonismo jovem renderam atividades de estímulo à leitura, como rodas de conversa, sarau em praças públicas e ações itinerantes nos eventos oficiais do município, além da criação do Comitê “Jovens Conectados com a Biblioteca”.

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Acesse a página da biblioteca no Facebook e conheça o projeto

Tudo começou a partir de 2012, quando Juína aderiu ao Programa de Desenvolvimento Institucional Integrado – PDI do Tribunal de Contas de Mato Grosso. Inicialmente, era necessário organizar a sociedade civil por meio dos conselhos de políticas públicas, para estimular a participação da sociedade e incentivar os cidadãos a apresentarem propostas que seriam inseridas no Planejamento Estratégico do município.

Em 2013, a Secretaria de Articulação Institucional e a Secretaria de Apoio às Unidades Gestoras do TCE realizaram oficinas para que os conselhos municipais funcionassem efetivamente como instrumentos de controle social e participação democrática. A partir daí, a revitalização da biblioteca de Juina passou a ser meta do Planejamento Estratégico e diversos segmentos da comunidade se uniram para criar projetos, entre eles o “Amigo do Livro e da Leitura”, em parceria com o Poder Judiciário e as oficinas na aldeia Pé de Mutum, do povo Rikbatsa, para professores indígenas. Foram doados para a comunidade mais de 3 mil livros e em três anos a biblioteca passou de 600 usuários para 8 mil pessoas que buscam a leitura como entretenimento.

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Para a coordenadora do PDI em Juína, Viviane dos Anjos Pinheiro, o reconhecimento conquistado pela Biblioteca Municipal se deve ao respeito entre o Poder Executivo e a comunidade, buscando atender as propostas de interesse da maioria. “Recriamos a biblioteca, que rompeu paredes e está em toda parte, incentivando a leitura e entretendo a população”, disse. Nos dias em que a biblioteca vai para a rua, cerca 4 mil pessoas abrem livros e interagem com os demais visitantes. Existem quatro comitês Jovens Conectados com a biblioteca e 50 jovens voluntários.

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Soluções em defesa da vida.

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Falar de saúde em um momento como esse não é fácil para ninguém, pois estamos diante de uma doença pouco conhecida e para a qual a ciência e a medicina ainda buscam soluções. Muitos gestores estão apostando tudo na oferta de leitos para combater a COVID-19. Uma atitude equivocada, que se revela inócua quando vivemos um momento complicado, com a ocupação dos leitos crescendo assustadoramente aqui e no país todo.

Será que a única política de combate ao coronavírus consiste em ofertar leitos? Definitivamente, não. A abertura de novos leitos é importante e necessária, mas não suficiente. É preciso aprofundar essa análise, acompanhando de perto os protocolos médicos que estão sendo praticados nas UTIs. Os números em Mato Grosso indicam problemas. Alguns hospitais apresentam alta taxa de mortalidade, enquanto outros conseguem bons índices de cura.

O ministério da Saúde e as secretariais de Saúde precisam promover a revisão e a supervisão dos protocolos. É fundamental termos um bom índice de resolutividade, utilizando protocolos unificados de tratamento com base nos melhores resultados já obtidos. Assim, aumentamos a chance de cura e reduzimos o tempo médio de permanência de pacientes nos leitos, podendo tratar mais vidas. Os conselhos de medicina e enfermagem e as associações podem ajudar nesse monitoramento.

A parceria com a rede privada é sempre um bom caminho, mas o modelo praticado hoje não atrai. O preço de tabela SUS não cobre os custos e investimentos que o hospital precisa fazer para ofertar leitos de UTI. É preciso um modelo que garanta os leitos com 100% de disponibilidade, com preços justos e, em alguns casos, até com pagamento antecipado, como prevê a Lei 13.979/2020 que dispõe sobre as medidas de enfrentamento da pandemia.

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Outra ação importante é colocar para funcionar a nossa rede de atenção básica, que pode ser um diferencial importante. As equipes de atenção básica e o exército de mais de sete mil Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias que temos aqui, poderiam estar mapeando o estado inteiro, identificando situações e reunindo dados específicos sobre a incidência da doença.

Os agentes podem ajudar a identificar todas as pessoas que tiveram contato com os infectados, para que passem por quarentena, testagem e tratamento, barrando a circulação comunitária do vírus. Um programa eficiente de monitoramento, rastreamento de casos e testagem, fez a diferença em países que venceram a pandemia, como a Nova Zelândia.

Ao mesmo tempo, as equipes estarão fornecendo dados para embasar as ações estratégias em cada momento da curva de contaminação. O Ministério da Saúde e a SES precisam apoiar os municípios nessa empreitada, garantindo a capacitação e os meios necessários à atuação desses profissionais.

Hoje há um debate intenso sobre o uso de medicamentos no tratamento do coronavírus. Essa é uma decisão do médico e entendo que todos os medicamentos que comprovadamente possam contribuir para a cura, devem estar à disposição nas unidades. Hoje há falta de medicamentos no estado e isso precisa ser corrigido imediatamente. Defendo inclusive que o Estado prepare uma política de saúde pública para produzir e importar medicamentos.

A crise sanitária mundial exigirá dos gestores públicos uma revisão geral de todo o sistema de saúde, a começar pela prevenção. Depois de superar a pandemia, é preciso combater outro grave flagelo, a falta de saneamento básico. Esta calamidade histórica facilita a disseminação do coronavírus e várias outras doenças em locais impróprios para a vida humana, frutos da crônica desigualdade social brasileira.

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Sou favorável ao isolamento social com responsabilidade, que inclui possibilidades de flexibilização com todos os protocolos de segurança e de acordo com a situação específica de cada município. O isolamento deve ser uma ação preventiva e salvadora, e não causadora de um desastre social com o agravamento da miséria e do desemprego.

A falta de coordenação no combate ao coronavírus também prejudica a retomada da economia. Por isso, é fundamental que gestores federais, estaduais e municipais ajustem suas condutas e trabalhem unidos neste momento de calamidade pública e crise sanitária.

Termino falando sobre uma inovação que ganha importância estratégica no combate à pandemia, a telemedicina. Esta plataforma utiliza recursos digitais e especialistas qualificados, produzindo diagnósticos de forma remota e permitindo a interpretação de exames e a emissão de laudos médicos à distância.

Os gestores públicos devem imediatamente fornecer essa plataforma para todas as unidades de saúde de referência. Se hoje precisarmos de um pneumologista ou infectologista para um paciente em Sorriso, por exemplo, não vamos conseguir. Mas com a telemedicina, esse profissional consegue colaborar de onde estiver para salvar vidas.

A batalha contra o coronavírus ainda deve durar muitos meses, antes de chegarmos a uma vacina e tratamento eficazes. Até lá, cabe aos gestores públicos agir com eficiência, responsabilidade e transparência, adotando medidas inteligentes e oferecendo soluções em defesa da vida.

Guilherme Antonio Maluf é presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) 

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