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Cidades

Barranco continua em recuperação lenta e PT quer que suplente assuma

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Em recuperação da covid-19, o deputado estadual Valdir Barranco (PT) continua internado em um hospital de São Paulo, onde é acompanhado pela equipe médica após ficar 22 dias intubado devido à doença. Com o afastamento de Barranco, o Partido dos Trabalhadores discutirá a possibilidade de o suplente Henrique Lopes assumir a vaga do parlamentar.

Barranco já se comunica bem com as mãos através de gestos e tenta falar, porém, sem som, já que foi submetido a uma traqueostomia (um orifício artificial criado cirurgicamente no  pescoço e em sua traquéia). O procedimento é indicado em emergências como dificuldade na respiração por vias aéreas e nas incubações prolongadas.

O deputado está sentado em uma poltrona e consegue se movimentar aos poucos. Ele tem recebido visita constante da esposa e tem visto os filhos através de chamada de vídeo via celular.

O parlamentar testou positivo junto com a sua esposa no dia 15 de fevereiro, quando foram internados em uma UTI em Mato Grosso. No dia 20 de fevereiro, Barranco precisou ser intubado por complicações da covid. Ele despertou no último dia 17 de março, 6 dias após a equipe médica ter iniciado a retirada total da sedação.

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Cadeira

Com Barranco ainda em recuperação por conta da covid-19, a sua cadeira encontra-se vaga. Isso porque de acordo com o regimento interno do Legislativo, um deputado pode se afastar em até 120 dias para tratamento de saúde. Porém, o Partido dos Trabalhadores (PT), pretende discutir a possibilidade do suplente, Henrique Lopes (PT), possa assumir a vaga enquanto Valdir Barranco não retorna às atividades.

Henrique quase assumiu a vaga semanas atrás, porém, com o despertar de Barranco, a sua equipe de gabinete não encaminhou o pedido para que o suplente assumisse o cargo. Procurado pelo , Henrique Lopes diz que o partido tem questionado o fato da não convocação do suplente.

“É uma situação delicada porque atualmente eu estou na presidência do PT interinamente. Então, tratar disso é complicado, mas existem dirigentes e correntes internas que entende que há um prejuízo político para o partido a não convocação do suplente, que sou eu, porque estamos sem uma cadeira para defender as nossas bandeiras”, disse.

Lopes diz que mesmo que a sigla defenda a convocação do suplente, a decisão ficará nas mãos da equipe de gabinete de Valdir Barranco.

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A covid-19 tem se alastrado dentro do Legislativo de Mato Grosso, infectando deputados e servidores. Ao todo, 17 deputados já foram infectados pela covid-19 desde o início da pandemia. O deputado Sílvio Fávero (PSL) morreu em decorrência de uma infecção generalizada provocada pela covid-19 neste mês.  Fávero estava internado em Cuiabá e veio a óbito 9 dias após sua internação. O deputado deixou esposa e três filhos.

Também foram infectados pelo coranavírus os deputados Paulo Araújo (PP), Janaina Riva (MDB), Thiago Silva (MDB), Wilson Santos (PSBD), Max Russi (PSB), Valmir Moretto (PRB), Faissal Calil (PV), Allan Kardec (PDT), Elizeu Nascimento (PSL), Dilmar Dal’Bosco (DEM), Nininho (PSD), Carlos Avalone (PSDB), Eduardo Botelho (DEM), Drº Gimenez (PSB) e Drº João (MDB).

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Cidades

AL e polícia civil já investigam denúncias de maus tratos e negligência em hospital de Cuiabá

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Além da Polícia Civil que já abriu investigação contra o Hospital São Judas Tadeu para averiguar denúncias de negligência e maus-tratos contra pacientes, a Câmara Municipal de Cuiabá também vai apurar a situação diante da gravidade dos relatos feitos pela técnica de enfermagem, Amanda Delmondes Benício. Até o momento, os casos de quatro pacientes já são de conhecimento público.

Na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Elizeu Nascimento (PSL) apresentou requerimento, na sessão do dia 5 de abril, para que a técnica de enfermagem compareça ao Legislativo Estadual para esclarecer as graves denúncias feitas por ela num boletim de ocorrência na Polícia Civil e também em entrevistas para a imprensa. Depois que a profissional de saúde, que trabalhou durante 50 dias no hospital particular, denunciou o caso na Polícia Civil e na imprensa, familiares de alguns pacientes também estão registrando ocorrências policiais e buscando veículos de comunicação para relatar situações semelhantes.

A delegada Luciani Barros Pereira de Lima conduz a investigação preliminar instaurada pela Delegacia da Capital, situada no bairro Planalto. Ela ouviu a técnica de enfermagem no dia 7 de abril e garante que todas as denúncias feitas pela profissional serão apuradas.

Segundo informações, a Polícia Civil já teria conhecimento de pelo menos sete boletins de ocorrência registrados por familiares de pacientes vítimas de maus-tratos no Hospital São Judas Tadeu. Dentre os pacientes que passaram pelo hospital no período em que Amanda Delmontes ainda trabalhava no local, e que segundo ela, sofreram maus-tratos e foram negligenciados, estão o major da Polícia Militar, Thiago Martins de Souza, de 34 anos, que morreu em decorrência de complicações da Covid-19, na madrugada do dia 3 e o professor Toshio Doi, de 68 anos, que faleceu na madrugada do dia 10.

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A técnica de enfermagem Amanda Delmondes afirmou que o professor Toshio Doi foi outra vítima de maus-tratos até ela intervir na situação. “No caso do senhor Toshio, tem a câmera, eu deixei a porta aberta e falei: vocês não vão deixar ele morrer não. Ele caiu da cama, eu fiz uma conchinha nele com lençol, a moça que recolhe sangue falou que vocês não podem fazer isso, ele não tem uma gase, mas eu vou tirar a gaze dele. Ela foi na sala do médico que só mandou levar. Pegou uma maca sem colchão, sem nada, eu ainda coloquei um travesseiro para que a cabeça dele não batesse. Ele estava roxo desfalecendo. O fisio falou que ele estava com a nova bactéria e nada poderia ser feito. Eu falei: pode sim”, contou ela.

Em nota, o presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Juca do Guaraná Filho (MDB), confirmou que a Casa vai apurar as denúncias. Ele solicitou ao presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social, o vereador Dr. Luiz Fernando (Republicanos), para apurar denúncia de suposto maus-tratos que o servidor Toshio Doi e outros pacientes teriam sofrido bem como as demais denúncias feitas contra o hospital.

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DIÁRIAS DE ATÉ R$ 10 MIL 

Em entrevista à TV Cidade Verde, uma mulher que tinha familiar internado do no Hospital São Judas Tadeu, relatou que além de pagar R$ 10 mil na diária, ainda era preciso pagar medicamentos à parte se houvesse necessidade de inclusão no tratamento. Além, disso segundo ela, era cobrado mais R$ 150 por dia somente para alimentação do paciente.

Além da PC, Assembleia e Câmara de Cuiabá, o Conselho Regional de Medicina e também de Enfermagem apuram as denúncias. O hospital segue funcionando normalmente.

por: Folha Max

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