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Aviões com repatriados de Wuhan devem chegar a Anápolis na madrugada do domingo, diz governo

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Previsão inicial era manhã de sábado. Aeronaves devem chegar à cidade chinesa de Wuhan, epicentro do surto de coronavírus, às 13h30 desta sexta, no horário de Brasília.

O Ministério da Defesa informou nesta sexta-feira (7) que os dois aviões da Força Aérea que vão buscar os brasileiros em Wuhan tem pouso estimado para 13h30 na cidade chinesa, no horário de Brasília. A previsão de chegada a Anápolis, onde será feita a quarentena, é à meia-noite de domingo (9). A entrada no espaço aéreo do Brasil deve ocorrer às 17h30 do sábado (8).

A previsão do governo no início da semana era de chegada a Anápolis na manhã do sábado, a depender de fatores como tempo necessário para fazer as escalas.

Às 10h15 desta sexta, os aviões decolaram para fazer a última parte da viagem de ida. Nesta quinta, a comitiva havia feito parada na Polônia. Os aviões vão buscar 40 pessoas na cidade chinesa, epicentro do surto de coronavírus.

Dois aviões da FAB chegam a Wuhan, na China, na tarde desta sexta (7)

Dois aviões da FAB chegam a Wuhan, na China, na tarde desta sexta (7)

Como o governo já havia informado anteriormente, todos os repatriados de Wuhan vão passar por uma quarentena de 18 dias.

O presidente Jair Bolsonaro, após participar de reunião no Ministério da Defesa nesta sexta, afirmou que a volta de brasileiros de Wuhan não representará risco para terceiros no Brasil.

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“Não existe qualquer risco para terceiros aqui no Brasil”, afirmou o presidente.

De acordo com o governo, antes do embarque, os brasileiros que serão repatriados passarão por uma avaliação médica, a fim de descartar a possiblidade de “indício” ou “sintoma” do coronavírus.

Quem embarcará em Wuhan

  • 34 brasileiros ou parentes de brasileiros (incluindo três diplomatas brasileiros)
  • 4 poloneses em Wuhan (desembarcarão na escala na Polônia)
  • 1 chinesa (desembarcará na escala na Polônia)
  • 1 indiana (desembarcará na escala na Polônia)

Itinerário previsto

  • 13h30 da sexta (7) – chegada a Wuhan (China)
  • 17h30 da sexta (7) – saída de Wuhan com destino ao Brasil
  • Escala em Varósia (Polônia)
  • Escala Las Palmas (Espanha)
  • 17h30 de sábado (8) – entrada no espaço aéreo brasileiro
  • Escala em Fortaleza (CE)
  • 0h de domingo (9) – chegada a Anápolis (GO)

*Horários de Brasília

O que será oferecido aos repatriados na quarentena

  • 6 refeições diárias: café, colação, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia (acompanhados por nutricionistas)
  • Videogame, brinquedoteca, jogos, biblioteca, apresentação de bandas militares
  • Internet, TV a cabo, frigobar, geladeira sem itens alcóolicos
  • Serviço religioso
  • Emergência odontológica
  • Apoio psicológico e pedagógico
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Além disso, eles serão submetidos a:

  • 3 monitoramentos diários de saúde, feitos pela Secretaria de Saúde de Goiás

Militares

A FAB explicou que os militares que trabalham diretamente nos voos ficarão em quarentena junto com os brasileiros que voltaram da China. Trabalham nas aeronaves, por exemplo, oito comissários.

Em casos como o dos pilotos, os médicos avaliarão se o militar teve contato direto com os passageiros resgatados, com a possibilidade de a quarentena ser feita em casa.

“A infectologia vai identificar o piloto, por exemplo. Se ele teve um contato não total com um desses pacientes, ele poderá, em função de exames que terão de ser feitos, ser liberado, ser feito monitoramento como é feito em toda rede de saúde em casa”, disse o brigadeiro Damasceno.

Bolha

As aeronaves da FAB receberão um “sistema de bolha”, que será usado para aumentar o isolamento de passageiros em caso de sintomas de coronavírus durante o voo.

Damasceno explicou que o sistema é o mesmo utilizado para transportar feridos do incêndio da boate Kiss, em 2013, da cidade de Santa Maria (RS) para Porto Alegre.

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Brasil / Mundo

Dólar opera em alta e chega a bater R$ 4,50 com temores de recessão

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Por G1

O dólar opera em alta nesta sexta-feira (28), à medida que a disseminação do coronavírus para fora da China levantava temores de uma recessão econômica global. No dia anterior, a moeda subiu pela sétima sessão consecutiva, renovando o patamar recorde de fechamento nominal (sem considerar a inflação). Já a Bovespa operava em queda de mais de 1%.

Às 11h37, a moeda norte-americana subia 0,52%, vendida a R$ 4,4997. Veja mais cotações.

Na véspera, a moeda dos EUA encerrou o dia negociada a R$ 4,4764, com alta de 0,80%. Na máxima, chegou a R$ 4,5016. Já o dólar turismo foi negociado ao redor de R$ 4,67, sem considerar a cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Na semana, a moeda acumula alta de 1,91%. No mês, já subiu 4,47%. No ano, o avanço é de 11,64%.

O Banco Central volta a atuar nos mercados nesta sexta-feira, realizando oferta líquida de até 20 mil contratos de swap cambial tradicional. Além disso, haverá oferta até US$ 3 bilhões em linhas com compromisso de recompra para rolagem do vencimento em 3 de março de 2020 e até 13 mil contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento em 1º de abril de 2020.

Na quinta, o BC vendeu US$ 1 bilhão em contratos de swap cambial tradicional para conter a volatilidade. Na quarta, a autoridade monetária havia colocado US$ 500 milhões nesses ativos, em oferta líquida.

Entenda os impactos do avanço do coronavírus na economia global e brasileira

Tensão global

O avanço da epidemia do novo coronavírus pelo mundo tem provocado abalos nos mercados globais e tem elevado as preocupações de investidores e governos sobre o impacto da propagação do vírus nas cadeias globais de suprimentos, nos lucros das empresas e na desaceleração do crescimento da economia global.

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Embora o maior número de casos confirmados e os principais impactos ainda estejam concentrados na China, o coronavírus já se espalhou por mais de 40 países de todos os continentes, provocando o fechamento de fábricas, interrupção de produção, fechamento do comércio e a paralisação de atividades também em países como Coréia do Sul, Japão e Itália.

Por conta de fluxos elevados de capitais para mercados de menor risco, o dólar segue se valorizando frente a outras moedas, em especial moedas de países emergentes como o real.

No exterior, as principais bolsas europeias recuavam nesta sexta, caminhando para a pior semana desde a crise de 2008. Na China, os índices acionários encerraram o pior mês desde maio do ano passado, com os temores sobre o surto de coronavírus se tornar uma pandemia.

Impactos no PIB do Brasil
Além das preocupações sobre o impacto do coronavírus, o dólar mais valorizado nas últimas semanas tem refletido os juros em mínimas históricas no Brasil e as perspectivas sobre o ritmo de crescimento da economia brasileira e andamento das reformas.

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, afirmou nesta sexta-feira à GloboNews (veja no vídeo acima) que o coronavírus deverá levar à revisão na estimativa de Produto Interno Brasileiro (PIB).

A secretaria comandada por Sachsida é responsável por fixar as projeções oficiais do governo para a economia e chegou a anunciar em janeiro deste ano um aumento na previsão de crescimento, alterando a expectativa de 2,32% para 2,40%. Segundo o secretário, a nova revisão do número deve ser anunciada até o fim da semana que vem.

Na quinta, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, reconheceu que o avanço do coronavírus pode ter impacto no crescimento mundial e “afetar todo mundo, inclusive o Brasil”. Ele acrescentou que a Secretaria de Política Econômica (SPE) deverá rodar em breve uma nova projeção para o crescimento da economia em 2020.

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“Está assustando todo mundo pois pode ter impacto muito forte no desaquecimento da economia mundial, isso impacta a exportação de todo mundo. Tem desorganização de cadeias produtivas, organizadas em países asiáticos. É um fenômeno que está todo mundo se debruçando agora. O risco é no preço de commodities e em um crescimento menor do mundo. A gente tem de estar preparado e lidar com a situação”, afirmou.
O Bank of America Merrill Lynch reduziu na quinta-feira sua perspectiva de crescimento econômico do Brasil em 2020 para 1,9%, citando impactos do coronavírus nas exportações e contínuos indicadores de atividade econômica sem sinal uniforme.

O mercado brasileiro reduziu para 2,20% a previsão a alta do PIB em 2020, segundo a pesquisa Focus do Banco Central, divulgada nesta quarta, mas diversos bancos e consultorias já estimam um crescimento abaixo de 2%.

Já a projeção do mercado para a taxa de câmbio no fim de 2020 subiu de R$ 4,10 para R$ 4,15 por dólar. Para o fechamento de 2021, subiu de R$ 4,11 para R$ 4,15 por dólar.

A redução sucessiva da Selic desde julho de 2019 também contribui para uma maior desvalorização do real ante o dólar. Isso porque diminuiu ainda mais o diferencial de juros entre Brasil e outros pares emergentes, o que pode tornar o investimento no país menos atrativo para estrangeiros e gerar um fluxo de saída de dólar. E cresce no mercado as apostas sobre a chance de um possível novo corte na Selic, atualmente em 4,25% ao ano.

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