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Auxílio Emergencial: prazo para contestar ajuda de R$ 300 negada termina nesta segunda

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Prazo é para quem não recebeu nenhuma parcela de R$ 300. Para quem já recebeu alguma parcela de R$ 300, mas teve benefício suspenso, prazo terminou na última segunda-feira (2).

Por G1

Os trabalhadores que receberam o Auxílio Emergencial de R$ 600, mas tiveram as parcelas de R$ 300 negadas, têm até esta segunda-feira (9) para contestar a decisão, por meio do site da Dataprev.

O prazo vale apenas para os trabalhadores que ainda não receberam nenhuma parcela de R$ 300. Para quem recebeu, mas teve benefício suspenso após a revisão mensal que vem sendo feita pelos órgãos do governo, o prazo de contestação terminou na última segunda-feira (2).Segundo o Ministério da Cidadania, a contestação pode ser feita pelos trabalhadores que não são beneficiários do Bolsa Família. Para esse grupo, os critérios de contestação serão divulgados “em breve”.Como fazer a contestação
Para fazer a contestação, o trabalhador que não concordar com a negativa do benefício deve acessar o site da Dataprev. Não é preciso ir às agências da Caixa, lotéricas ou postos de atendimento do Cadastro Único.

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Ao fazer a consulta, o trabalhador que teve o benefício negado vai receber uma mensagem informando o motivo. O Ministério da Cidadania divulgou uma lista dessas mensagens, e quais permitem que a contestação seja feita. Clique aqui para ver.

Caso a contestação tenha resultado positivo, o trabalhador vai receber o benefício no mês seguinte ao pedido.

Critérios

O governo não abriu inscrições para os pagamentos das parcelas de R$ 300 do Auxílio Emergencial: apenas quem foi aprovado para as parcelas de R$ 600 foi considerado elegível.

Além disso, os critérios ficaram mais rígidos, e o governo passou a fazer uma reavaliação mensal dos beneficiários para verificar se eles ainda se enquadram nos critérios.

Não vai receber parcelas de R$ 300 quem:

Possua indicativo de óbito nas bases de dados do governo federal
Tenha menos de 18 anos, exceto em caso de mães adolescentes
Esteja preso em regime fechado
Tenha sido declarado como dependente no Imposto de Renda de alguém que se enquadre nas hipóteses dos itens 5, 6 ou 7 acima
No ano de 2019 recebeu rendimentos isentos não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte cuja soma seja superior a R$ 40 mil
Tinha em 31 de dezembro de 2019 a posse ou a propriedades de bens ou direitos no valor total superior a R$ 300 mil
Recebeu em 2019 rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70
Mora no exterior
Tem renda mensal acima de meio salário mínimo por pessoa e renda familiar mensal total acima de três salários mínimos
Recebeu benefício previdenciário, seguro-desemprego ou programa de transferência de renda federal após o recebimento de Auxílio Emergencial (exceto Bolsa Família)
Conseguiu emprego formal após o recebimento do Auxílio Emergencial

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Brasil / Mundo

Jornais estrangeiros repercutem assassinato de homem negro em supermercado brasileiro

Publicado

Por G1

A morte brutal de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, espancado em um supermercado da rede Carrefour em Porto Alegre (RS), ganhou as páginas on-line de jornais estrangeiros nesta sexta-feira (20).

João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi espancado e morto por dois homens brancos em Porto Alegre. — Foto: Reprodução/Redes sociais

João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi espancado e morto por dois homens brancos em Porto Alegre. — Foto: Reprodução/Redes sociais

Freitas foi espancado e morto por dois homens brancos que faziam a segurança de uma unidade do Carrefour na capital gaúcha. Os suspeitos tiveram prisão preventiva decretada. Laudo inicial aponta que o soldador, de 40 anos, foi morto por asfixia.

Veja abaixo a repercussão da imprensa internacional

The Washington Post (Estados Unidos)

'Morte de homem negro após espancamento brutal por seguranças enfurece o Brasil', diz título de reportagem do 'Washington Post' — Foto: 'The Washington Post'/Reprodução

‘Morte de homem negro após espancamento brutal por seguranças enfurece o Brasil’, diz título de reportagem do ‘Washington Post’ — Foto: ‘The Washington Post’/Reprodução

O jornal americano destacou a brutalidade dos seguranças ao dizer que Freitas foi “selvagemente espancado”. A publicação também mostrou os protestos ocorridos por todo o país e relembrou os atos que tomaram os Estados Unidos após a morte de George Floyd, em maio.

La Nación (Argentina)

'Onda de indignação no Brasil pela morte de um homem negro após um espancamento brutal em um supermercado', diz título de reportagem do jornal 'La Nación' — Foto: 'La Nación'/Reprodução

‘Onda de indignação no Brasil pela morte de um homem negro após um espancamento brutal em um supermercado’, diz título de reportagem do jornal ‘La Nación’ — Foto: ‘La Nación’/Reprodução

A reportagem do jornal argentino, com base na apuração da agência France Presse, menciona a “onda de indignação” após um “espancamento brutal” no supermercado. O “La Nación” também lembrou que o Brasil celebra nesta sexta o Dia da Consciência Negra.

El País (Espanha)

'O espancamento mortal de dois guardas brancos a um cliente negro põe em foco o racismo no Brasil', diz reportagem do jornal 'El País' — Foto: 'El País'/Reprodução

‘O espancamento mortal de dois guardas brancos a um cliente negro põe em foco o racismo no Brasil’, diz reportagem do jornal ‘El País’ — Foto: ‘El País’/Reprodução

Na reportagem, o jornal espanhol cita Porto Alegre como “uma cidade do Brasil mais branco” e menciona que o assassinato ocorreu em meio à campanha das eleições municipais. O ‘El País’ também relembrou a fala do vice-presidente Hamilton Mourão de que “não existe racismo no Brasil”.

Le Parisien (França)

'O Brasil se indigna depois da morte de um homem negro, espancado por agentes de segurança', diz o título da reportagem do 'Le Parisien' — Foto: 'Le Parisien'/Reprodução

‘O Brasil se indigna depois da morte de um homem negro, espancado por agentes de segurança’, diz o título da reportagem do ‘Le Parisien’ — Foto: ‘Le Parisien’/Reprodução

“É um excesso de emoção e de raiva que se expressa atualmente no Brasil”, diz a abertura da reportagem do periódico francês. O jornal lembra que o supermercado pertence ao grupo Carrefour, rede de origem francesa.

Der Spiegel (Alemanha)

'Seguranças são acusados de matar homem negro', diz título de reportagem do site da revista 'Der Spiegel' — Foto: 'Der Spiegel'/Reprodução

‘Seguranças são acusados de matar homem negro’, diz título de reportagem do site da revista ‘Der Spiegel’ — Foto: ‘Der Spiegel’/Reprodução

O site da revista alemã retratou a morte de João Alberto após o que chamou de “ataque mortal” por parte dos seguranças. “Discriminação a pessoas negras é generalizada no país sul-americano”, diz a reportagem do “Der Spiegel”.

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