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Atriz da Globo perdoa rapaz que a assaltou: “Vítima da sociedade”

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Lorena Comparato foi vítima de um assalto à mão armada em São Paulo, no último sábado (07). Nesta terça (10), a atriz Globo utilizou sua conta no Instagram para acalmar seus fãs e fazer uma reflexão sobre a situação do assaltante, dizendo que ele é “vítima de uma sociedade injusta e que previlegia poucos”.

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Lorena Comparato arrow-options
Reprodução Instagram

Lorena Comparato

De início, a atriz da Globo disse que não tinha objetos de valor quando foi abordada. “Que perigo! Acostumada a estar sempre ligada, meu celular estava embaixo da minha perna, mas dessa vez eu não vi esse cara vindo. Ele pediu de novo e eu dei. Mas pensando racionalmente agora, reagir foi uma burrice. Nesse microssegundo eu vi ele atirando em mim”. 

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“Não quero ficar traumatizada e com medo de ir para a rua por causa disso. Fiquei triste. Tenho chorado de vez em quando e deixo vir. Mas me peguei pensando muito nesse jovem. Sou privilegiadíssima. Onde ele mora? Onde ele toma banho? O que ele come? Quem conforta ele depois de toda essa situação? Estou rezando muito por ele e me questionando como chegamos a esse ponto”, continuou Lorena Comparato

“Naquela situação, fui vítima do assalto, mas ele é vitima diária de uma sociedade injusta e que privilegia poucos. O que podemos fazer para melhorar? Há como melhorar? Fico aqui agora confusa com as minhas dúvidas, medos e inseguranças. Nada realmente é garantido nessa vida. Só que ela acaba. E a maior duvida agora é: o que você vai fazer com a sua?”, disse.

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Lorena foi apresentadora da “TV Globinho” e é conhecida por sua personagem Abigail de Jesus, em “Pé na Cova”. Ela também atuou em outras produções da Globo , como “Malhação” e “Rock Story”.

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Fui assaltada em SP. Moro no RJ desde os 6 anos e ja fui assaltada algumas vezes. Quando era mais nova, fui abordada algumas vezes pelo mesmo cara na Lagoa, fugi de alguns assaltos quando sacava antes e tomei tiro no carro, em Ipanema, quando assaltavam uma loja das Casas Bahia. Tudo na Zona Sul do Rio. Furtada? Varias vezes. Mas o assalto é um trauma maior. Sabado fui assaltada em SP. Estava no carro com a janela entreaberta parada no sinal e um jovem apareceu com uma arma grande e pediu celular, alianças e relogio. Sabe qual foi minha reação? Eu disse que não tinha. Que perigo! Acostumada a estar sempre ligada, meu celular estava embaixo da minha perna, mas dessa vez eu não vi esse cara vindo. Ele pediu de novo e eu dei. Mas pensando racionalmente agora, reagir foi uma burrice. Nesse micro segundo eu vi ele atirando em mim. Juro. Na minha cabeça vi perfeitamente ele atirando e meu corpo coberto de sangue. Mas em troca de que? Um celular? Um anel? Um relogio? Dei tudo. Ele saiu tranquilo e sereno (?) caminhando, saiu colocando tudo na mochila. Fiquei muito nervosa, me sentindo impotente, invadida, abusada. Não quero ficar traumatizada e com medo de ir pra rua por causa disso. Fiquei triste… Tenho chorado de vez em quando e deixo vir… Mas me peguei pensando muito nesse jovem. Sou privilegiadíssima. Aonde ele mora? Aonde ele toma banho? O que ele come? Quem comforta ele depois de toda essa situação? To rezando muito por ele e me questionando como chegamos a esse ponto? Como as pessoas realmente acham que isso é a solução. Fomos todos criados numa sociedade competitiva, extremamente desigual e triste. A ideia errada de que o dinheiro tras felicidade é disseminada sempre, mas na pratica, sem ele, tambem nao se consegue muita coisa. A humanidade mata por nada, por um iphone, por um anel ou um carro. Que valor isso tem? Naquela situação fui vitima do assalto, mas ele é vitima diaria de uma sociedade injusta e que previlegia poucos. O que podemos fazer para melhorar? Há como melhorar? Fico aqui agora confusa com as minhas dúvidas, medos e inseguranças. Nada realmente é garantido nessa vida. Só que ela acaba. E a maior duvida agora é: o que vc vai fazer com a sua?

Uma publicação compartilhada por Lorena Comparato ❤️ (@lorenacomparato) em 10 de Set, 2019 às 2:22 PDT



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A Voz do Brasil faz 85 anos

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O programa de rádio A Voz do Brasil completa 85 anos nesta quarta-feira (22). Idade avançada para pessoas e para instituições no Brasil. Uma frase atribuída a Leonardo da Vinci, que morreu idoso para o seu tempo (aos 67 anos), sentencia que “a vida bem preenchida torna-se longa”.

Em oito décadas e meia, A Voz do Brasil preencheu a vida dos ouvintes com notícias sobre 23 presidentes, em mandatos longínquos ou breves. Cobriu 12 eleições presidenciais, e manteve-se no ar durante a vigência de cinco constituições (1934, 1937, 1946, 1967 e 1988).

programa cobriu a deposição dos presidentes Getúlio Vargas (1945) e João Goulart (1964), o suicídio de Vargas (1954), a redemocratização do país em dois momentos (1946 e 1985), o impeachment e renúncia de Fernando Collor (1992) e o impeachment de Dilma Rousseff (2016).

Além de notícias dos palácios do governo federal, A Voz do Brasil levou aos ouvintes informações sobre a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O programa narrou as conquistas do país em cinco Copas do Mundo e a derrota em duas – a mais traumática em 1950. A Voz registrou a inauguração de Brasília (1960) e cobriu a morte de ídolos como Carmen Miranda (1955) e Ayrton Senna (1994).

Pelo rádio, e pela A Voz do Brasil, muitos brasileiros souberam da invenção da pílula anticoncepcional (1960), da descida do homem na Lua (1969), dos primeiros passos da telefonia móvel (1973), da queda do Muro de Berlim (1989) e da clonagem da ovelha Dolly (1998).

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Vida longa

A longevidade do programa A Voz do Brasil é assunto de interesse de historiadores e pesquisadores da mídia de massa no país. “É curioso como um programa de rádio se torna uma constância em um país de inconstância institucional, jurídica e legislativa”, observa Luiz Artur Ferrareto, autor de dois dos principais livros de radiojornalismo editados no Brasil.

Para Sonia Virginia Moreira, professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a longa duração do programa “tem muito a ver com a própria longevidade do rádio como meio de comunicação. A morte do rádio foi anunciada várias vezes e ele segue como um veículo muito importante no Brasil.”

“Nenhum governo abriu mão dessa ferramenta fantástica. A longevidade vem da percepção que os diferentes governos tiveram que manter essa ferramenta era algo que trazia uma vantagem enorme para o governo do ponto de vista das suas estratégias e para seus objetivos”, acrescenta Henrique Moreira, professor de jornalismo e especialista em história da mídia no Brasil.

Curiosidades sobre A Voz do Brasil 

 A Voz Brasil nem sempre teve como trilha sonora de abertura trecho da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes. O Hino da Independência (1822), composto por Dom Pedro I, e Aquarela do Brasil (1939), de Ary Barroso, também serviram para marcar o início do programa.

Inauguração da transmissão do programa A Voz do Brasil, Brasília, DF.
Inauguração da transmissão do programa A Voz do Brasil, Brasília, DF. – Arquivo Nacional

A longevidade do programa A Voz do Brasil é assunto de interesse de historiadores e pesquisadores da mídia de massa no país. “É curioso como um programa de rádio se torna uma constância em um país de inconstância institucional, jurídica e legislativa”, observa Luiz Artur Ferrareto, autor de dois dos principais livros de radiojornalismo editados no Brasil.

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Para Sonia Virginia Moreira, professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a longa duração do programa “tem muito a ver com a própria longevidade do rádio como meio de comunicação. A morte do rádio foi anunciada várias vezes e ele segue como um veículo muito importante no Brasil.”

“Nenhum governo abriu mão dessa ferramenta fantástica. A longevidade vem da percepção que os diferentes governos tiveram que manter essa ferramenta era algo que trazia uma vantagem enorme para o governo do ponto de vista das suas estratégias e para seus objetivos”, acrescenta Henrique Moreira, professor de jornalismo e especialista em história da mídia no Brasil.

Curiosidades sobre A Voz do Brasil 

 A Voz Brasil nem sempre teve como trilha sonora de abertura trecho da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes. O Hino da Independência (1822), composto por Dom Pedro I, e Aquarela do Brasil (1939), de Ary Barroso, também serviram para marcar o início do programa.

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