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Saúde

Atendimentos de hemodiálise são suspensos no Hospital Regional de Rondonópolis

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Os atendimentos de nefrologia foram suspensos no Hospital Regional de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, por falta de insumos. Outros serviços, como atendimentos ambulatoriais e eletivos, que são as consultas ou cirurgias com data e hora marcadas, já estão suspensos desde o dia 8 de outubro, quando os médicos paralisaram por falta de repasses nos salários.

O Instituto Gerir informou que assim que receber os R$ 5,4 milhões, referente ao mês de setembro, vai regularizar o pagamento de médicos e funcionários. Com relação aos pacientes de hemodiálise, o instituto afirmou que o hospital tem medicamento suficiente para atender os pacientes internados.

Para novos pacientes, os insumos já foram comprados e devem chegar na próxima semana. A Secretaria Estadual de Saúde que disse que ainda não foi comunicada sobre a situação do setor de nefrologia e assim que for irá mandar uma equipe para fiscalizar e acompanhar a situação.

Uma mulher que prefere não se identificar acompanha o marido que está internado na UTI. Ele precisa fazer exames diariamente, mas não está conseguindo. Segundo ela, a médica disse que não tinha insumo e que precisou pagar pelo exame.

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Uma funcionária, que não quis se identificar, se diz indignada depois da emissão de um documento na sexta-feira (30) pelo setor de nefrologia, comunicando a suspensão de atendimentos por falta de insumos pra realização de hemodiálise.

O documento também diz que todo o serviço de nefrologia deve ser suspenso e os pacientes que estão internados devem ser transferidos para outras unidades.

Em Rondonópolis, apenas a Santa Casa teria condições de receber esses pacientes, se tiver vagas, ou então, as pessoas que precisam desse atendimento deverão ser encaminhadas para Cuiabá .

RONDONÓPOLIS

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Saúde

Servidores de hospital deflagram greve contra aumento de carga horária

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Os servidores do Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM) deflagraram greve, em assembleia geral, por discordarem do aumento de carga horária imposto pela direção da unidade, que estabeleceu 40 horas semanais e revogou a jornada de trabalho flexibilizada de 30 horas semanais.

A categoria alega que a alteração afeta diretamente aos pacientes, já que com 40 horas semanais o trabalhador precisará parar para o intervalo do almoço ou descanso, o que vai comprometer os atendimentos.

“Se um paciente passa mal neste período, o que acontece? Como explicar para um familiar que alguém teve seu quadro agravado, ou mesmo faleceu porque o trabalhador estava em seu horário de almoço? Essa portaria é uma tragédia anunciada e os trabalhadores não vão carregar este crime nas costas”, destacou Fábio Ramirez, coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores Tecnicos-Administrativos em Educação da UFMT (Sintuf-MT).

A resolução que suspende temporariamente a jornada flexibilizada no HUJM, prevista desde o Decreto 1590/1995 foi assinada pela superintendente do Hospital, Elisabet Aparecida Furtado. A Portaria tem previsão de entrar em vigor no dia primeiro de abril de 2019. Trata-se de uma ação que atinge exclusivamente os trabalhadores estatutários, ligados à UFMT. A medida não interfere nos trabalhadores celetistas, ligados à Ebserh.

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Para a coordenadora administrativa do sindicato, Leia de Souza Oliveira, o HUJM convive com uma gestão cujo perfil empresarial, aprofunda distância entre os Hospitais Universitários e as universidades.

“A missão primeira do HUJM como unidade acadêmica, estratégica para a produção e construção do conhecimento e formação de profissionais comprometidos com a transformação da realidade desigual desse país está sendo desconsiderada. Quanto às promessas de solução dos problemas de falta de recursos e de pessoal, nada aconteceu. A estrutura cara da EBSERH, provocada pelo alto número de chefias, com altos valores das funções, pela superestrutura da matriz em Brasília, má gestão administrativa e financeira e desvios de recursos públicos, demonstra uma contradição na gestão”.

O Hospital se posicinou por meio de nota, leia na íntegra: 

O Colegiado Executivo do Hospital Universitário Júlio Müller decidiu suspender a jornada flexibilizada de 30 horas semanais porque as escalas de trabalho não fecham com os servidores de Regime Jurídico Único (RJU) trabalhando em regime flexibilizado de 30 horas semanais. Para manter a oferta dos serviços contratualizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o HUJM precisa que esses servidores voltem, temporariamente, a trabalhar por 40 horas em regime de plantões, de acordo com a Instrução Normativa (IN) 02, do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG), de setembro de 2018, até que a força de trabalho do hospital universitário seja recomposta. Ou seja: até que o HUJM tenha servidores suficientes para poder fechar todas as escalas sem o pagamento de adicional de plantão hospitalar (APH).

O HUJM é o único hospital 100% público em funcionamento no Estado.  Todos os serviços médicos hospitalares e especialidades que o HUJM presta à população são disponibilizados ao SUS, onde o município de Cuiabá contratualiza os serviços e oferece à população.

A saúde pública de Cuiabá e de todo o Estado de Mato Grosso já está fragilizada com o fechamento da Santa Casa. Quem vai sofrer com a redução dos serviços hospitalares no HUJM será a população que mais precisa, menos assistida. São aquelas pessoas que dependem 100% do SUS.

Por: RepórterMT

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