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Assalto na Bomba; Etanol custa R$ 3,81 nos postos em Cuiabá

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Aumento de 22 centavos ou 6,12% no preço do etanol em um único dia surpreende consumidores de Cuiabá. Em alguns estabelecimentos da cidade o litro do biocombustível é repassado atualmente a R$ 3,81, ante R$ 3,59 no dia anterior.

Esta é a maior cotação praticada hoje, 5. O menor preço encontrado no varejo local é R$ 3,57 (l), conforme apurado pela reportagem.

Nos últimos 13 dias, o litro de etanol hidratado encareceu 52 centavos ou 15,80%. Durante a 3ª semana de fevereiro -entre os dias 14 e 20 -a maioria dos postos na Capital mato-grossense praticavam o valor máximo de R$ 3,29 (l), informa a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na semana seguinte – entre 21 a 27 de fevereiro – o produto chegou a valer R$ 3,59 (l).

Desde o início de janeiro, o etanol hidratado vem sendo reajustado sucessivamente na ponta da cadeia de consumo. Majorações que refletem o comportamento dos preços no atacado. Fabricantes do biocombustível em Mato Grosso elevaram o valor do produto 8 vezes desde o final de dezembro de 2020. De lá para cá, o etanol hidratado que era repassado a R$ 2,61 (l) pelas indústrias sucroalcooleiras subiu para R$ 3,19 (l), acumulando alta de 58 centavos ou 22,2%.

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Elevação do custo de produção e da matéria-prima são alguns fatores que encareceram o derivado vegetal em todos os elos da cadeia produtiva, segundo o diretor-executivo do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindálcool), Jorge dos Santos. “Diesel, defensivos agrícolas e fertilizantes, todos cotados em dólar, além do milho que dobrou de preço”, detalha Santos. Apesar das majorações, o preço do etanol em Mato Grosso se mantém como um dos mais baratos do país, contrapõe o executivo do Sindálcool.

GASOLINA

Em meio a mais um aumento dos combustíveis anunciado pela Petrobras nas refinarias em 2021, o preço médio da gasolina rompeu a barreira dos R$ 5, segundo levantamento exclusivo feito pela ValeCard, empresa especializada em soluções de meios de pagamentos e gestão de frotas. O valor do diesel ultrapassou os R$ 4.

De acordo com os dados, o preço médio da gasolina comum no Brasil subiu 6,57% em fevereiro na comparação com o mês anterior. Já o diesel aumentou 6,16% no período. Na última terça-feira, 2, o valor dos dois combustíveis foi reajustado em mais 5% nas refinarias.

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Com o maior percentual de alta desde o começo da curva ascendente iniciada em maio de 2020 – no total, já são nove meses de elevação consecutiva -, o preço médio do litro da gasolina no país passou pela primeira vez a barreira dos R$ 5, chegando R$ 5,162. Em fevereiro, conforme a ValeCard, as maiores altas do preço foram registradas no Amazonas (7,81%), no Paraná (7,65%) e no Distrito Federal (7,93%).

Por outro lado, Paraíba (4,84%) e Alagoas (5,23%) foram os Estados onde ocorreram as menores variações no valor do combustível no período. As capitais do Paraná (R$ 4,726) e de São Paulo (R$ 4,762) foram as que apresentam preços menores em fevereiro.

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AL e polícia civil já investigam denúncias de maus tratos e negligência em hospital de Cuiabá

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Além da Polícia Civil que já abriu investigação contra o Hospital São Judas Tadeu para averiguar denúncias de negligência e maus-tratos contra pacientes, a Câmara Municipal de Cuiabá também vai apurar a situação diante da gravidade dos relatos feitos pela técnica de enfermagem, Amanda Delmondes Benício. Até o momento, os casos de quatro pacientes já são de conhecimento público.

Na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Elizeu Nascimento (PSL) apresentou requerimento, na sessão do dia 5 de abril, para que a técnica de enfermagem compareça ao Legislativo Estadual para esclarecer as graves denúncias feitas por ela num boletim de ocorrência na Polícia Civil e também em entrevistas para a imprensa. Depois que a profissional de saúde, que trabalhou durante 50 dias no hospital particular, denunciou o caso na Polícia Civil e na imprensa, familiares de alguns pacientes também estão registrando ocorrências policiais e buscando veículos de comunicação para relatar situações semelhantes.

A delegada Luciani Barros Pereira de Lima conduz a investigação preliminar instaurada pela Delegacia da Capital, situada no bairro Planalto. Ela ouviu a técnica de enfermagem no dia 7 de abril e garante que todas as denúncias feitas pela profissional serão apuradas.

Segundo informações, a Polícia Civil já teria conhecimento de pelo menos sete boletins de ocorrência registrados por familiares de pacientes vítimas de maus-tratos no Hospital São Judas Tadeu. Dentre os pacientes que passaram pelo hospital no período em que Amanda Delmontes ainda trabalhava no local, e que segundo ela, sofreram maus-tratos e foram negligenciados, estão o major da Polícia Militar, Thiago Martins de Souza, de 34 anos, que morreu em decorrência de complicações da Covid-19, na madrugada do dia 3 e o professor Toshio Doi, de 68 anos, que faleceu na madrugada do dia 10.

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A técnica de enfermagem Amanda Delmondes afirmou que o professor Toshio Doi foi outra vítima de maus-tratos até ela intervir na situação. “No caso do senhor Toshio, tem a câmera, eu deixei a porta aberta e falei: vocês não vão deixar ele morrer não. Ele caiu da cama, eu fiz uma conchinha nele com lençol, a moça que recolhe sangue falou que vocês não podem fazer isso, ele não tem uma gase, mas eu vou tirar a gaze dele. Ela foi na sala do médico que só mandou levar. Pegou uma maca sem colchão, sem nada, eu ainda coloquei um travesseiro para que a cabeça dele não batesse. Ele estava roxo desfalecendo. O fisio falou que ele estava com a nova bactéria e nada poderia ser feito. Eu falei: pode sim”, contou ela.

Em nota, o presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Juca do Guaraná Filho (MDB), confirmou que a Casa vai apurar as denúncias. Ele solicitou ao presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social, o vereador Dr. Luiz Fernando (Republicanos), para apurar denúncia de suposto maus-tratos que o servidor Toshio Doi e outros pacientes teriam sofrido bem como as demais denúncias feitas contra o hospital.

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DIÁRIAS DE ATÉ R$ 10 MIL 

Em entrevista à TV Cidade Verde, uma mulher que tinha familiar internado do no Hospital São Judas Tadeu, relatou que além de pagar R$ 10 mil na diária, ainda era preciso pagar medicamentos à parte se houvesse necessidade de inclusão no tratamento. Além, disso segundo ela, era cobrado mais R$ 150 por dia somente para alimentação do paciente.

Além da PC, Assembleia e Câmara de Cuiabá, o Conselho Regional de Medicina e também de Enfermagem apuram as denúncias. O hospital segue funcionando normalmente.

por: Folha Max

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