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Apresentadores receberam dinheiro do governo para elogiar reforma da Previdência

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O governo de Jair Bolsonaro destinou R$ 4,3 milhões para propagandas em programas. Sendo 91% cedidos para a Record , Band e SBT fazerem propagandas para a reforma da Previdência. A Globo não recebeu nenhum investimento. Confira abaixo quanto cada apresentador recebeu.

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Jair Bolsonaro no programa do Ratinho
Gabriel Cardoso/SBT

Jair Bolsonaro no programa do Ratinho

De acordo com a Folha de São Paulo , na Record, os maiores investimentos foram para o “Hoje em Dia”, de César Filho e Ana Hickmann (R$ 983 mil por cinco inserções).

No SBT, a negociação foi feita com os programas da  Eliana (R$ 269 mil por um testemunhal), “Operação Mesquita”, de Otávio Mesquita (R$ 218 mil por três declarações), e do Ratinho (R$ 915 mil por quatro elogios).

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Na Band, Datena, do programa “Brasil Urgente”, escolhido com frequência por Bolsonaro para entrevistas. Acredita-se que ele tenha recebido R$ 331 mil no total. O comentário de Milton neves no “Terceiro Tempo” teria custado R$ 119 mil ao governo.

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A Rede TV! também teria entrado na negociação. Foram destinados R$ 153 mil para o “Luciana by Night”, de Luciana Gimenez, e R$ 290 mil para o ‘Mega Senha”, de Marcelo de Carvalho.

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Já a Globo não recebeu nenhum incentivo por parte do governo.

Não há ilegalidade na contratação de artistas ou jornalistas para fazer merchandising na TV, mas o TCU investiga a distribuição da Secom entre as TVs.

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Dólar opera em alta e chega a bater R$ 4,50 com temores de recessão

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Por G1

O dólar opera em alta nesta sexta-feira (28), à medida que a disseminação do coronavírus para fora da China levantava temores de uma recessão econômica global. No dia anterior, a moeda subiu pela sétima sessão consecutiva, renovando o patamar recorde de fechamento nominal (sem considerar a inflação). Já a Bovespa operava em queda de mais de 1%.

Às 11h37, a moeda norte-americana subia 0,52%, vendida a R$ 4,4997. Veja mais cotações.

Na véspera, a moeda dos EUA encerrou o dia negociada a R$ 4,4764, com alta de 0,80%. Na máxima, chegou a R$ 4,5016. Já o dólar turismo foi negociado ao redor de R$ 4,67, sem considerar a cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Na semana, a moeda acumula alta de 1,91%. No mês, já subiu 4,47%. No ano, o avanço é de 11,64%.

O Banco Central volta a atuar nos mercados nesta sexta-feira, realizando oferta líquida de até 20 mil contratos de swap cambial tradicional. Além disso, haverá oferta até US$ 3 bilhões em linhas com compromisso de recompra para rolagem do vencimento em 3 de março de 2020 e até 13 mil contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento em 1º de abril de 2020.

Na quinta, o BC vendeu US$ 1 bilhão em contratos de swap cambial tradicional para conter a volatilidade. Na quarta, a autoridade monetária havia colocado US$ 500 milhões nesses ativos, em oferta líquida.

Entenda os impactos do avanço do coronavírus na economia global e brasileira

Tensão global

O avanço da epidemia do novo coronavírus pelo mundo tem provocado abalos nos mercados globais e tem elevado as preocupações de investidores e governos sobre o impacto da propagação do vírus nas cadeias globais de suprimentos, nos lucros das empresas e na desaceleração do crescimento da economia global.

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Embora o maior número de casos confirmados e os principais impactos ainda estejam concentrados na China, o coronavírus já se espalhou por mais de 40 países de todos os continentes, provocando o fechamento de fábricas, interrupção de produção, fechamento do comércio e a paralisação de atividades também em países como Coréia do Sul, Japão e Itália.

Por conta de fluxos elevados de capitais para mercados de menor risco, o dólar segue se valorizando frente a outras moedas, em especial moedas de países emergentes como o real.

No exterior, as principais bolsas europeias recuavam nesta sexta, caminhando para a pior semana desde a crise de 2008. Na China, os índices acionários encerraram o pior mês desde maio do ano passado, com os temores sobre o surto de coronavírus se tornar uma pandemia.

Impactos no PIB do Brasil
Além das preocupações sobre o impacto do coronavírus, o dólar mais valorizado nas últimas semanas tem refletido os juros em mínimas históricas no Brasil e as perspectivas sobre o ritmo de crescimento da economia brasileira e andamento das reformas.

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, afirmou nesta sexta-feira à GloboNews (veja no vídeo acima) que o coronavírus deverá levar à revisão na estimativa de Produto Interno Brasileiro (PIB).

A secretaria comandada por Sachsida é responsável por fixar as projeções oficiais do governo para a economia e chegou a anunciar em janeiro deste ano um aumento na previsão de crescimento, alterando a expectativa de 2,32% para 2,40%. Segundo o secretário, a nova revisão do número deve ser anunciada até o fim da semana que vem.

Na quinta, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, reconheceu que o avanço do coronavírus pode ter impacto no crescimento mundial e “afetar todo mundo, inclusive o Brasil”. Ele acrescentou que a Secretaria de Política Econômica (SPE) deverá rodar em breve uma nova projeção para o crescimento da economia em 2020.

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“Está assustando todo mundo pois pode ter impacto muito forte no desaquecimento da economia mundial, isso impacta a exportação de todo mundo. Tem desorganização de cadeias produtivas, organizadas em países asiáticos. É um fenômeno que está todo mundo se debruçando agora. O risco é no preço de commodities e em um crescimento menor do mundo. A gente tem de estar preparado e lidar com a situação”, afirmou.
O Bank of America Merrill Lynch reduziu na quinta-feira sua perspectiva de crescimento econômico do Brasil em 2020 para 1,9%, citando impactos do coronavírus nas exportações e contínuos indicadores de atividade econômica sem sinal uniforme.

O mercado brasileiro reduziu para 2,20% a previsão a alta do PIB em 2020, segundo a pesquisa Focus do Banco Central, divulgada nesta quarta, mas diversos bancos e consultorias já estimam um crescimento abaixo de 2%.

Já a projeção do mercado para a taxa de câmbio no fim de 2020 subiu de R$ 4,10 para R$ 4,15 por dólar. Para o fechamento de 2021, subiu de R$ 4,11 para R$ 4,15 por dólar.

A redução sucessiva da Selic desde julho de 2019 também contribui para uma maior desvalorização do real ante o dólar. Isso porque diminuiu ainda mais o diferencial de juros entre Brasil e outros pares emergentes, o que pode tornar o investimento no país menos atrativo para estrangeiros e gerar um fluxo de saída de dólar. E cresce no mercado as apostas sobre a chance de um possível novo corte na Selic, atualmente em 4,25% ao ano.

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