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Após polêmica na Bienal, deputado quer ouvir depoimento de Felipe Neto

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O deputado federal Túlio Gadêlha (PDT-PE) quer ouvir Felipe Neto na Comissão Parlamentar Mista de Inquéirto ( CPMI ) das Fake News. Ele apresentou requerimento, na terça-feira (10), para que o youtuber seja convidado a prestar depoimento no colegiado sobre suposta ação contra ele nas redes sociais, depois de polêmica na Bienal do Livro, no Rio de Janeiro.

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Reprodução/ Instagram @felipeneto

Felipe Neto

O requerimento precisa ser aprovado pelos integrantes do colegiado para que o youtuber Felipe Neto seja chamado a falar aos parlamentares. O convite pode ser votado na próxima reunião do grupo, na semana que vem.

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No requerimento, Túlio Gadêlha cita a polêmica envolvendo Neto na Bienal do Livro no Rio de Janeiro. O youtuber anunciou a compra de 14 mil livros com a temática LGBT para distribuí-los gratuitamente no evento. Foi uma reação à tentativa do prefeito Marcelo Crivella de recolher a história em quadrinhos “Vingadores – A Cruzada das Crianças” de um estande, sob argumento de ter “conteúdo sexual para menores”.

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Na obra, escrita por Allan Heinberg e desenhada por Jim Cheung, dois dos jovens vingadores, Wiccano e Hulkling, são namorados e se beijam.

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Ao anunciar sua doação, Felipe Neto  se tornou alvo de ataques nas redes. “No Twitter, a hashtag #PaisContraFelipeNeto começou a ser compartilhada e ganhou impulso. Dessa forma, a vinda do Sr. Felipe Neto, com o objetivo de prestar informações a CPMI, é fundamental. Referido youtuber acusa o PSL de criar a hashtag e colocar ‘bots’ para impulsioná-la e disseminá-la na web”, argumenta Gadêlha no requerimento.

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Monja Coen diz que o autoconhecimento pode ser antídoto para pandemia

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O programa Impressões, da TV Brasil, convidou a Monja Coen, fundadora da Comunidade Zen Budista Zendo Brasil, para falar sobre as aflições típicas dos tempos de pandemia e apontar caminhos para se buscar o equilíbrio neste momento.

Mestra dos ensinamentos de Buda e autora de diversos livros, ela recomenda a meditação, que começa pela respiração consciente. Coen admite: “Quando comecei a meditar era muito difícil. Colocava um reloginho à minha frente e cinco minutos pareciam uma eternidade. Era um horror”. Durante a entrevista, a monja ensina algumas técnicas que podem ajudar os iniciantes na prática, que garante trazer alívio para incômodos emocionais comuns neste período, como ansiedade, medo e raiva.

“Você perceber o que está acontecendo com você é a única maneira de você ter algum controle. E não é controlar as emoções. É percebê-las e deixar que passem. Quando a gente fala de budismo, a gente fala de autoconhecimento e autoconhecimento é libertação”, afirma a religiosa.

Este não é um momento para acerto de contas emocionais, nem para remoer os rancores, segundo a monja, mas de considerar tudo o que foi vivido como uma bagagem extra para encarar o presente com plenitude.

“O que passou serviu como uma experiência para o que estamos passando agora, e o que vai chegar, ainda não chegou. Estar presente no momento e ver com plenitude o agora é a única maneira de atravessarmos (esta fase). Só tem uma maneira: atravessar com presença pura. Nós dizemos, no budismo, que presença pura é sabedoria”, ensina Coen.

A missionária zen-budista declara respeito a outras religiões e reconhece que, qualquer que seja o caminho escolhido, exige determinação.

“A mente é incessante e luminosa. Ela não para. Tem inúmeros estímulos. Você pode perceber esses estímulos todos e escolher o que você quer estimular. Como você escolhe que programa você assiste, que livro você lê, como você escolhe seus amigos e como você conversa com essas pessoas e quais são os assuntos. Através das nossas escolhas, nós vamos encontrando estados mentais. E podemos encontrar estados mentais de tranquilidade que a gente chama de estado Buda, de sabedoria e compaixão, onde há tranquilidade, assertividade e ternura”, afirma.

A monja explica que o estado mental tem relação com a imunidade. Manter aceso o olhar curioso da criança, de ver o mundo de uma forma inédita e se apaixonar pelos pequenos detalhes, pode ser um hábito poderoso. “A imunidade depende do nosso estado de tranquilidade. Não só, mas muito. Quando o coração fica quentinho, quando é gostoso. A gente tem que encontrar alguma coisa na vida que sinta prazer em ver”, acrescenta.

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Quanto aos questionamentos com os quais muitas pessoas se deparam na atual situação, a monja é assertiva: “Pare de se lastimar e falar ‘queria poder abraçar’. Tem que ser bom agora. Onde você está é o melhor lugar do mundo, porque sua vida está aqui. Aprecie a sua vida. Aprecie as pessoas perto de você”.

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