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Mato Grosso

Após denúncia, Sema apreende mais de 170kg de pescado irregular no Araguaia

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) apreendeu 172 kg de pescado irregular na manhã desta quinta-feira (10.01) em Barra do Garças (a 421 km de Cuiabá).

A apreensão ocorreu após denúncias recebidas pela equipe da Diretoria da Unidade Desconcentrada (DUD) do município. A equipe flagrou dois pescadores, que abandonaram um barco às margens do rio Araguaia e fugiram. Dentro da embarcação estavam 10 peixes da espécie piraíba, também conhecida como filhote, que tem a pesca proibida no estado. A Sema-MT doou o pescado apreendido para o asilo Associação Beneditina de Providência.

Com a ajuda de denúncias feitas pela população, a DUD de Barra do Garças vem realizando operações de fiscalização nos rios Araguaia e Garças, que cortam o perímetro do município, em busca de pescadores que têm infringido o período proibitivo. Já foram apreendidas mais de 80 redes, além de outros materiais de pesca predatória.

O diretor da unidade desconcentrada, David Lincoln de Campos, garante que a população tem ajudado com informações para subsidiar as operações de fiscalização, mas afirma que os pescadores também precisam ter consciência da conservação das espécies: “Os pescadores precisam se lembrar que não se pode pescar na piracema. E a Sema tem trabalhado para conscientização de todos sobre a importância do período proibitivo. Continuamos a chamar a população para nos auxiliar nessa missão”.

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A pesca do peixe filhote assim como o dourado é proibida em Mato Grosso durante todo o ano. Essas espécies estão protegidas em virtude do possível risco de extinção e da conservação da biodiversidade das bacias hidrográficas de Mato Grosso.

Piracema

A Piracema é período em que os peixes estão em processo de reprodução. A pesca nesse período é crime e acarreta em prisão e multa que varia de R$ 1 mil a R$ 100 mil com acréscimo de R$ 20 reais por quilo de peixe encontrado. 

A pesca amadora e o pesque e solte também estão proibidas neste período, que vai até 31 de janeiro.

Na piracema só é permitida a pesca de subsistência, que é praticada por comunidades ribeirinhas que depende do peixe para sua alimentação. A cota diária por pescador (subsistência) será de 3 kg ou um exemplar de qualquer peso, respeitando os tamanhos mínimos estabelecidos pela legislação para cada espécie. Porém os ribeirinhos devem consumir os peixes imediatamente e não podem transportar ou comercializar o pescado. 

A Sema-MT atende a população para dúvidas e denúncias pela ouvidoria 0800-65-3838, pelo site do órgão ou pelo aplicativo MT Cidadão. 

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Mato Grosso

Estudantes da Escola Técnica de Lucas do Rio Verde criam projeto para descarte de resíduos sólidos

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Nas últimas décadas, os resíduos de construção e de demolição estão se tornando um dos principais agentes para a poluição ambiental. Pensado nisso, os estudantes do curso técnico em Edificações da Escola Técnica de Lucas do Rio Verde estão desenvolvendo um projeto de separação e destinação correta dos resíduos sólidos da construção civil.

A professora responsável pela disciplina Gestão de Resíduos, Fernanda Rosa explica que o projeto promove a prevenção qualitativa, com a escolha de materiais duráveis ou que possibilitem seu reaproveitamento ou reciclagem. Além disso, ela orienta as empresas para a mudança de hábitos e atitudes diante dos problemas ambientais, estimulando a busca por soluções. “Achamos viável fazer um projeto que oferecesse soluções para o problema dos resíduos sólidos gerados pela construção civil”, afirma.

O projeto começou em fevereiro deste ano e funciona duas vezes por semana. “São pequenas ações que podem fazer a diferença para o nosso planeta”, lembra o aluno Jonilson Dias.

Fernanda conta que os alunos estão construindo maquetes em sala de aula, colocando em prática o que aprendem na teoria. “Diante deste cenário, a viabilização da reciclagem dos resíduos sólidos é imprescindível. A coleta seletiva é um processo que envolve mudança de valores e atitudes, e que, para dar certo, precisa que o cidadão e as empresas estejam conscientes de sua importância”.

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De acordo com ela, o produto reciclado não pode ser usado na estrutura de prédios, mas são perfeitos para casas, pisos, ruas e estradas: “Tudo o que eu posso fazer com material natural eu posso fazer com material reciclado desde que ele seja devidamente trabalhado, estudado para que a gente faça uma dosagem perfeita pra que esse uso seja semelhante”.

O diretor da Escola Técnica, José Mainardi explica que os trabalhos relacionados à preservação do meio ambiente são de suma importância para educar as novas gerações sobre a necessidade do cuidado com o planeta. “Nossa intenção é formar multiplicadores. Eles aprendem e repassam para os outros profissionais. A intenção é que esse público acabe com velhas práticas, que terminam por danificar o meio ambiente”.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Resíduos da Construção Civil (Abrecon), o Brasil tem 310 usinas de reciclagem. Há espaço para muito mais. “Somente 36% dos municípios têm um plano efetivo, tem previsto o uso preferencial do agregado, esse é um dos grandes gargalos que a usina tem”, diz Hewerton Bartoli, presidente da Abrecon.

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Fonte: GOV MT
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