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Aneel aprova reajuste de 11,29% na conta de energia elétrica a partir da próxima segunda-feira

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (2), o índice de reajuste tarifário da Energisa Mato Grosso em 11,21% para as residências e 11,49% para as indústrias. O efeito médio para o consumidor é de 11,29% e começa a valer a partir da próxima segunda-feira, 8 de abril. O reajuste anual é um processo regulado pela Aneel e está previsto no contrato de concessão da empresa. A distribuidora fornece energia para 1,4 milhão de unidades consumidoras localizadas no estado do Mato Grosso

Os contratos apresentam regras bem definidas a respeito das contas de luz, bem como a metodologia de cálculo dos reajustes. Pela norma, o valor da tarifa poderá ser reajustado anualmente, o chamado Reajuste Tarifário Anual, e a cada cinco anos no processo de Revisão Tarifária Periódica.

Para o calcular o reajuste, conforme estabelecido no contrato de concessão, a Agência considera a variação de custos associados à prestação do serviço. O cálculo leva em conta a aquisição e a transmissão de energia elétrica, bem como os encargos setoriais. O reajuste da Energisa Mato Grosso foi impactado pelo aumento dos custos de aquisição de energia, como por exemplo, da Usina Hidrelétrica de Itaipu que é precificada em dólar.

Entenda

A conta de energia elétrica é dividida em duas parcelas. A parcela ‘A’ inclui os custos com encargos setoriais, transporte e compra de energia, que são alheios à distribuidora – no caso, a Energisa Mato Grosso. Já a Parcela ‘B’ inclui os cursos gerenciáveis diretamente pela distribuidora local.

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O cálculo do reajuste de 2019 veio na seguinte porcentagem: 0,13% a mais no transporte, 10,45% a mais na compra de energia e 2,31% a menos nos encargos setoriais (parcela A) e aumento de 3,02% na distribuição (parcela B, responsabilidade da Energisa Mato Grosso). Essa ‘diminuição’ de 2,03% nos encargos setoriais está relacionada à quitação antecipada de uma dívida, que deveria ser paga somente em abril de 2020.

Segundo Riberto José Barbanero, diretor-presidente da Energisa Mato Grosso, o aumento na distribuição foi inferior ao aumento da inflação em 2018. “Os 3% [de aumento] da distribuição tem que financiar nossas despesas operacionais, e todo investimento que a gente faz em melhorias de qualidade. Pra isso nós temos pessoal trabalhando, compra de material em grande volume, pagamento de fornecedores que prestam serviços pra nós”, explica. “A gente teria até um percentual maior, que seria algo em torno de 4%, que está dando na inflação. Mas a gente consegue uma melhor eficiência operacional, então esse quase 1% abaixo da inflação vem da eficiência da empresa”.

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Sobre o grande ‘responsável’ pelo aumento da conta, a ‘compra da energia’, ele complementa: “Cada vez mais os nossos reservatórios estão sentindo no nível de água o maior consumo e aumento de demanda por energia elétrica, isso tem gerado a necessidade de mais usinas termelétricas entrarem na produção pra poder suportar toda essa carga que vem sendo demandada no Brasil, porque isso é uma malha única no Brasil, não é exclusividade de Mato Grosso. Com essa demanda aumentando no Brasil e a necessidade de incluir usinas termelétricas a diesel, com o preço do derivado do petróleo, tem colocado o custo de produção de energia muito maior, e que nós temos que apresentar na nossa conta pros clientes, embora a gente não fique com um centavo disso”.

Na prática, o valor que se paga na conta de luz é dividido em média em 31,28% para a geração de energia, 4,13% na transmissão, 39,66% para impostos (governo federal, estadual e municipal) e 24,93% na distribuição (responsabilidade da Energisa). É possível ver este valor no boleto, logo abaixo do ‘total a pagar’.

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Brasil / Mundo

Telescópio Hubble divulga imagem inédita de nebulosa do Caranguejo do Sul

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Telescópio comemora 29 anos no espaço. Objeto cósmico é formado por duas estrelas desiguais.

O telescópio Hubble divulgou nesta quinta-feira (18) uma imagem inédita da nebulosa do Caranguejo do Sul para comemorar seus 29 anos no espaço.

A nebulosa é um dos muitos objetos que o Hubble desmistificou ao longo dos anos no espaço. Segundo o comunicado da Nasa e da Agência Europeia Espacial (ESA, na sigla em inglês), a nova imagem aumenta a compreensão sobre a nebulosa e demonstra as capacidades continuadas do telescópio.

Todo ano, para comemorar seu “aniversário”, o telescópio divulga uma nova imagem de seus objetos de estudo no espaço que sejam bonitos e significativos.

Par de estrelas forma a nebulosa

A nebulosa do Caranguejo do Sul tem estruturas aninhadas em formato de ampulheta e foi criada pela interação entre um par de estrelas no seu centro. O par desigual consiste em uma estrela gigante vermelha e uma estrela anã branca.

Uma estrela anã é pequena para ser qualificada como estrela, ou seja, tem massa menor e raio inferior às gigantes. É o tipo mais comum e o Sol é uma estrela anã. Já a estrela gigante é uma estrela de raio e luminosidade maiores.

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A gigante vermelha é uma estrela luminosa em fase avançada da evolução estelar.

No caso da nebulosa do Caranguejo do Sul, a estrela gigante vermelha está derramando suas camadas externas na última fase de sua vida antes de também viver seus últimos anos como uma anã branca. Parte do material que sai da gigante vermelha é atraído pela gravidade da sua companheira.

De acordo com a ESA, quando uma quantidade suficiente deste material é puxada para a estrela anã branca, ela também ejeta o material para fora em uma espécie de erupção, criando as estruturas da nebulosa. Eventualmente, a estrela gigante vermelha terminará este processo de eliminar suas camadas externas e parará de alimentar sua companheira. Antes disso, mais erupções podem ocorrer, criando estruturas ainda mais complexas.

A nebulosa foi descrita pela primeira vez em 1967, mas era considerada uma estrela comum até 1989, quando foi observada com ajuda de telescópios. A imagem resultante mostrou uma nebulosa extensa em forma de caranguejo, formada por bolhas simétricas de gás e poeira.

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Em 1999, o Hubble voltou a fazer imagens da nebulosa revelando toda sua estrutura e sugerindo que o fenômeno que criou as bolhas externas ocorreu duas vezes no passado astronômico recente.

A nova imagem feita pelo Hubble contribui para o estudo da história de um objeto ativo e em evolução.

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