conecte-se conosco


Mato Grosso

Alunos têm aula de educação financeira e aprendem a poupar e investir

Publicado

A Escola Estadual Antônia Moura Muniz, localizada no município de Juína (a 735 quilômetros a Noroeste da Capital), concluiu um trabalho de educação financeira no intuito de desenvolver hábitos de poupar e investir. O tema é considerado tão importante que, além dos alunos, os profissionais da educação da escola também participaram. O projeto foi desenvolvido em parceria com o Sistema de Crédito Cooperativo (Sicred).

Segundo a diretora Luciana Ledo Peres Ruis, numa primeira etapa, foram realizadas palestras para turmas do 6º ano do ensino fundamental ao 1º ano do Ensino Médio. Alunos e profissionais da educação tiraram suas dúvidas sobre o assunto.

Para os alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, os professores realizaram um trabalho de leitura, utilizando revistas em quadrinhos da Turma da Mônica, que destacavam o hábito financeiro.

“Foram três gibis da turma da Mônica com títulos bem direcionados como “a recompensa de quem sabe administrar dinheiro”, “orçamento familiar” e “de onde vem o dinheiro”. Com isso foi possível as crianças terem noção de educação financeira”, destaca.   

Leia mais:  PM recupera três veículos em Lucas do Rio Verde e Rondonópolis

Após a leitura das revistas, a professora Dirlene Gomes de Ávila realizou o trabalho com uma turma de 24 alunos do 3º ano, desenvolvendo uma aula prática e dinâmica voltada para a educação financeira.

Durante essa aula os alunos realizaram transações financeiras, receberam e utilizaram cheques, cartões de crédito, caixa eletrônico, além de ganhar um cofrinho confeccionado pela professora e algumas moedas para que aprendam a poupar.

Numa das aulas, os alunos aprenderam a usar o caixa eletrônico, feito de papelão, e também o cartão de saque. Para isso aprenderam que tem que usar uma senha. Além disso, os alunos conheceram as cédulas do real em circulação.

A aluna Anadir da Silva era uma das mais entusiasmadas. “Vou economizar para quando crescer, ter uma vida boa”, relata.

O resultado foi tão bom que surpreendeu a professora. “Os alunos, futuros investidores, pareciam se sentir homens e mulheres de negócio. Eles ficaram entusiasmados ao trabalhar com dinheiro”, observa.

Na avaliação da diretora, o trabalho não poderia ser melhor, uma vez que todos se envolveram e ficaram satisfeitos com a noção de educação financeira.

Leia mais:  Governo vai priorizar contratação de funcionários da Santa Casa

“Acreditamos enquanto equipe gestora que esse trabalho é de grande relevância não só para a escola, mas principalmente para a sociedade. Acreditamos que um cidadão organizado financeiramente contribui para o crescimento de uma sociedade próspera”, assinala.

Comentários Facebook
publicidade

Mato Grosso

Atividades legislativas são intensificadas no primeiro semestre de 2020

Publicado

Manter a economia em constante crescimento, reduzir os gastos públicos, melhorar a logística para a exportação da produção agropecuária, melhorar a malha viária estadual, estruturar com qualidade a educação e a saúde e atrair novos investimentos para Mato Grosso. Esses eram alguns dos pontos que seriam discutidos pela Assembleia Legislativa, no primeiro semestre de 2020, no decorrer dos trabalhos da Casa de Leis.

Entretanto, a crise sanitária mundial, instalada com a pandemia do novo coronavírus, mudou parte da pauta de trabalho e a forma de os parlamentares exercerem suas atividades legislativas. A Covid-19 teve o epicentro na China, na cidade de Wuhan, no final de 2019. No Brasil, o primeiro caso surgiu em fevereiro de 2020, em São Paulo. Em Mato Grosso, o vírus fez a primeira vítima em março, em Cuiabá.

Em Mato Grosso, o caos na saúde foi uma questão de tempo. Preocupados com a situação e com o objetivo de minimizar a falta de regras tributárias e sanitárias para o enfrentamento da Covid-19, os deputados resolveram votar matérias – todas com dispensa de pauta – que reduzem o custo de importação e produção de artigos usados nas unidades hospitalares públicas e privadas em Mato Grosso.

Para acelerar a tramitação das matérias exclusivas de combate ao vírus, a Mesa Diretora publicou a Resolução Administrativa nº 07/2020, no dia 17/3/2020, alterando os trabalhos administrativos e a forma de realização das sessões ordinárias e extraordinárias, das reuniões de comissões permanentes  e lideranças partidárias e das audiências públicas. Passariam, então, a ser feitas de forma remota.

Já os servidores efetivos e comissionados passaram a executar as atividades administrativas na forma home office. O acesso do público externo às dependências da Assembleia Legislativa foi restrito. O atendimento feito no Espaço Cidadania João Paulo II – Procon, Defensoria Pública e Politec – foi suspenso. A medida restritiva sanitária atendia às diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS) para evitar a propagação do vírus.

Nesses quatro meses de trabalho remoto, as pautas das matérias com vista a combater a Covid-19 foram intensificadas. Nesse ínterim, os deputados estaduais apresentaram 277 proposições voltadas a minimizar o caos do novo coronavírus às famílias e aos setores produtivos mato-grossenses. Desse total, 26 já viraram leis e estão em pleno vigor. Uma das propostas que virou lei é a que reduz o ICMS de produtos utilizados por médicos, cidadãos, hospitais e laboratórios e comércios no combate à Covid-19.

Leia mais:  Alunos de escola plena aprendem matemática praticando gastronomia

Mas os debates não ficaram restritos a discutir e votar proposta para combater a doença; outros temas também foram debatidos pelos parlamentares. Antes de o presidente Eduardo Botelho (DEM) suspender as atividades legislativas por 18 dias em cumprimento ao recesso administrativo do Parlamento, os deputados e a equipe econômica do governo, em parceria com a sociedade civil organizada, realizaram duas audiências públicas para discutir o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentária (PLDO) nº 503/2020, que já recebeu 78 emendas.

Ainda no primeiro semestre de 2020, mesmo tendo sido apresentado no final de 2019, os deputados aprovaram em 2ª votação o Projeto de Lei Complementar nº 96/2019, que alterou a alíquota da previdência dos servidores públicos estaduais de Mato Grosso de 11% para 14%. O governo do estado já está descontando esse novo percentual dos salários dos servidores estaduais.

Nessa mesma linha, os deputados discutiram mais duas propostas que mexem com a vida do servidor público estadual. Ambas foram aprovadas em primeira votação. Uma delas é a Proposta de Emenda à Constituição nº 06/2020, da Reforma da Previdência, que já recebeu 112 emendas. Esse texto altera o tempo de contribuição e a idade mínima à aposentadoria dos servidores. A PEC foi aprovada em 1ª votação.

Outra matéria que obrigou os deputados a manterem diálogo constante entre os servidores estaduais e as equipes econômicas do governo é o Projeto de Lei Complementar nº 06/2020, instituindo o Regime de Previdência Complementar para os servidores públicos titulares de cargo efetivo, membros dos órgãos que menciona e militares do estado de Mato Grosso. Esse PLC já foi aprovado em 1ª votação e tem 10 emendas em seu texto original.

Leia mais:  Primeiro mês do ano registra oito homicídios de vítimas femininas

Nesse período de pandemia, outras pautas também mobilizaram o Parlamento. Uma delas trata da volta às aulas dos alunos das redes pública e privada de Mato Grosso. Para isso, foi instalada uma comissão especial para discutir o assunto com os diversos segmentos ligados à educação fundamental, ao ensino médio e superior no estado. Até o momento, a tese formada é de as aulas voltarem de forma gradual e com segurança.

É importante destacar o trabalho das comissões permanentes, que, mesmo com o acesso limitado, realizaram diversas reuniões ordinárias e extraordinárias, possibilitando que as proposições estivessem aptas para serem votadas em Plenário. Antes da Covid-19, a Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social realizou várias visitas a unidades hospitalares de Cuiabá e do interior do estado.

Os deputados também aprovaram projetos de resolução que reconhecem o estado de calamidade pública de 35 municípios mato-grossenses, de um total de 141. De acordo com as proposições, por motivo inesperado na saúde pública causado pelo novo coronavírus, as cidades não precisam, por exemplo, cumprir os prazos legais para contratação imediata de pessoal para fazer frente às necessidades emergenciais no combate à Covid-19.

Enquanto isso, durante esse período de pandemia, nove deputados e pelo menos 38 servidores da Assembleia Legislativa foram contaminados pela Covid-19. Os deputados que testaram positivo ao novo coronavírus foram: Paulo Araújo (PP), Ondanir Bortolini – Nininho (PSD), Eduardo Botelho (DEM), Faissal Calil (PV), Allan Kardec (PDT), Max Russi (PSB), Wilson Santos (PSDB), Valmir Moretto (Republicanos) e Thiago Silva (MDB).

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

Mato Grosso

Entretenimento

Esportes

Mais Lidas da Semana