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Cidades

Alunos e professores do município conhecem projeto que dá destinação correta a resíduos

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Alunos, pais e toda comunidade escolar da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Madre Marta Cerutti, no bairro Bela Vista, participaram na segunda-feira (5), da apresentação do Projeto Biogás e Eco-Alfabetização na Escola Cuiabana. A palestra envolveu técnicos da empresa parceira da Prefeitura de Cuiabá, além de técnicos do município que acompanham o projeto.

A Técnica de Nutrição Escolar (TNE) da unidade, Sandra Soares Mendes, acompanhou a instalação do biodigestor no terreno da escola e dos tubos que conduzem o gás para a cozinha e vai auxiliar no preparo da alimentação diária dos alunos e, não fazia ideia de que a energia produzida pelo equipamento viria dos restos e detritos de comida que antes iam para o lixo.  “O fogão é prático, rápido, o método é bem simples, e a chama que vem no encanamento é forte. Em questão de dois minutos, você faz um cafezinho da hora”, observou a TNE ao afirmar que o sabor da comida, não sofre nenhuma alteração em relação ao tipo de gás empregado.

O biogás foi instalado em caráter experimental em cinco unidades educacionais da rede. No período de um ano e meio será feita uma avaliação do projeto levando em conta os investimentos equipamentos, pessoal técnico de campo, e o retorno para o município.

O representante da empresa parceira que detém a tecnologia, a Eco-Energy, Evanildo Rafael, contou que tudo começou em 2012 quando o pais buscava novas matrizes de energia. Os pesquisadores encontraram a nova tecnologia no Estado de Israel (país no Oriente Médio). Em 2018, o biogás chegou oficialmente ao Brasil e foi trazido para Mato Grosso, e consequentemente para a Cuiabá. “Hoje temos alguns modelos instalados em Cuiabá, em parceria com a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Educação, em cinco unidades educacionais, além de restaurantes da cidade e, nossa intenção é buscar parcerias com outros municípios do interior do Estado”, disse Evanildo Rafael.

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O sistema foi pensando para utilizar resíduos orgânicos e a partir daí, produzir gás Metano e o bio fertilizante.  O equipamento compreende um tanque de biodigestão com capacidade de 1.200 litros, e um reservatório que armazena cerca de 700 litros de gás Metano por dia, gerando uma autonomia de gás por duas horas e meia a três horas de funcionamento de uma boca de fogão. “O ideal é que o sistema seja alimentado com 5 kg de resíduos por dia. Mas, como a gente sempre vai ter resíduo em decomposição dentro do tanque de biodigestão, se ele ficar um ou dois dias sem ser alimentado, ainda assim, terá resíduo em decomposição produzindo o gás”, explicou Evanildo Rafael.

A monitora do projeto Biogás e Eco-Alfabetização na Escola Cuiabana, Edilaine Cristina da Silva Almeida, disse que a energia gerada é limpa, autossustentável, ecológica e de baixo custo. Ela contou que as unidades educacionais já realizam projetos de educação ambiental com seus alunos e agora estão tendo a oportunidade de subir um degrau a mais com a proposta. “Com a parceria firmada pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Educação, estamos saindo da sala de aula para a prática. Nossa proposta é avançar no tema para que a educação ambiental possa trazer impactos positivos ainda maiores no cotidiano da escola, onde o aluno possa fazer o seu saber pedagógico, e também na comunidade”, contou Edilaine Cristina Silva Almeida, que também é engenheira Agrônoma da Secretaria Municipal de Educação.

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Na EMEB Madre Marta Cerutti, assim como nas outras quatro unidades onde o sistema funciona em caráter experimental, os equipamentos foram instalados durante o período do recesso escolar e já estão recebendo os resíduos orgânicos e restos de alimentos da cozinha. Além do gás que será produzido, o bio fertilizante vai adubar as hortas, pomares e jardins da escola, o que significa que nenhum resíduo sobrará do processo.

“Nos próximos meses, vamos avaliar e mensurar os resultados, mas com o processo ganham os alunos, com o enriquecimento da proposta pedagógica das unidades, a comunidade e o meio ambiente. Para se ter uma ideia, com o sistema, que é bastante simples, deixamos de descartar no meio ambiente até cinco quilos de restos de comida. Saímos de um passivo ambiental e estamos trazendo um ativo ambiental e economia para o município”, destacou Edilaine. 

Além dos professores, alunos e servidores da EMEB Madre Marta Cerutti, o diretor Administrativo e de Patrimonio da SME, Marcio Roberto Daima acompanhou a apresentação.

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Cidades

Assistência Social recebe 500 cestas básicas da Aprosoja para doação a famílias cadastradas nos Cras

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A contribuição soma com os outros trabalhos desenvolvidos pelo Município, visando amenizar os impactos da Covid-19

A Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência recebeu a doação de 500 cestas básicas na tarde desta quarta-feira (05). Desta vez, os mantimentos vieram da ajuda solidária da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja-MT) e faz parte do Programa Agrosolidário, que veio para complementar e amenizar a situação da crise social e econômica provocada pela pandemia da Covid-19 no Brasil. Mais de duas mil cestas já foram entregues pela iniciativa.

As cestas básicas, compostas por alimentos não perecíveis, produtos de limpeza e de higiene pessoal serão distribuídas conforme demandas apresentadas pelas unidades dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras).

“Essa doação veio para somar com os nossos trabalhos, que têm como foco principal as famílias em situação de vulnerabilidade social. Serão mais 500 famílias beneficiadas e atendidas nesse momento de enfrentamento a pandemia do novo coronavírus”, disse a secretária-adjunta de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, Clausi Barbosa.

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Para o diretor administrativo da Aprosoja, Lucas Beber, essas ajudas que estão sendo realizadas às famílias carentes não só da Capital como de todo Estado foi a forma de retribuir e mostrar para qual missão a Associação foi criada em Mato Grosso. “Nós, da Aprosoja, gostaríamos muito de ajudar as famílias que foram atingidas pela Covid-19 e, por sermos uma associação de produtores de soja e milho, pensamos em doar alimentos. E o sentimento é de gratidão, de saber que essas famílias terão um pouco amenizada essa situação que o mundo está vivendo”, complementa Lucas.

“Esperamos que mais parcerias como essa da Aprosoja sejam efetivadas. Quanto mais doações mais famílias poderão ser assistidas”, concluiu Clausi.

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