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Cultura

Agricultor doa 780 moedas para Museu Nacional do Rio de Janeiro

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Em um pequeno sítio de quatro hectares na zona rural de Cuiabá vive um brasileiro, que como tantos outros, começou a trabalhar muito cedo e não teve oportunidade de estudar. Moacir da Silva Ayres, de 56 anos, vive do que planta e colhe no assentamento.

Mas um presente que ganhou do pai, quando tinha apenas 11 anos, despertou em Moacir o espírito de colecionador. Ele ganhou duas moedas antigas, uma de 200 e outra de 400 réis. A partir daí, não parou mais. Hoje tem 780 moedas antigas.

Na adolescência, trabalhou como pedreiro e dava desconto para quem arrumasse alguma moeda antiga.

“A senhora não tem moeda? Eu faço abatimento no serviço. Para ela não tinha valor, porque ela era antiga, mas para mim já tinha por que fui criando amor nas moedas que meu pai tinha me dado. Então eu fazia abatimento e ela dizia: ‘tá bom meu filho, tá bom’”, conta o pequeno agricultor.

A paixão pelas moedas antigas foi crescendo e a coleção também. Nem ele sabe ao certo quantas moedas tem, nem o valor comercial que podem ter, mas para ele o valor é incalculável.

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“Eu criei amor nas moedas. Fui juntando, juntando, trabalhando, fazendo reforma”, diz Moacir, emocionado.

Durante todos esses anos o maior patrimônio de Moacir não estava no banco. Estava guardado, bem escondido, dentro de casa. Mas, no mês passado, enquanto assistia ao Jornal Nacional, foi surpreendido com uma notícia que o deixou muito triste. Pela primeira vez, Moacir pensou em se desfazer da coleção de moedas.

“Quando iniciou o jornal, passou aquele negócio da queimação. Estava sentado quando eu vi queimar. Parece que estava derretendo um pedaço de mim. E foi aquele fogo, aquele fogo. Parecida que eu estava sentindo. Falei, poxa é o museu, museu é patrimônio histórico”, conta.

Era o Museu Nacional do Rio de Janeiro em chamas, tendo destruído um acervo histórico e científico armazenado ao longo de 200 anos com cerca de 20 milhões de itens catalogados.

“Para mim, é como se eu estivesse derretendo junto naquele momento. Me doeu demais. Falei, meu Deus, eu vou doar minhas moedas para o Museu”.

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Foi uma decisão difícil, mas ele não voltou atrás. Nesta semana, representantes do Museu vieram a Cuiabá buscar a coleção de moedas. Moacir chorou de emoção, mas está feliz por conseguir dar a contribuição dele para a reconstrução do Museu.

“Estou doando de coração, não tem dinheiro que pague, mas milhões de brasileiros vão ver estas moedas no Museu. Inclusive, eu quero pedir de coração, se Deus me der saúde quando reinaugurar o Museu quero ir lá vê-las no mostruário”, finalizou Moacir.

 

por: G1

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Cultura

Após 121 dias de estiagem, Cuiabá amanhece com chuva

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Após quatro meses de estiagem, Cuiabá amanheceu neste domingo (20) com chuva. A última chuva registrada na região foi no dia 22 de maio.

Mato Grosso enfrenta um dos maiores períodos de estiagem. Os focos de calor no estado aumentaram 9% em relação ao ano passado. É o primeiro lugar entre os estados do Brasil no ranking de focos de calor.

O aumento das queimadas ocasiona a diminuição da qualidade do ar. Além da fumaça, o tempo quente característico dos meses de julho, agosto e setembro, e a baixa umidade do ar aumentam os riscos de doenças respiratórias.

 

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