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Acusado de assassinar jovem em Cocalinho tem prisão cumprida no interior de SP

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Assessoria | PJC-MT

Apontado como autor do homicídio de um jovem bastante conhecido em Cocalinho (923 km a Leste), Elvis Batista dos Santos, teve o mandado de prisão preventiva cumprido, na manhã desta quinta-feira (22.11), no município de Embu das Artes, Estado de São Paulo.

A prisão do acusado aconteceu com base nas investigações do Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional de Água Boa com apoio da Polícia Civil de SP. Identificado como principal suspeito, Elvis, chegou a ser preso pelo crime em decorrência de mandado de prisão temporária (30 dias), mas foi liberado após fim do prazo da ordem judicial.

O homicídio, que vitimou Thiago Gonçalves de Freitas, 28, ocorreu no dia 06 de maio e causou grande repercussão em Cocalinho, uma vez que o jovem era bem relacionado no município. Filho da Secretária de Educação da cidade e de um ex-vereador, a vítima foi assassinada com golpes faca, em frente a uma casa noturna.

O jovem foi socorrido e levado para Hospital Municipal, porém, não resistiu aos ferimentos e morreu. Logo após cometer o crime, o autor fugiu da cidade, porém com a identificação da autoria, o delegado regional de Água Boa, Welber Batista Franco representou pelo mandado de prisão temporária, que logo foi expedido pela Justiça.

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Na época, as investigações identificaram o possível paradeiro do procurado, que foragiu para o Estado do Maranhão. Após troca de informações entre as policiais civis de Mato Grosso e do Maranhão, o suspeito teve o mandado de prisão temporária cumprido no dia 15 de maio, por policiais militares de São Luiz (MA).

Passados alguns dias, o investigado foi colocado em liberdade, ocasião em que empreendeu fuga para outros Estados do país, passando por Goiás, Minas Gerais, até chegar a São Paulo. Com base nos indícios de autoria, foi representado pelo mandado de prisão preventiva contra o acusado que continuava sem ter seu paradeiro identificado.

Através do trabalho do Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional de Água Boa, foi possível identificar o paradeiro do suspeito, na cidade de Embu das Artes (SP). Elvis teve o mandado de prisão preventiva cumprido, no início da manhã desta quinta-feira (22), após as informações sobre o investigado serem passadas para Delegacia de Homicídios do município.  

 

 

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Após denúncia de técnica, PM cobra do MP investigação de morte de major em Cuiabá

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Técnica de enfermagem alega que Hospital São Judas não estaria fazendo atendimento adequado aos pacientes com Covid

Após denúncias feitas por uma técnica de enfermagem apontando negligência e maus-tratos contra o major da PM, Thiago Martins de Souza, de 34 anos, que morreu por complicações da Covid-19, a Polícia Militar de Mato Grosso encaminhou ofício pedindo investigação por parte do Conselho Regional de Medicina (CRM-MT) e Ministério Público Estadual (MPE).

O caso ganhou repercusssão nesta segunda-feira (5), depois que a técnica de enfermagem, Amanda Delmondes Benício, fez acusações contra o Hospital São Judas Tadeu, unidade particular onde o militar ficou internado por vários dias com agravamento de seu quadro de saúde até ser transferido para a UTI do Hospital São Benedito onde morreu do último sábado (3).

Em nota, a Corporação informou que o Comando Geral pediu aos órgãos competentes que façam uma apuração na esfera administrativa e criminal quanto à possível negligência sofrida pelo major que tinha 15 anos de serviços prestados à Polícia Militar e atuava como subcomandante do 24º Batalhão. “No mesmo ofício, o Comando Geral da PM solicita aos órgãos oficiados acima que lhe seja oportunizado o acompanhamento e/ou atualizada sobre tais apurações”, diz o comunicado.

Ainda de acordo com a Polícia Militar, essa providência foi adotada pela instituição por causa da gravidade das denúncias feitas pela profissional de enfermagem. Ela, além de fazer as afirmações para vários veículos de comunicação, também procurou a Polícia Civil e registrou um boletim de ocorrência relatando descasos no hospital privado, que teriam prejudicado a recuperação de pacientes infectados pela Covid-19.

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Em relação ao major da PM, a mulher disse o seguinte: “O major Thiago que está sendo seputado hoje, ele ficou por duas semanas no Hospital São Judas e ele estava saturando sim, mas ele ficou duas semanas praticamente jogado, sem tomar banho. Eu chegava brincando e falava assim: eu vou dar banho em vocês. Fiz uma extensão, peguei uma seringa de três, coloquei numa extensão enorme porque não tinha seringa e oxigênio pequeno. Então, com aquela conexão que eu fiz o paciente dava pra ir até o banheiro, sentar na cadeira de rodas e tomar banho na cadeira de banho”.

Em outra entrevista, ela prosseguiu descrevendo detalhes do que afirma ter presenciado no hospital privado, classificado por ela como “abandono” do paciente. “O Thiago falou assim: moça, eles vão me matar aqui dentro eu estou jogado, ninguém vem aqui. Ai foi uma fisioterapeuta pra fazer uma VNI nele. VNI é uma máscarta que em alguns lugares estão usado aquela máscara de nadador. Eu não entendo sobre essa máscara, só os fisioterapeutas. Ai ele gritou socorro, aquele socorro abafado, quando eu vi ele estava roxo, saturando 29, eu arranquei a máscara do Thiago, conectei outra máscara nele que joga oxigênio e pedi pra ele pronar, ai fui falando que ia dar tudo certo”.

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Em nota, o hospital negou as denúncias e afirmou que as acusações espúrias “foram proferidas por uma funcionária que trabalhou 50 dias na Instituição, e foi demitida na semana passada justamente por práticas dissonantes com as exigidas pelo Hospital e, por isso, utiliza-se dessa pauta com cunho de promover retaliação e vingança”.

A unidade hospitalar prometeu processar a mulher nas esferas cível e criminal.

CONFIRA A NOTA DA PM

O Comando Geral da Polícia Militar informa que está oficiando ao Conselho Regional de Medicina (CRM-MT) e ao Ministério Público Estadual (MPE) uma solicitação de apuração na esfera administrativa e criminal, respectivamente, da denúncia de possível negligência sofrida pelo major PM Thiago Martins de Souza durante internação em unidade hospitalar privada em Cuiabá.

No mesmo ofício, o Comando Geral da PM solicita aos órgãos oficiados acima que lhe seja oportunizado o acompanhamento e/ou atualizada sobre tais apurações. 

Esta medida está sendo adotada a partir de denúncias veiculadas em reportagens publicadas em diversos sites e outros órgãos de imprensa nesta segunda-feira-feira(05.04).

O major Thiago morreu no último sábado(03.04), por complicações decorrentes da Covid-19, em outra unidade hospitalar, da rede SUS, em Cuiabá, para onde foi transferido após agravamento do seu quadro de saúde e consequentemente necessidade de internação em Unidade de Terapia Intensiva(UTI).

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