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5G só deve chegar em 2021 no Brasil; entenda influência norte-americana

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Olhar Digital

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Pixabay

Leilão do 5G deve ser adiado no Brasil.


Por mais que a tecnologia 5G esteja se popularizando no mundo todo, o Brasil  parece ter ficado de fora de sua implementação, pelo menos por enquanto. Operadores de telefonia, fornecedores de equipamentos e fabricantes de smartphones já consideram como adiado para 2021 o leilão da tecnologia 5G no país.

O governo, por sua vez, nega o adiamento, mas, de acordo com empresas do setor, foram enviados informações de que o presidente Jair Bolsonaro dará mais um ano para que as companhias de telecomunicação americanas possam aprimorar sua tecnologia de conectividade 5G. O objetivo é permitir que os EUA possam competir com a Huawei pelo fornecimento de equipamentos de rede no Brasil.

Com o recebimento de um prazo maior, fica claro que há um comprometimento com a manutenção das relações alcançadas entre Bolsonaro  e Trump , atual presidente dos Estados Unidos.

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Pessoas ligadas diretamente às conversas entre os dois governos afirmam que os americanos pediram que a votação fosse adiada em dois anos. Esse pedido faz parte do plano dos EUA de impedir que a Huawei atue em mercados 5G de aliados, após as acusações de espionagem feitas pelo governo norte-americano aos chineses.

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Rumores apontam que representantes do governo Trump fizeram com que Bolsonaro ficasse sabendo que a parceria estratégica firmada com os EUA estaria comprometida se um acordo com um “rival” fosse firmado e o equipamento 5G fosse fornecido.

A proibição da Huawei por aqui seria um passo importante nos planos do presidente norte-americano em fazer com que a empresa perca território no fornecimento de tecnologia. O Brasil, por conta do tamanho de seu mercado interno, pode definir o padrão de rede na América Latina.

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Como exemplo da influência do Brasil, em 2006, com a chegada do modelo de TV digital japonês por aqui, outros países da América Latina acompanharam nossa decisão e adotaram o modelo do país asiático.

Os equipamentos fornecidos pela Huawei são os preferidos, pois são menores, mais baratos e mais potentes. A empresa já se encontra em 60% das redes das operadoras brasileiras, porém, com esse pedido dos EUA, o futuro pode ser diferente. Mesmo assim, as operadoras tendem a comprar tecnologia da empresa que oferece o melhor custo-benefício. Atualmente, quem oferece tudo isso é a Huawei.

Bom para o Brasil

Enquanto ajuda os americanos, a medida do adiamento também pode beneficiar o mercado brasileiro. Isso porque, para as empresas de telecomunicação que atuam no país, a grande barreira para a implementação do serviço é a instalação de novas antenas, que hoje estão a cargo das prefeituras.

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Para que o 5G funcione de forma satisfatória, é necessário que o número de antenas instaladas suba em dez vezes. Porém, muitos municípios não permitiriam isso, devido a preocupações com questões de saúde que envolvem a irradiação dos sinais desses equipamentos.

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Outro problema que deve ser resolvido é o uso da frequência de 3,5 GHz. Atualmente, essa faixa é usada por satélites e antenas parabólicas. Isso poderia atrapalhar a disseminação do sinal em algumas localidades. O adiamento do leilão poderia ser usado para resolver essa questão.

Por parte da Agência Nacional de Telecomunicações ( Anatel ), também há pendências. Questões regulatórias em relação à oferta de conteúdo via internet não foram resolvidas. Ainda não se sabe se a transmissão de conteúdo de TV pela internet vai se enquadrar na categoria de TV por assinatura .

Sendo adiado ou não, o leilão das frequências do 5G é um grande passo para o futuro das conexões de dados no Brasil . Resta saber se o país vai querer manter sua boa relação com os EUA e não utilizar a tecnologia da Huawei por aqui ou se vai prezar pela evolução tecnológica que o 5G pode trazer.

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Xiaomi lança trena a laser que pode medir até 40 metros de distância

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Olhar Digital

A Xiaomi é uma empresa conhecida principalmente por conta dos seus smartphones que alinham desempenho com preços mais acessíveis, sobretudo no Brasil . Porém, a marca possui uma variedade gigante de produtos, muitos existentes apenas em mercados alternativos, como Índia e a própria China .

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Cama, capacete, mochila, bebedouro para gatos e diversos eletrodomésticos são apenas alguns exemplos. Agora, a empresa anunciou mais uma novidade: uma trena a laser .

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O dispositivo é mais voltado para profissionais de obras e segmentos que necessitam medir distâncias longas e precisas . O Xiaomi Duka tem a capacidade de medir até 40 metros.

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Em comunicado, a empresa afirma que “não será mais preciso pedir ajuda para medir o seu quarto, algum objeto ou até mesmo ferramentas de trabalho. O novo dispositivo oferece medição precisa usando um laser de alta potência”.

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A bateria do equipamento é surpreendente. Com 200 mAh, é possível fazer até 3.500 medições por carga. A trena é feita inteiramente de alumínio e, além de distância, é possível calcular o volume de salas , ângulos , diagonais e muito mais. O Xiaomi Duka vai ser vendido na China e na Europa com preço de 23 euros, aproximadamente R$ 111. Não há previsão para lançamento no Brasil .

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