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Educação

10 mil servidores interinos na rede estadual de educação ficam sem salários em MT

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Mato Grosso tem cerca de 10 mil servidores temporários na rede estadual de educação. Uma parte desses funcionários, que trabalhariam em escolas onde o ano letivo ainda não começou, não tiveram os contratos assinados.

Os servidores da rede estadual de educação não tiveram os contratos renovados devido à suspensão das aulas, como prevenção ao novo coronavírus, e estão sem receber os salários neste ano.

Mato Grosso tem cerca de 10 mil servidores temporários na rede estadual de educação. Uma parte desses funcionários, que trabalhariam em escolas onde o ano letivo ainda não começou, não tiveram os contratos assinados.

A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) justificou que não tem amparo legal para realizar as contratações sem que as escolas estejam funcionando.

Segundo a secretária de Educação, Marioneide Kliemaschewsk, o estado tem dois calendários letivos. O primeiro teve início no dia 10 de fevereiro.

“Todos os professores das 428 escolas que começaram o ano podem ficar tranquilos, pois foram contratados, estavam em efetivo exercício e não terão o contrato suspenso ou cancelado”, garantiu.

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Já o ano letivo em outras 250 escolas estaduais, previsto para começar as aulas no dia 23 de março, foi suspenso.

Marioneide disse que chegou a discutir a possibilidade de efetivar esses contratos, mas afirmou que, ao efetivar um contrato sem que aulas sejam iniciadas, é considerado ato de improbidade administrativa.

O Sindicado dos trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) disse que vai se reunir com autoridades públicas, nesta semana, para cobrar soluções para que os servidores temporários da educação não fiquem sem os salários.

Jussandro Melo é professor de história e foi contratado provisoriamente pelo governo, mas, diferente dos professores concursados, ele está sem receber o salário.

“Nosso último salário foi em janeiro, referente ao mês de dezembro do ano passado. De lá para cá são quase seis mil pessoas que não tem como suprir as necessidades da família”, relatou.

O professor de educação física, Claudinei de Souza, afirmou que está com dificuldades para manter as despesas da casa e não sabe o que vai fazer durante esse período de recesso das aulas.

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“Temos família, esposa, filhos que dependem da gente para trazer o sustento do dia a dia para dentro de casa”, disse.

A pedagoga Francisca também não teve o contrato renovado e o dinheiro na casa dela já começou a faltar para pagar as contas.

Ela afirmou que o salário que recebia era a única fonte de renda da família e que o gasto é alto devido aos problemas de saúde do marido, que faz tratamento para o coração e está afastado do trabalho.

Francisca trabalha para o estado há oito anos. “Temos que implorar para o governo dar uma assistência”, lamentou.

Por José Pereira, TV Centro América

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Educação

Senado convoca Weintraub a explicar falas em reunião ministerial

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Da CNN, em São Paulo

O plenário do Senado aprovou nesta segunda-feira requerimento de convocação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, para prestar esclarecimentos sobre declarações que fez na reunião ministerial de 22 de abril, após a divulgação de vídeo do encontro por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ministro da Educação, Abraham Weintraub
15/05/2019
REUTERS/Adriano Machado

O dia da participação de Weintraub no Senado –que é obrigatória, por se tratar de convocação– ainda não está definida.Entre outras declarações, o ministro da Educação defendeu, na reunião de abril, que botaria “vagabundos todos na cadeia, começando no STF”.

A fala de Weintraub foi revelada no vídeo da reunião que faz parte do inquérito em que, segundo o ex-ministro da Justiça Sergio Moro, o presidente Jair Bolsonaro tentou pressioná-lo a mudar o comando da Polícia Federal.

Na decisão em que autorizou a divulgação do vídeo, o ministro Celso de Mello, do STF, disse ter constatado a ocorrência de “aparente prática criminosa” cometida por Weintraub ao se referir à Corte.

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A autora do requerimento foi a senadora Rose de Freitas (Podemos-ES). “Eu achei que estava vendo um filme de terror. Mas quando vi o ministro da Educação, tive certeza que era uma panaceia, um desrespeito”, disse Freitas. “Quero perguntar quem são os ‘vagabundos’ que precisam ser presos? Palavras não são em vão.”

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também apresentou um requerimento. “Nos vídeos e na sua transcrição, Weintraub destila ódio, em termos claros, enfáticos e chocantes, contra o povo indígena e o povo cigano, nos seguintes dizeres”, diz o senador no requerimento.

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) também apoiou a convocação. “Não é cabível continuar nessa posição galopante de declarações contras as liberdades individuais, instituições”, disse.

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), pediu apenas que a convocação ficasse restrita ao ministro da Educação. “As falas do ministro cruzam uma linha que é a linha do respeito às instituições”, disse. “Ele deve, sim, satisfação ao Senado Federal”, afirmou.

Outros ministros que participaram da reunião do dia 22 de abril também são alvos de requerimentos de convocações para as duas Casas. Randolfe, por exemplo, quer explicações do ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente).

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Salles declarou na reunião que é preciso aproveitar a “oportunidade” que o governo federal ganha com a pandemia do novo coronavírus para “ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas”. Segundo o ministro, a cobertura da imprensa focada em Covid-19 daria “um pouco de alívio” para a adoção de reformas infralegais de regulamentação e simplificação.

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