18 de outubro de 2018 - 02:48

Polícia

01/04/2018 14:37

Transferência de mais de 50 presos da PCE para presídio de Rondonópolis (MT) gera críticas

Agentes penitenciários afirmam que número de servidores está abaixo do esperado na unidade. Presídio com capacidade para 892 presos possui mais de 1,3 mil detentos.

 

 A transferência de reeducandos da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, para a Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa, a Mata Grande, em Rondonópolis, a 218 km da capital, gerou críticas. A unidade está superlotada e o número de agentes penitenciários lotados no local é menor do que ideal, segundo a categoria.

Em nota, a Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh-MT) afirmou que a transferência de presos da PCE para o presídio de Rondonópolis se baseou em análises administrativas e determinação judicial.

Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Tales Passos de Almeida, o governo do estado apenas transferiu um problema da capital para o interior do estado.

"Eu transfiro um preso aqui, transfiro um preso para acolá, para tentar resolver um problema imediato. Então, é claro que vamos ficar enxugando gelo", criticou.

Por questões de segurança, o governo não divulgou o número de presos que foram transferidos para a Mata Grande. Porém, segundo apurações feita pela reportagem junto a fontes do sistema prisional, o presídio recebeu 59 presos, muitos deles, líderes de uma organização criminosa que age dentro e fora dos presídios.

O problema é que os criminosos foram levados para um local que já sofre com a superlotação. A penitenciária de Rondonópolis tem capacidade pra 892 presos, mas, antes mesmo da transferência, já contava com 1.320 detentos, segundo a própria Sejudh.

Esse é um número que desafia quem trabalha para garantir a segurança do local, segundo a diretora regional do Sindicato dos Servidores Penitenciários (Sindispen-MT), Jacilene Costa Freitas e Silva.

"O ideal por plantão seria ter, em média, 70 agentes por plantão. Esse número está bem aquém. Então, além de pleitear os equipamentos que a gente necessita para nos ajudar nas revistas íntimas, precisamos também de mais servidores", afirmou a servidora.

O concurso público para agente penitenciário, publicado em 2016, foi homologado no mês passado. Em Rondonópolis, mais de 120 candidatos foram aprovados, mas eles continuam sem saber quando serão chamados.

Por nota, a Sejudh afirmou que ainda não convocou os aprovados porque o concurso foi feito para cadastro reserva e que, a partir de abril, começará a convocar os aprovados.

Por Emerson Sanchez, Tv Centro América


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