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Educação

03/08/2017 12:09

Aprendizagem promovida no ambiente escolar traz mais benefícios para o desenvolvimento infantil, aponta estudo

“Tão novinho (a) e já indo para a escola!”. Quem nunca ouviu uma frase como esta ou pronunciou algo deste tipo? É frequente acreditar que matricular o filho ou a filha com poucos anos de vida em um berçário, creche ou escola seja negativo. Muito pelo contrário. É o que aponta um novo estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, que acompanhou seis mil crianças (de dois a sete anos).

Segundo os cientistas, por mais rica que seja a aprendizagem promovida no ambiente doméstico – com babás e/ou outros cuidadores – a instituição de ensino traz benefícios ainda maiores. Inclusive, o estudo concluiu que as crianças que entraram na escola mais cedo tiveram resultados positivos e bastante significativos no desenvolvimento emocional e da linguagem.

A psicopedagoga e diretora do Educandário Jardim das Goiabeiras, Ivete Ferreira, reforça que há muito tempo já se sabe que a escola é um importante espaço de socialização. “A ‘primeira infância’, de zero aos seis anos, é um período riquíssimo para o desenvolvimento humano. Segundo a ciência, é nos primeiros anos de vida que a arquitetura do cérebro se forma, o que faz do trabalho educacional um grande aliado para ajudar a moldar e definir o futuro delas. Ficar somente dentro de casa acaba sendo muito limitado”, destaca a psicopedagoga.

Ivete, que é adepta da linha preconizada pelo conceito da Pedagogia Afetiva, complementa que cada experiência que as crianças encaram traz uma série de descobertas diárias: elas ganham habilidades, conhecimento, sensibilidade, valores, capacidade de percepção e de relacionamento, entre outros aspectos.

“Em casa, normalmente, uma babá cuida das necessidades básicas – como alimentação, higiene e sono; brincam e interagem. Mas, ainda é pouco. Inclusive, como as famílias estão cada vez menores, é comum que a única forma que a criança tenha de se relacionar diariamente com outras crianças seja na escola. Ali, ela amplia a convivência social – o que ajuda na percepção de que existe o ‘eu’ e o ‘outro’, bem como propicia o contato e o respeito à diversidade desde cedo”, pondera.

QUALIDADE DE VIDA – A escola, antes de mais nada, precisa ser uma escolha consciente da família. Por isso, também vale ficar atento aos detalhes. Ainda que a criança não saiba falar, ela dá sinais de que está feliz. Entre os principais indícios estão o interesse pelo novo, a vontade de explorar o ambiente e, é claro, a alegria de ir ou voltar da escola.

“Uma criança emocionalmente saudável, brinca. Aliás, experiências positivas aumentam a autoestima, a flexibilidade cognitiva, a atenção, a memória e a concentração – facilitando a resolução inovadora e criativa de problemas, além de aumentar a capacidade de organizar ideias. Aliás, podemos chamar de qualidade de vida, quando o desenvolvimento psíquico e o desenvolvimento físico, compatíveis à idade, entram em equilíbrio”, ressalta Ivete.


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