21 de outubro de 2018 - 15:25

Agricultura

03/09/2017 09:54

Deu no Jornal O Globo; juíza Selma Arruda, combate o crime organizado em Cuiabá.

Grupo de Silval

Juíza: "Não trabalhavam nem 5 minutos para MT"

Em uma entrevista que deu ao Jornal O Globo neste domingo (3), a juíza Selma Arruda, que atua na vara que combate o crime organizado em Cuiabá, fez uma avaliação pertinente sobre a ganância do grupo comandado pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB), que confessou ter recebido milhões em propina.

“Eles foram muito descuidados. Parece que não trabalhavam nem cinco minutos por dia para o Estado. Era só fazendo fraudes. Isso acabou facilitando a investigação”,  afirmou a juíza, que está à frente de várias ações penais às quais Silval responde.

 

Ela também afirmou que a descoberta da corrupção de Silval e seu grupo só foi possível graças à atuação de promotores “ativos” e à determinação do governador Pedro Taques(PSDB) de investigar contratos firmados pelo antecessor.

 

Leia a entrevista abaixo:

 

Responsável pelo julgamento  das ações penais que têm como réu o ex-governador Silval Barbosa na Justiça de Mato Grosso, a juíza Selma Rosane Arruda ganhou o apelido de “Sérgio Moro de saia".

 

Não é justa nem a dosagem da prisão muito menos o ressarcimento (de cerca de R$ 80 milhões em recursos desviados) que ele está fazendo.

 

O Globo - A senhora foi surpreendida com a dimensão do esquema de corrupção?

 

Selma Arruda -  Tenho a convicção de que o que sabemos é só a ponta de um iceberg, por mais que a gente fique escandalizada com esses vídeos (flagrante de pagamento de propina a deputados e prefeitos).

 

O Globo - Há a possibilidade de o esquema ser antigo. Por que sé agora as investigações tiveram êxito?

 

Selma Arruda - Foi uma conjunção de fatores. Primeiro, temos promotores ativos. Segundo, o governador eleito (Pedro Taques, PSDB) determinou auditorias em contratos. Por meio delas, apareceram os primeiros fios que foram sendo puxados. Mas eles foram muito descuidados. Parece que não trabalhavam nem cinco minutos por dia para o estado. Era só fazendo fraudes. Isso acabou facilitando a investigação.

 

O Globo - Sua atuação nesse caso lhe deu o apelido de Sérgio Moro de saia. Gostou dele?

 

Selma Arruda - Eu não concordo. Até já brinquei, por uma questão de gênero, que ele (Sergio Moro) é que é a Selma Rosane de calça.

 

Por: Midianews


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