21 de abril de 2018 - 21:22

Agricultura

17/08/2017 10:14

Soja sobe em Chicago nesta manhã de 5ª feira, busca recuperação e foca na demanda

Os preços da soja sobem na manhã desta quinta-feira (17) na Bolsa de Chicago. As cotações subiam, por volta das 7h45 (horário de Brasília), entre 8 e 8,25 pontos, com o contrato novembro/17 - referência para o mercado neste momento - valendo US$ 9,33 por bushel.

Os futuros da oleaginosa, no pregão anterior, registraram suas mínimas desde o final de junho e o mercado agora busca uma recuperação. "Esse movimento de alta de hoje está mais lligado a recomposição técnicas (realização de lucros de quem entrou vendendo nos últimos dias) do que necessariamente de compras novas", explica o analista de mercado Miguel Biegai, da OTCex Group, de Genebra, na Suíça.

Além disso, encontra espaço para esse fôlego também na demanda, que trouxe boas e novas notícias nesses últimos dias. E nesta quinta, chegam ainda os novos dados das vendas semanais para exportação que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz hoje, reafirmando os bons volumes já comprometidos, principalmente, da safra velha, que passam de 60 milhões de toneladas.

As expectativas do mercado é de que as vendas da temporada 2016/17 cheguem entre 50 mil e 250 mil toneladas e, para a 2017/18, de 300 mil a 600 mil toneladas.

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Soja fecha estável nesta 4ª em Chicago e tem suporte em compras de soja pela China nos EUA

Durante a sessão desta quarta-feira (16), os futuros da soja testaram os dois lados da tabela ao longo de todo o dia, com oscilações bastante tímidas, para encerrar os negócios com estabilidade e em campo positivo. Assim, o contrato novembro conseguiu se manter nos US$ 9,25 por bushel.

A pressão sobre os preços ainda vem das melhores condições de clima que continuam a ser observadas no Meio-Oeste americano, contribuindo para uma conclusão da nova safra de soja dos Estados Unidos melhor do que vinha sendo esperado há algumas semanas.

Nesta quarta, porém, as cotações viram esse peso ser amenizado pelas notícias vindas do front da demanda. Uma nova delegação da China está nos Estados Unidos e mais acordos para a compra de soja americana foram assinados, informação que foi muito bem recebida pelo mercado.

De acordo com informações de agências internacionais, foram acordadas vendas de mais 3,81 milhões de toneladas da oleaginosa para os chineses avaliadas em US$ 1,56 bilhão e, apesar do volume pouco expressivo frente aos expressivos que são adquiridos pela nação asiática, esses são mais sinais de que segue robusta a demanda pelo grão norte-americano.

"Embora essas cerimônias sejam formalidade, algumas dessas compras aparecem nos anúncios diários de vendas do USDA e acabam por contribuir para o mercado", explica o analista de mercado Bob Burgdorfer, do portal internacional Farm Futures.

Previsão do Tempo

Ainda de acordo com informações do portal Farm Futures, "as chuvas que estão se movendo pelo oeste do Corn Belt podem levar bons acumulados ao oeste do Misssissipi, e partes do leste do Meio-Oeste, mesmo em volume menor de acordo com os mapas para a próxima semana".

Preços no Brasil

Nos portos, a quarta-feira foi mais um dia de preços estáveis ou em queda. No terminal de Paranaguá, a soja disponível manteve os R$ 69,50, enquanto a safra nova foi a R$ 68,50 e fechou o dia recuando 0,72%. Em Santos, queda de 1,41% para R$ 70,00 e em São Francisco do Sul, baixa de 0,87% para R$ 68,40 por saca, ambas as referências para o produto disponível.

No interior do Brasil, as cotações ainda não obdecem um caminho comum e há expressivas e baixas e altas sendo observadas nas principais regiões produtoras do país. Enquanto São Gabriel do Oeste/MS ganhou 1,85% para R$ 55,00 por saca, Sorriso recuou 3,85% para R$ 50,00.

Além dos preços baixos em Chicago, afinal, as cotações sentiram a pressão ainda do dólar nesta quarta. A moeda americana fechou o dia com uma queda de 0,84% e valendo R$ 3,1463. O recuo se deu após a ata do Federal Reserve - o banco central norte-americano - enfraquecer aposta de mais juros nos EUA.


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